Bush minimiza sapatada e classifica episódio como "bizarro, mas interessante"
colaboração para a Folha Online
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, minimizou o episódio da sapatada --levada por um jornalista iraquiano em Bagdá no último domingo (14)-- e classificou o acidente como "bizarro, mas interessante". A declaração foi dada nesta terça-feira a rede de TV americana CNN.
| Hatem Moussa/AP |
![]() |
| Palestinos apoiadores da "sapatada" fizeram manifestação semelhante com foto de Bush |
"Foi bizarro, mas foi uma maneira interessante da pessoa se expressar", afirmou Bush durante entrevista a CNN. O republicano disse ainda que o episódio foi um "dos momentos mais estranhos da presidência". No dia 20 de janeiro, Bush entrega o cargo para o presidente eleito, Barack Obama.
Hoje, o jornalista iraquiano Muntazer al Zaidi que jogou os sapatos em Bush, admitiu a agressão pelo ocorrido em uma Corte iraquiana. Na ocasião, Muntazer jogou os sapatos em Bush e chamou o presidente de "cachorro". O republicano visitou o país "de surpresa" e estava ao lado do primeiro-ministro do Iraque, Nuri al Maliki.
"Eu não tive muito tempo para refletir sobre qualquer coisa. Eu estava apenas me esquivando", disse Bush que afirmou que o jornalista "queria aparecer" e que "as autoridades não deveriam exagerar no tratamento do ocorrido".
O irmão do jornalista disse que Muntazer foi espancado na prisão, algo ainda não confirmado pelas autoridades americanas.O iraquiano está preso sob custódia no país e pode pegar até 15 anos de prisão.
Bush minimizou o ocorrido e disse que não "está irritado com o sistema". "Acredito que uma sociedade livre está emergindo e que a liberdade [de expressão] é necessária para a nossa segurança e paz".
| AP |
![]() |
| No momento da agressão, Bush disse que "esquivou" do sapato; presidente minimiza o fato e pede para não "exagerarem" |
Guerra
Sobre a Guerra do Iraque --uma das principais bandeiras da sua gestão-- Bush disse que "foi uma das decisões mais difíceis que ele teve que tomar no Salão Oval".
"Eu ouvi muitas pessoas, incluindo pessoas da minha própria administração. Alguns que disseram que não iria dar certo, que nós tínhamos que sair [do Iraque]. E é claro que nós tivemos conclusões diferentes", disse Bush a CNN.
De acordo com a rede de TV americana, Bush afirmou que o ano de 2006 "foi muito difícil".
"Eu fiquei preocupado com o Iraque, mas eu não conseguiria sair e deixar para trás o sacrifício de muitos dos nossos jovens, homens e mulheres. Eu nunca teria sido capaz de enfrentar os seus entes queridos".
Na época, Bush conseguiu em dois meses sentenciar e executar o ditador-iraquiano Sadam Hussein. A Corte de Bagdá considerou Sadam culpado de crimes contra a humanidade e o sentenciou a morrer pela forca pelos assassinatos em Dujail. Após o ocorrido, uma onda de ataques e protestos tomou conta do país.
Leia mais
- Iraquiano que jogou sapato em Bush admite agressão
- Vídeo de sapatada em Bush vira fenômeno no YouTube
- Iraquianos reivindicam libertação de jornalista que jogou sapato em Bush
Leia mais
- Em vídeo, cachorro de Bush "organiza" decoração de Natal da Casa Branca
- Piratas seqüestram navios nas costas do Iêmen e da Somália
- Deputados começam processo de impeachment do governador de Illinois
Especial
Livraria



