Mundo
15/12/2008 - 11h35

Repórter iraquiano atira sapatos em Bush; veja repercussão no mundo

Publicidade

da Folha Online

O repórter iraquiano Muntazer al Zaidi, da TV Al Bagdadia, com sede no Egito, está preso por ter atirado os dois sapatos contra o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, durante entrevista coletiva concedida em Bagdá.

Veja vídeo da agressão

Imagens de TVs mostram que Bush falava ao lado do primeiro-ministro do Iraque, Nuri al Maliki, quando o repórter se levantou, a cerca de um metro de distância do americano, e gritou, em árabe: "este é seu beijo de despedida, cachorro". Bush desvia dos sapatos antes de o jornalista ser contido por seguranças.

Logo que Zaidi foi tirado da sala, Bush minimizou o incidente, dizendo que "só podia dizer que era tamanho dez", e continuou respondendo perguntas. No Iraque, atirar um sapato contra alguém é considerado um grande insulto, pois significa que o alvo é inferior a um sapato, sempre em contato com o chão e a sujeira.

Confira abaixo a repercussão do episódio pelo mundo:

Reprodução

Al Bagdadia

O site da rede de TV à qual pertence o jornalista preso pelo ataque dá destaque aos pedidos de "vários políticos e intelectuais de destaque" pela libertação de Zaidi.

Segundo a TV, foram enviadas "cartas de protesto e solidariedade" pelo Sindicato dos Jornalistas Iraquianos --que classificou como "autoritário" o tratamento dado ao profissional--; por diversos integrantes da Câmara e do Senado; e por organizações de imprensa egípcias.

"The New York Times"

Reprodução

"O incidente com os sapatos em Bagdá marcou a visita de Bush --a quarta-- de uma maneira profundamente simbólica, refletindo as visões conflituosas que há no Iraque sobre o homem que derrubou Saddam Hussein, ordenou a ocupação do país e levou liberdades impensáveis sob o governo de Hussein, porém a custos enormes", avaliou o jornal americano.

O "NY Times" afirma que, depois de atirar os sapatos, Zaidi foi contido por seguranças, que o derrubaram e, na seqüência, o arrastaram para fora da sala. Uma repórter de uma emissora pertencente ao partido do primeiro-ministro iraquiano disse ao "NY Times" que Zaidi apanhou "até chorar como uma mulher". De acordo com o jornal, jornalistas iraquianos que estavam na primeira fila do evento pediram desculpas ao presidente.

Segundo o "NY Times", Bush classificou o episódio como um "sinal de democracia", enquanto "os gritos do homem, vindos de fora, podiam ser ouvidos".

O jornal destaca ainda que os iraquianos jogavam muitos sapatos contra a gigante estátua de Saddam que havia em Bagdá antes de ajudar os militares americanos a derrubá-la, em 2003.

Reprodução

CNN

O canal americano destacou que, no vôo de Bagdá para Bagram, no Afeganistão, Bush chamou o episódio de "bizarro" e afirmou não acreditar que ele reflita a existência de um ressentimento entre os iraquianos.

"Eu não acho que você possa pegar um cara e afirmar que ele representa um movimento maior no Iraque. Você pode tentar fazer isso se quiser, mas eu não acho que seria preciso."

"The Guardian"

O site do jornal britânico deu à história o título de "Bem-vindo a Bagdá, presidente". Para o "Guardian", o episódio fez com que as relações entre Bush e o Iraque "terminassem como começaram: com caos e raiva". O diário afirmou que o intuito da visita de Bush era mostrar "o declínio da violência no país".

Reprodução

"El País"

O espanhol relata que tanto Bush quanto o primeiro-ministro iraquiano "olharam o repórter com perplexidade, esperando que os agentes de segurança retirassem o autor da sala de despachos de Maliki, onde acontecia a coletiva de imprensa".

"Le Monde"

O diário francês destaca uma matéria produzida pela agência internacional de notícias France Presse segundo a qual um ex-advogado de Saddam disse existir ao menos 200 advogados do Iraque interessados em defender o repórter de graça. O texto destaca que a advogada Tarek Harb disse haver a possibilidade de o repórter ser condenado a ao menos dois anos de prisão se for processado por "insulto a um líder estrangeiro em visita".

Reprodução

Al Jazeera

O site do canal árabe de notícias Al Jazeera coloca a notícia sobre o ataque com sapato em sua reportagem sobre a passagem de Bush pela região. O texto menciona que "o incidente serve de lembrança vívida da ampla oposição à invasão do país coordenada pelos EUA e à subseqüente guerra".

Xinhua

Na China, a agência estatal de notícias Xinhua afirma que o ataque "causou caos no saguão, dentro da fortemente armada 'Zona Verde'". Conforme a agência chinesa, Bush mostrou-se calmo enquanto o rapaz era contido. "Não me senti nem um pouco ameaçado por isso. Isso não me incomodou", disse Bush antes de deixar a sala.

Comentários dos leitores
Gedeão Barros (75) 22/11/2009 22h56
Gedeão Barros (75) 22/11/2009 22h56
PARTE 2
Resposta ao Sr. Oliver Oak, vulgo "Hugo Chavez".
Portanto, para ficar bem claro, como eu estava dizendo, a palavra hebraica "goy" não possui sentido pejorativo. É como se nós, brasileiros, nos referíssemos a qualquer cidadão de outro país com a palavra "estrangeiro". Isso não é discriminação.
Já para a maçonaria, por exemplo, quem não é maçon, é chamado de profano. Esta sim, é uma palavra de sentido pejorativo. Mas, nem por isso, os maçons desenvolveram ódio aos profanos. Ao contrário. Todos eles foram profanos, antes de se tornarem maçons.
Nos próximos posts comentarei sobre os judeus se "esconderem" atrás de religião e sobre os autores NOAM CHOMSKI e NORMAN FILKENSTEIN, suspeitos de portarem o Transtorno Bipolar do Humor, antigamente denominado de psicose maníaco-depressiva. Também falarei do inexpressivo grupo ultra-radical NETUREI KARTA, um pequeno bando de doidos varridos que apóiam as atrocidades de Adolph Hitler. Esses judeus ultra-ortodoxos, que em mais de 100 anos de existência não passam de 5 mil membros, são contra a criação do Estado de Israel pelos homens. Eles querem que os judeus aguardem a vinda do Messias, para que este, em nome de Deus, crie o Estado de Israel. Mas, esse bando mora em Jerusalém. Por aí, caros leitores, vocês podem ver que o Sr. "Hugo Chavez" tem um universo bem limitado de leitura. Ele precisa ampliar seus horizontes, senão fica refém dos autores que ele citou.
Ao Sr. Alan Williamson, envio meus parabéns.
Até logo, Sr. Oliver.
sem opinião
avalie fechar
Gedeão Barros (75) 22/11/2009 22h33
Gedeão Barros (75) 22/11/2009 22h33
Achei você, Oliver Oak, vulgo "HUGO CHAVEZ". Que feiúra, Sr. Oliver, este fórum é sobre OBAMA e o Sr. descamba o assunto para demonstrar o seu ódio contra os judeus? Em todos os assuntos, o Sr. dá um jeito de enfiar Israel no meio? Virou obsessão, idéia fixa, doentia. Os seus comentários são realmente muito claros e definidos: demonstram que o Sr. é anti-semita e age tal e qual os neo-nazistas, embora ache esses termos "velhas balelas". Ora, quem é radicalmente contra SIONISMO é anti-semita. Alguma dúvida?
A palavra hebraica "goy" (plural goyim) em momento algum é utilizada em sentido pejorativo, como constou erradamente na wikipédia. Goy significa povo. Com o passar dos tempos, dentro do exílio, os judeus fizeram uso da palavra para identificar um não-judeu. Porém pelo mesmo sentido da palavra, todo judeu fora da Terra de Israel é goy também. A própria Torá friza por diversas vezes: "Fostes estrangeiro no Egito". É importante notar que a idéia do respeito pelos outros, e os valores de uma sociedade pluralista, formam uma parte antiga e integrante do Judaísmo e da tradição judaica. Os rabinos ensinaram que todos os homens são iguais aos olhos de Deus - se eles cumprem a vontade de Deus. O Talmud diz: "Seja judeu ou gentio, homem ou mulher, rico ou pobre - é de acordo com as ações do homem que a Presença Divina paira sobre ele." Portanto, para ficar bem claro, é como se nós, brasileiros, nos referíssemos a qualquer cidadão de outro país com a palavra "estrangeiro".
SEGUE ...
3 opiniões
avalie fechar
joão batista cassio (67) 22/11/2009 22h28
joão batista cassio (67) 22/11/2009 22h28
quando lula acerta, mesmo assim existe oposição, pelos menos duas mil pessoas, para essas pessoas, israel não matou cerca de 2.ooo crianças e milhares de civis, chegandoa 15.ooo, isso não é holocausto, não ha na terra alguem que seje capaz de compreender: ALGUEM TORMAR POSSE DA SUA CASA, por voce para morar nos quartinhos do fundo, com certeza, não ha ninguem no mundo calado ficar., não é vero. sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (1609)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca