Mundo
17/12/2008 - 14h48

Obama escolhe para a Agricultura ex-governador com política pró-álcool

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da Folha Online

Atualizado às 16h05.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, dedica os últimos dias antes dos feriados de fim de ano para preencher os postos vagos de seu governo. Nesta quarta-feira, ele anunciou, em entrevista coletiva, a escolha do ex-governador democrata de Iowa, Tom Vilsack, como secretário para Departamento de Agricultura. Vilsack tem um histórico de defesa do álcool como fonte alternativa de energia.

Obama anunciou também o senador democrata do Colorado Ken Salazar para o Departamento de Interior. Ainda há seis postos importantes vagos no novo governo, entre eles os secretários dos departamentos do Trabalho e do Transporte, além dos chefes das agências de inteligência.

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"Juntos, eles servirão como guardiães da natureza americana da qual a saúde de nossa economia e o bem-estar de nossas famílias dependem tanto", disse Obama, sobre sua escolha.

AP
Obama aparece ao lado do senador Ken Salazar, que assumirá Departamento do Interior
Obama aparece ao lado do senador Ken Salazar, que assumirá Interior

Tom Vilsack foi eleito governador de Iowa pelo Partido Democrata em 1998 e reeleito em 2002. Como ex-governador de um Estado agrícola, Vilsack tem se pronunciado a favor das regulamentações para o setor e pelas fontes de energia renováveis.

Neste ano, o ex-governador chegou a figurar na lista de pré-candidatos à nomeação democrata, mas desistiu já no começo da disputa. Ele endossou a senadora Hillary Clinton para o cargo e foi um dos democratas que questionou a experiência de Obama para assumir a Presidência.

Segundo o jornal "The New York Times", Vilsack se redimiu ao fazer campanha por Obama durante a campanha presidencial e, atualmente, os dois se dão bem.

No Departamento de Agricultura, Vilsack será responsável pelo apoio aos fazendeiros e regulamentação da segurança alimentar. Ele foi um dos líderes do desenvolvimento de álcool em Iowa --um esforço que coincide com a proposta de campanha de Obama de investir na independência energética dos EUA em relação ao petróleo estrangeiro.

Em 2003, Vilsack enviou um projeto ao legislativo do Estado para criar o Fundo de Crescimento de Iowa, uma verba orçamentária de US$ 503 milhões de fomento à economia de Iowa através da oferta de prêmios a corporações e iniciativas que tenham como objetivo criar empregos com salários altos.

"Tom tem sido um líder entre governadores em desenvolvimento de energia limpa. Uma das coisas que me chamou a atenção [em Vilsack] é sua defesa feroz dos agricultores familiares. Ele é um progressista que pensa como podemos ganhar mais eficiência em energia solar", listou Obama.

Antes de ser governador, Vilsack foi prefeito de Mount Pleasant, Iowa, e foi eleito senador pelo mesmo Estado em 1992. Ele nasceu em Pittsburgh em 1950 e se graduou na Faculdade Hamilton e na Escola de Direito de Albany. Vilsack é casado com Christie, com quem tem dois filhos.

Interior

Obama anunciou também seu escolhido para o Departamento de Interior, o senador democrata do Colorado Ken Salazar.

Ele foi eleito para o Senado dos EUA em novembro de 2004. Fazendeiro por mais de 30 anos, Salazar ajudou a formar a parceria do Rancho Salazar em 1981, fazenda de gado corte que adota o sistema de pastejo rotacionado, considerado ambientalmente correto.

Ele e sua esposa também têm atuado juntos na condução de pequenos negócios. De 1999 a 2004, Salazar foi procurador geral do Estado do Colorado. Serviu no gabinete do Governador Roy Romer de 1987 a 1994 como conselheiro chefe da área legal e diretor executivo do Departamento de Recursos Naturais do mesmo Estado.

"Ken será um senador que vai garantir que nós estamos equilibrando a necessidade de energia com a sustentabilidade e o reconhecimento de que precisamos passar estas terras para as futuras gerações", disse Obama.

Salazar também atuou como advogado do setor privado nas áreas de direito ambiental e da água. Recebeu o grau de cientista político da Faculdade do Colorado, em 1977, e de bacharel em direito pela Universidade de Michigan, em 1981. Ele e sua esposa, Hope, têm duas filhas e uma neta.

Salazar assumirá o departamento que é responsável pela exploração de gás e petróleo em áreas públicas. Sua nomeação completa a equipe encarregada de Energia e Meio Ambiente, após as indicações feitas na segunda-feira passada.

Salazar, 53, se reuniu durante o fim de semana com assessores do presidente eleito para discutir sua nomeação. O democrata é um ativista ambiental que foi procurador-geral do estado antes de chegar virar legislador.

Ele foi um dos principais membros do Comitê de Energia e Recursos Naturais do Senado e ganhou reputação como grande defensor da redução do petróleo estrangeiro.

"Quando estava fazendo campanha pelo oeste [dos EUA], ouvi muitas vezes que os burocratas de Washington não ouviam o que estava acontecendo com os cidadãos. Ter alguém como Ken nesta posição nos ajudará a comunicar a preocupação de nossa administração com as pessoas que estão em todos os cantos do país", descreveu Obama, acrescentando que Salazar é "um dos líderes em independência de energia".

Como nos anúncios anteriores, os nomes de Vilsack e Salazar já haviam sido antecipados
pela equipe do democrata. Os assessores de Obama afirmam ainda que outros anúncios serão feitos ainda nesta semana, antes da viagem de Obama ao Havaí, onde passará o Natal ao lado da família.

Comentários dos leitores
Chris Maria (270) 16/12/2009 12h13
Chris Maria (270) 16/12/2009 12h13
Sr Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h11 e 15/12/2009 19h09
O Sr. está correto quando diz "voltando ao Irã, seu erro foi afirmar que lá elas são obrigadas a usar burca. Elas não são obrigadas, normalmente usam apenas um lenço sobre a cabeça e não por obrigação de lei governamental nenhuma, mas sim por costume". Além disso, me permita discursar sobre o erro grave e inconstitucional que ele cometeu em seu comentário marcio B. (73) 10/12/2009 12h34. Com o título "Mulheres do Brasil", ele se dirigiu a todas as mulheres brasileiras e terminou dizendo o seguinte "repetir mecanicamente o que outras pessoas falam". Tendo em vista que o termo "mecânico" se refere àquilo que depende do trabalho de mãos ou máquinas, ou seja, que age por impulso maquinal, ao empregar a expressão "repetir mecanicamente", ele subtraiu das mulheres brasileiras toda e qualquer faculdade de raciocinar, de conhecer, de pensar, de conceber, de comparar idéias, ou seja, de inteligência. Tal fato, além de mostrar certo tipo de índole, incorre em certo tipo de ideologia que transgride o que reza a Constituição do Brasil. Como cidadãos brasileiros que somos, homens e mulheres, em nome da cidadania, e em cumprimento da Lei Maior que rege nosso país, temos a obrigação de coibir esse tipo de coisa.
Um abraço e tenha um excelente dia.
sem opinião
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Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h11
Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h11
Parte 1
marcio B. tomei a liberdade de pegar emprestado uma parte do seu comentário no dia 10/12/2009 ("...recomendo uma pesquisa de menos de 1 hora na história da formação dos Estados Islâmicos, para entenderem qual é o papel da mulher na sociedade islâmica, e julguem, colocando-se na pele de um mulher iraniana obrigada a usar a burca!!! Outra coisa, quando a Russia invadiu o afeganistão, destruiu tudo , cortou as arvores, matou os homens de bem, e o abandonou o país... Com a ausência da Russia surgiu o Taliban."), para ilustrar o meu pensamento sobre todas essas discussões de qual é o governo do eixo do "bem"e do "mal". Então vamos começar pelas correções do trecho do seu comentário.
1. realmente as mulheres do "mundo islâmico" tem muito a conquistar em relação a direitos e liberdade. isso é fruto da grande fé que esse povo tem, pois a maioria segue os ensinamentos do seu livro sagrado ao pé da letra, e nele a pouco "espaço" para as mulheres. Se os "ocidentais" também seguissem ao pé da letra os ensinamentos da Bíblia, aqui não seria diferente e na verdade ainda não deixou de ser diferente por completo (portanto ou é falta de fé nossa ou a Biblia e o livro sagrados deles estao errados). Mas voltando ao Irã, seu erro foi afirmar que lá elas são obrigadas a usar burca. Elas não são obrigadas, normalmente usam apenas um lenço sobre a cabeça e não por obrigação de lei governamental nenhuma, mas sim por costume.
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Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h09
Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h09
Parte 2
2. Sobre seu comentário da guerra da Russia contra o Afeganistão, recomendo que veja o filme "Jogos do Poder" original "Charlie Wilson's War" de 2007, ele explica bem melhor o surgimento do Taleban. O Taleban surgiu depois que os EUA atraves da CIA treinou e armou os Mujahideen (que depois formaram o Taleban) para enfrentar os Russos, enchendo o Afeganistão de armas. E quando os russos foram embora nem a Russia nem os EUA ou qualquer outro os ajudou a recontruir seu pais devastado. Um pais com maioria jovem sem educação, saude ou qualquer infra estrutura e com montes de armas, só podia dar no que deu. E tudo isso pela guerra fria, o eixo do "bem" (captalistas) contra o eixo do "mal" (comunistas). E nesse ponto voçê vai entender a minha opinião. Não existe eixo do "bem" ou eixo do "mal", o que existe são pessoas poderosas que apenas defendem seus interesses e usam ideologias politicas, economicas, religiosas e nacionalistas para conseguir o que querem.
Só uma observação: O EUA é o pais dos sonhos, dos direitos, da liberdade, da fartura, só porque eles foram mais inteligentes e rapidos para perceber que se exportassem a sua pobreza para outros paises ficava mais facil controlar o seu povo e assim ter mais poder. Então se o Brasil quer ser que nem o EUA, temos que começar a pensar pra onde vamos exportar nossa pobreza, isso se sua consciencia nao se importar.
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