Mundo
15/12/2008 - 21h19

Ativistas levarão sapatos para protestar contra Bush na Casa Branca

Publicidade

colaboração para a Folha Online

Pacifistas do grupo Code Pink --uma organização de mulheres opostas à guerra no Iraque-- anunciaram nesta segunda-feira que levarão vários sapatos à Casa Branca, na próxima quarta-feira (17), em solidariedade ao jornalista iraquiano, que lançou seu calçado contra o presidente George W. Bush, durante visita a Bagdá.

Evan Vucci-14.dez.08/AP
Jornalista iraquiano atira sapato em Bush em protesto contra a Guerra do Iraque; mais de 200 advogados ofereceram ajuda
Jornalista iraquiano atira sapato em Bush em protesto contra a Guerra do Iraque; mais de 200 advogados ofereceram ajuda

Os ativistas pedirão para que o jornalista, identificado como Muntazer al-Ziadi, da TV Al Bagdadia, com sede no Egito, seja libertado da prisão. O repórter iraquiano foi detido por ter atirado um sapato contra Bush durante uma coletiva de imprensa.

O jornalista se levantou, a cerca de um metro de distância do americano, e gritou, em árabe: "este é seu beijo de despedida, cachorro".

O grupo, que se opôs à guerra e à ocupação no Iraque desde o princípio, convocou um protesto no Parque Lafayette, em frente à Casa Branca, para exigir a libertação de Ziadi.

Em comunicado, os ativistas indicaram que levarão ao protesto "um enorme número de sapatos" com os nomes dos cidadãos iraquianos que morreram no que chamaram de "guerra de Bush". O grupo pediu ao público que inclusive leve sapatos usados e se "solidarize com o povo iraquiano para exigir um fim imediato e completo da ocupação do Iraque".

"É degradante que Ziadi possa receber dois anos de prisão por insultar George Bush, quando Bush é o responsável direto pela morte de 1,5 milhão de iraquianos e 4.200 soldados americanos, e por cinco milhões de iraquianos deslocados", disse Medea Benjamin, da Code Pink.

"Quem deveria estar na prisão é George Bush, e deveria ser acusado de crimes de guerra", disse a ativista.

Hizbollah

Hoje, o movimento xiita do Hizbollah definiu o ato como "heróico". "Foi um beijo de despedida em nome das viúvas, dos órfãos e das pessoas que você matou no Iraque, um beijo corajoso dado pelo correspondente da rede Al-Bagdadia, Muntazer al-Zaidi, que merece ser elogiado", declarou o movimento radical xiita libanês, por meio de um comunicado.

"Zaidi deve ser tratado como um herói, e pedimos a todos os meios de comunicação árabes e locais que sejam solidários com o jornalista", informou o Hizbollah.

"Os governos ocidentais, e principalmente a nova administração americana, precisam entender que uma política errônea na região só vai trazer mais fracassos e mais sapatos", disse o aiatolá libanês Mohammad Hussein Fadlallah, um alto dignitário xiita.

Com Efe e France Press

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca