ONG denuncia processos injustos do principal tribunal iraquiano
da France Presse, em Londres
O principal tribunal iraquiano não respeita as normas internacionais em termos de justiça, acusa um relatório da organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW).
A HRW pede ao governo iraquiano que adote de imediato medidas para proteger as pessoas detidas do risco de torturas e outros maus-tratos, para garantir que os réus possam entrar em contato rapidamente com um advogado e que os acusados sejam ouvidos por um juiz o quanto antes.
O relatório, intitulado "A qualidade da justiça: as falhas da corte central criminal iraquiana", afirma que milhares de detentos no Iraque esperam meses, às vezes anos, antes do julgamento neste tribunal e de ouvir as acusações contra eles.
Para os acusados também é impossível ter uma defesa efetiva, afirma ainda o relatório.
A carga de trabalho vai aumentar no próximo ano, quando 15.800 prisioneiros detidos pelas forças americanas serão transferidos gradualmente às autoridades iraquianas.
"Os problemas de segurança, a falta de recursos, as falhas são graves e sistemáticas, o que prejudica qualquer possibilidade de que a corte central possa implementar processos justos", critica Joe Storck, diretor adjunto da HRW para as regiões do Oriente Médio e África do Norte.
"As falhas do tribunal são ainda mais problemáticas na medida em que se esperava que este deveria ser um modelo para o Iraque", completa Storck.
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