Obama diz que EUA estão ficando sem recursos para sair da crise
da Folha Online
O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta terça-feira que os recursos usados normalmente para sair de crises econômicas estão acabando e que, por isso, o plano de recuperação da economia a ser implementado pelo seu governo é crítico.
"Nós estamos ficando sem a munição que é usada normalmente em períodos de recessão", disse Obama, que repetiu as propostas já apresentadas para retomar o crescimento econômico.
"Nós vamos criar 2,5 milhões de empregos, investir na infra-estrutura de estradas e fazer escolas como essa e outros edifícios públicos serem mais eficientes no consumo de energia", listou o democrata, que ainda não explicou quanto estas medidas custarão ao orçamento americano.
Segundo o jornal americano "The Wall Street Journal" a equipe de Obama está estudando um pacote que superaria em muito os cerca de US$ 600 bilhões em dois anos que aparentemente estavam sob consideração no início das discussões. O jornal disse que o valor que está sendo considerado agora está entre US$ 700 bilhões e US$ 1 trilhão, pelo mesmo período.
Propostas
Recentemente, em programa semanal de rádio do Partido Democrata, Obama prometeu trabalhar para acabar rapidamente com a recessão que já empurrou a taxa de desemprego para 6,7% e pode ultrapassar os 8% no próximo ano. Ele quer diminuir o gasto de energia dos prédios públicos com a substituição dos antigos sistemas de calefação e instalação de lâmpadas mais eficientes que "poupariam bilhões de dólares do dinheiro dos contribuintes e criariam novos empregos".
Outra saída para a criação de empregos seria "o maior investimento na infra-estrutura nacional desde a criação do sistema ferroviário nos anos 50". Neste plano, os Estados perderiam o dinheiro federal a menos que agissem rapidamente para construir ou reformar estradas e pontes.
Questionado sobre os dados negativos apresentados pelo governo americano nas últimas semanas, Obama afirmou ainda que será necessário resolver problemas que afetam a economia americana há décadas, como a falta de regulamentação do mercado imobiliário, um dos fatores que levou ao estouro da crise financeira americana neste ano.
O democrata afirmou ainda que, para combater a crise, será necessário um investimento grande em áreas como saúde, energia e educação. "[Estes fatores] serão determinantes para o futuro de nossa economia".
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Fato é que existe no mercado uma euforia fora de propósito. Aqui no Brasil, hoje uma maioria, acha que estamos nadando de braçada.O Brasil não é uma ilha isolada no mundo da prosperidade....cuidado gente....muito cuidado.
A luz no fim do túnel pode significar que a locomotiva está vindo pra cima.
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Pouco importa receber, o negócio é emprestar para o consumo. Os especialistas dizem que 46% do PIB emprestado é pouco, pois em outros paises chega a 80%. Mas será que dá para comparar paises e condições diferentes. Os empréstimos são mais para consumo ou mais para produção?
Eles que sao especialistas e que sabem das coisas que respondam. Mas parece que nao foram capazes de prever a crise do ano passado. Outros dizem que nem crise houve (sic)!!!!!! Será que sabem onde fica o nariz deles?
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