Mundo
15/12/2008 - 20h09

Obama elege Nobel de Física como secretário de Energia

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colaboração para a Folha Online

Atualizado às 20h42.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta segunda-feira o prêmio Nobel de Física Steven Chu como novo secretário de Energia dos Estados Unidos. Chu é defensor do maior investimento em pesquisa sobre energias renováveis e alternativas --uma das promessas de campanha de Obama.

Stephen J. Carrera/Reutersr
Barack Obama defendeu a criação de novas formas de energia e empregos no setor
Barack Obama defendeu a criação de novas formas de energia e empregos no setor

"Ele tem experiência para proteger os recursos naturais e desenvolver novas formas de energia. Vamos focar na criação de milhões de empregos no setor", disse Obama que afirmou que o desafio da independência energética "não é só do governo, mas de todos os americanos".

"Nós sabemos que não podemos falhar. Temos que nos tornar independentes do petróleo com novas tecnologias, inovação e dedicação para estimular também a nossa economia para a criação de empregos", disse o presidente.

Obama apresentou também Lisa Jackson como responsável do setor de proteção ambiental e Carol Browner, como representante especial para energia e mudança climática.

No primeiro discurso como secretário de Energia, Steven Chu, disse "saber da importância no desenvolvimento do setor de energia". "Sabemos que a criação de outras formas de energia terão impacto no futuro do país".

Perfil

Chu, filho de imigrantes chineses, estudou na Universidade de Stanford, na Califórnia e ganhou o Prêmio Nobel de Física em 1997 junto com o americano Williams Phillips e o francês Claude Cohen-Tannoudji por seu trabalho sobre "os métodos de esfriamento e captura de átomos com laser".

Ele é diretor do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley desde 2004 e se especializou em mudança climática --um tema que o atual presidente americano, George W. Bush, praticamente ignorou durante seus dois mandatos.

Por iniciativa de Chu, foram criados o Instituto Conjunto sobre Bioenergia e o Instituto de Energia e Biociências. Além disso, foram fomentados programas sobre edifícios verdes.

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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