Mundo
14/12/2008 - 23h26

Bush chega ao Afeganistão em visita-surpresa

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da France Presse, em Cabul
da Associated Press

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, chegou ao Afeganistão neste domingo à noite, depois de fazer uma visita surpresa de despedida ao Iraque, mais cedo, informou a Casa Branca.

O avião que transporta Bush aterrissou na base aérea de Baghram, nos arredores de Cabul, de acordo com um jornalista que viaja a bordo da aeronave presidencial.

O presidente dos EUA se reunirá com o presidente afegão, Hamid Karzai, e se dirigirá às tropas americanas estacionadas no Afeganistão durante a visita.

Iraque

Em sua visita ao Iraque, Bush e o primeiro-ministro do Iraque, Nuri al Maliki, fizeram uma assinatura simbólica do acordo que estabelece a retirada das tropas americanas no país até o final de 2011.

Ambos assinaram o acordo bilateral de três anos firmado oficialmente no último dia 17 de novembro pelo chefe da diplomacia iraquiana, Hoshyar Zebari, e pelo embaixador dos Estados Unidos em Bagdá, Ryan Crocker.

A assinatura entre os chefes de governo aconteceu no gabinete privado de Al Maliki, na Zona Verde, setor ultraprotegido do centro de Bagdá, onde estão instalados o governo iraquiano e as embaixadas americana e britânica.

O acordo bilateral, ratificado em novembro pelo Parlamento iraquiano, fixa o marco da retirada total dos 146 mil soldados americanos do Iraque para o final de 2011.

O acordo, obtido após quase um ano de negociações entre americanos e iraquianos, porá fim a oito anos de presença militar dos EUA no Iraque.

Sapatada

Um incidente marcou a visita de Bush ao Iraque. Um jornalista local atirou os próprios sapatos contra o presidente americano ao final do encontro com al Maliki.

Os sapatos não atingiram o presidente americano, mas o jornalista ainda o insultou no momento em que Bush cumprimentava o primeiro-ministro do Iraque.

Antes de jogar os sapatos em direção a Bush, o jornalista gritou "É o beijo de despedida, seu cachorro!". O primeiro-ministro iraquiano ainda fez um gesto para proteger Bush dos sapatos. Em seguida, os oficiais de segurança iraquianos retiraram o jornalista da sala.

Comentários dos leitores
emanuel gomes bueno (2) 26/10/2009 17h34
emanuel gomes bueno (2) 26/10/2009 17h34
Os EUA aceitaram o prato que o diabo ofereceu a eles: uma guerra que seria "curta e fácil de vencer". Hoje vemos um atentado atrás do outro, com quase 4.400 soldados americanos mortos e os EUA num atoleiro: sem poder ficar e sem poder sair. A serpente antiga descrita na bíblia, voltou! ao Jardim do Éden. sem opinião
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Valentin Makovski (173) 26/10/2009 17h21
Valentin Makovski (173) 26/10/2009 17h21
Quanto o Iraque precisa de soldados para coibir as milícias???
Já se tem mais de 100 mil Marines dos EUA, se mandar mais uns 100 mil vai continuar a mesma coisa. E sabem porque??? Simples guerra que começa mal, termina muito mal. Esta guerra contra Saddan já deu o que tinha que dar. Os EUA podem ficar lá por maism10 anos, que em nada vai adiantar.
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J. R. (1090) 26/10/2009 03h00
J. R. (1090) 26/10/2009 03h00
Fica difícil saber no Iraque quem é que está explodindo bombas, se elas se direcionam para que Obama aumente os contingentes da invasão ou se é para que os ianques deixem de vez o país e devolvam os poços de petróleo que furtaram, além de destruir o país. sem opinião
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