Mundo
15/12/2008 - 07h43

Chefe-de-gabinete de Obama discutiu sucessão com governador suspeito

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ANDREA MURTA
da Folha de S.Paulo, em Nova York

O escândalo de corrupção envolvendo o governador de Illinois, Rod Blagojevich, deu um novo passo em direção à equipe do presidente eleito dos EUA, Barack Obama.

A imprensa local afirma que Rahm Emanuel, nomeado chefe-de-gabinete (nos EUA, um híbrido com ministro da Casa Civil) do novo governo, aparece em conversas gravadas com o governador discutindo a substituição de Obama no Senado antes mesmo da eleição presidencial de 4 de novembro.

Blagojevich, democrata como Obama, foi acusado por promotores federais na terça por diversos atos de corrupção, incluindo tentar promover um "leilão informal" para a vaga do presidente eleito no Senado. Ele nega qualquer ação ilegal.

Emanuel não é alvo da investigação nem há nada que sugira que tenha buscado acordos financeiros sobre a vaga. Ainda assim, republicanos vêm exigindo mais esclarecimentos sobre os contatos do futuro chefe-de-gabinete com Blagojevich.

O governador, sob crescente pressão pela renúncia, passou o final de semana avaliando suas opções. Reuniu-se com um dos mais conhecidos advogados criminalistas dos EUA, Edward Genson, no fim de semana, mas não confirmou se o contratou para a defesa. Genson já representou o cantor R. Kelly e o ex-magnata da imprensa Conrad Black, que foi condenado à prisão por fraudes e obstrução à justiça em Chicago há um ano.

Relatos sobre os planos do governador são contraditórios. A procuradora-geral de Illinois, Lisa Madigan, afirmou ontem à imprensa ter tido informações de que Blagojevich poderá deixar o cargo hoje. Um porta-voz do governador, porém, disse que não foi tomada nenhuma decisão a respeito.

Enquanto isso, a seleção do sucessor de Obama no Senado segue no limbo. Legisladores estaduais sinalizaram que pretendem tirar o poder das mãos do governador e preparar uma eleição especial para a vaga.

Já o vice-governador, Pat Quinn, indicou que se substituir Blagojevich deverá escolher um nome para o Senado sozinho. "É um posto muito importante para continuar vago", disse Quinn. Ele também disse ser possível indicar um senador interino.

Últimos números

O fim de semana trouxe ao menos uma boa notícia para Obama: números finais sobre a eleição de 4 de novembro indicam que o comparecimento foi o maior em 40 anos, com 61,6% dos potenciais eleitores nas urnas. Isso se traduz em mais de 131 milhões de votos.

Comentários dos leitores
Valentin Makovski (304) 24/11/2009 17h15
Valentin Makovski (304) 24/11/2009 17h15
So existe 2 cominhos aos EUA no afeganistão & iraque. Ou enviam mais do dobro de tropas e realmente ocupam os 2 países, e acabam de uma vez com a instabilidade, ou retiram todas suas tropas e deixam a deus dará.
Esta ocupação foi um ato irresponsável da Familia Busch, Pai & Filho, que somente sabem fazer guerra e alimentar o sentimento anti americano no mundo.
Obama, faça um favor a todos nós, tira a carapuça e adimita que mais uma vez vcs perderam a Guerra, e jogaram mais de U$ 1,300 Trilhão na lata do lixo.
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eduardo de souza (484) 24/11/2009 16h24
eduardo de souza (484) 24/11/2009 16h24
Obama... Obama, tá ficando dificel manter as aprarências. Você é "soldadinho de chumbo" dos donos dos Eua.
Sua decisão será aquela que ter mandarem falar.
Bom, pelo menos ganha bem e tem status, rs.
Prá quem gosta é parato cheio.
sem opinião
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Gedeão Barros (88) 22/11/2009 22h56
Gedeão Barros (88) 22/11/2009 22h56
PARTE 2
Resposta ao Sr. Oliver Oak, vulgo "Hugo Chavez".
Portanto, para ficar bem claro, como eu estava dizendo, a palavra hebraica "goy" não possui sentido pejorativo. É como se nós, brasileiros, nos referíssemos a qualquer cidadão de outro país com a palavra "estrangeiro". Isso não é discriminação.
Já para a maçonaria, por exemplo, quem não é maçon, é chamado de profano. Esta sim, é uma palavra de sentido pejorativo. Mas, nem por isso, os maçons desenvolveram ódio aos profanos. Ao contrário. Todos eles foram profanos, antes de se tornarem maçons.
Nos próximos posts comentarei sobre os judeus se "esconderem" atrás de religião e sobre os autores NOAM CHOMSKI e NORMAN FILKENSTEIN, suspeitos de portarem o Transtorno Bipolar do Humor, antigamente denominado de psicose maníaco-depressiva. Também falarei do inexpressivo grupo ultra-radical NETUREI KARTA, um pequeno bando de doidos varridos que apóiam as atrocidades de Adolph Hitler. Esses judeus ultra-ortodoxos, que em mais de 100 anos de existência não passam de 5 mil membros, são contra a criação do Estado de Israel pelos homens. Eles querem que os judeus aguardem a vinda do Messias, para que este, em nome de Deus, crie o Estado de Israel. Mas, esse bando mora em Jerusalém. Por aí, caros leitores, vocês podem ver que o Sr. "Hugo Chavez" tem um universo bem limitado de leitura. Ele precisa ampliar seus horizontes, senão fica refém dos autores que ele citou.
Ao Sr. Alan Williamson, envio meus parabéns.
Até logo, Sr. Oliver.
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