Mundo
16/12/2008 - 15h23

Obama diz que EUA estão ficando sem recursos para sair da crise

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da Folha Online

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta terça-feira que os recursos usados normalmente para sair de crises econômicas estão acabando e que, por isso, o plano de recuperação da economia a ser implementado pelo seu governo é crítico.

"Nós estamos ficando sem a munição que é usada normalmente em períodos de recessão", disse Obama, que repetiu as propostas já apresentadas para retomar o crescimento econômico.

"Nós vamos criar 2,5 milhões de empregos, investir na infra-estrutura de estradas e fazer escolas como essa e outros edifícios públicos serem mais eficientes no consumo de energia", listou o democrata, que ainda não explicou quanto estas medidas custarão ao orçamento americano.

Segundo o jornal americano "The Wall Street Journal" a equipe de Obama está estudando um pacote que superaria em muito os cerca de US$ 600 bilhões em dois anos que aparentemente estavam sob consideração no início das discussões. O jornal disse que o valor que está sendo considerado agora está entre US$ 700 bilhões e US$ 1 trilhão, pelo mesmo período.

Propostas

Recentemente, em programa semanal de rádio do Partido Democrata, Obama prometeu trabalhar para acabar rapidamente com a recessão que já empurrou a taxa de desemprego para 6,7% e pode ultrapassar os 8% no próximo ano. Ele quer diminuir o gasto de energia dos prédios públicos com a substituição dos antigos sistemas de calefação e instalação de lâmpadas mais eficientes que "poupariam bilhões de dólares do dinheiro dos contribuintes e criariam novos empregos".

Outra saída para a criação de empregos seria "o maior investimento na infra-estrutura nacional desde a criação do sistema ferroviário nos anos 50". Neste plano, os Estados perderiam o dinheiro federal a menos que agissem rapidamente para construir ou reformar estradas e pontes.

Questionado sobre os dados negativos apresentados pelo governo americano nas últimas semanas, Obama afirmou ainda que será necessário resolver problemas que afetam a economia americana há décadas, como a falta de regulamentação do mercado imobiliário, um dos fatores que levou ao estouro da crise financeira americana neste ano.

O democrata afirmou ainda que, para combater a crise, será necessário um investimento grande em áreas como saúde, energia e educação. "[Estes fatores] serão determinantes para o futuro de nossa economia".

Comentários dos leitores
Richard Adams (20) 26/11/2009 11h18
Richard Adams (20) 26/11/2009 11h18
Há uma alerta hj vindo da OMC sobre os 30 paises mais ricos empatarem seus PIBs com o valor de sua dívida interna. Há risco de alguns Países virem a quebrar como já aconteceu com a Argentina e mesmo que iso não acontece fica a pergunta se diante disso esses países terão condição de se auto-financiar. Parece que a nova onda de incertezas começa a se formar. Asim como um alerta de tsunami, pode ser que surja jum, pode ser que não.
Fato é que existe no mercado uma euforia fora de propósito. Aqui no Brasil, hoje uma maioria, acha que estamos nadando de braçada.O Brasil não é uma ilha isolada no mundo da prosperidade....cuidado gente....muito cuidado.
A luz no fim do túnel pode significar que a locomotiva está vindo pra cima.
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celso assis (66) 26/11/2009 09h01
celso assis (66) 26/11/2009 09h01
Prezado Luiz Velosa
Pouco importa receber, o negócio é emprestar para o consumo. Os especialistas dizem que 46% do PIB emprestado é pouco, pois em outros paises chega a 80%. Mas será que dá para comparar paises e condições diferentes. Os empréstimos são mais para consumo ou mais para produção?
Eles que sao especialistas e que sabem das coisas que respondam. Mas parece que nao foram capazes de prever a crise do ano passado. Outros dizem que nem crise houve (sic)!!!!!! Será que sabem onde fica o nariz deles?
2 opiniões
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Luís da Velosa (1428) 25/11/2009 17h15
Luís da Velosa (1428) 25/11/2009 17h15
E depois da bonança, também pode vir a tempetade. O Natal pode parecer mais vibrante, luminoso, uma festa maravilhosa para o advento do nascimento do Menino Jesus. Mais tarde, de janeiro a novembro, muitos consumidores serão inumados por dívidas. sem opinião
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O Pacificador (199) 25/11/2009 17h16
O Pacificador (199) 25/11/2009 17h16
A CARTA DE OBAMA
ao lula...
Alguém acredita de verdade, que "a carta" do Obama, foi algum tipo de "sinal de amizade"?
Que o presidente americano, de alguma forma queria justificar algo ao "amigo"?
Acham?
Deve ser a turma que acredita em Papai-Noel...
Obama na verdade mandou um singelo aviso:
Não estamos gostando do que vocês estão fazendo!!!
Principalmente no caso do apoio ao ditador nuclear iraniano, nem na forçada de barra que foi dada ao esconder o Zelaia n embaixada brasileira em Honduras, quase provocando uma guerra civil.
Parabéns lula e bando de incompetentes!!!
Finalmente mostraram ao mundo quem são de verdade.
E agora receberam o 1º aviso, do tipo:
Estamos de olho em vocês...
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O apoio de Obama para a iniciativa brasileira de dialogar com o Irã é um tapa na cara da imprensa conservadora q tanto criticou a visita. sem opinião
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Hernani Rodrigues (30) 25/11/2009 12h33
Hernani Rodrigues (30) 25/11/2009 12h33
Acho que críticar quem quer que seja pelo que os outros dizem é no mínimo insensato. Sabemos que EUA e Israel tem interesses comum e não reconhecem, muitas vezes, seus próprios erros. Foi uma ótima iniciativa do governo brasileiro conversar com todos os lados e tirar uma decisão soberana, independentemente do que os EUA achem. Mais um ponto na brilhante política internacional do governo brasileiro. 8 opiniões
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