Paquistão proíbe interrogatório com suspeitos de ataques em Mumbai
colaboração para a Folha Online
O Paquistão negou um pedido do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, para que os investigadores britânicos pudessem interrogar suspeitos paquistaneses presos após os atentados de Mumbai, informou nesta segunda-feira o chefe do governo de Islamabad, Yousuf Raza Gilani.
| Rajesh Kumar Singh-09.dez.08/AP |
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| Indianos fazem protesto contra os atentados em Mumbai no mês passado |
"Ele [Yousuf Raza Gilani] afirmou ter dito a Gordon Brown que, se houver provas, essas pessoas serão julgadas sob a lei do Paquistão", informou por meio de um comunicado o governo britânico.
Brown visitou Islamabad no domingo, numa tentativa de acalmar as crescentes tensões entre paquistaneses e indianos desde os atentados de Mumbai, que deixaram 172 mortos, atribuídos pela Índia a um grupo extremista do Paquistão.
O primeiro-ministro britânico garantiu a colaboração do Reino Unido ao Paquistão no combate aos grupos radicais islamitas que se escondem em seu território, e prometeu uma ajuda de US$ 9 milhões de dólares para as investigações. Pelo menos um britânico morreu nos atentados de Mumbai.
Recentemente, o governo indiano responsabilizou o grupo separatista, Lashkar e Taiba, com sede no Paquistão, de ter participado dos atentados de Mumbai no mês passado. O primeiro-ministro britânico alegou ser de importância vital a participação do país nas investigações, uma vez que foram encontradas ligações do grupo terrorista Al Qaeda no Paquistão.
Brown pediu também para interrogar o único terrorista encontrado vivo nos ataques --preso por autoridades indianas-- mas ainda não obteve resposta. Os atentados recentes no centro financeiro da Índia provocaram tensão entre a Índia e o Paquistão, dois países que já se envolveram em guerras e possuem armas nucleares.
Guerra
Yousuf Raza Gilani, disse hoje que Islamabad não quer guerra com nenhum país, mas que está pronto para reagir caso um conflito "seja imposto". Nesta segunda-feira, a rede de televisão americana CNN publicou reportagem em seu site na qual afirma, citando fontes do Pentágono, que a Índia iniciou preparativos para um ataque aéreo contra Paquistão, logo após os ataques em Mumbai.
Os ataques foram assumidos por um grupo terrorista desconhecido, os Mujahedin de Deccan (Deccan é um planalto no sul da Índia), que, segundo os investigadores indianos, citando o interrogatório do único terrorista capturado vivo, teriam sido treinados pelo Lashkar e Taiba, grupo separatista com sede no Paquistão.
Com agências internacionais
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