Mundo
17/12/2008 - 17h39

Estudantes recebem militares americanos a sapatadas em Fallujah

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da France Presse, em Fallujah
da Folha Online

Militares americanos foram recebidos a sapatadas em uma Universidade de Fallujah (Iraque) nesta quarta-feira. No local ocorria uma manifestação de apoio ao jornalista que atirou seus dois sapatos contra o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, neste domingo (14). No Iraque, atirar um sapato contra alguém é considerado um grande insulto, pois significa que o alvo é inferior a um sapato, sempre em contato com o chão e a sujeira.

Veja o vídeo das sapatadas contra Bush
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AP
Imagens de TV mostram o momento em que Zaidi atira seus sapatos contra o presidente americano durante entrevista coletiva em Bagdá
Imagens de TV mostram o momento em que Zaidi atira seus sapatos contra o presidente americano durante entrevista coletiva em Bagdá

O autor da sapatada --que teve repercussão no mundo todo-- é o iraquiano Muntazer al Zaidi, da rede de TV Al Bagdadia. Ele foi contido e preso imediatamente após lançar seus sapatos.

"Estamos aqui para apoiar Muntazer al Zaidi. Ele agiu em nome dos iraquianos', disse Ahmed Ismail, um dos manifestantes. Naquele momento, os seis americanos chegaram para ter uma reunião com o decano da faculdade. Conforme o estudante Wamid Sherif al Saub, em pouco tempo, os manifestantes "começaram a jogar pedras e sapatos".

Os americanos, então, reagiram com tiros. Um estudante foi ferido a bala no joelho, porém ainda não está claro se o tiro foi dado por um dos fuzileiros navais. "Ficamos surpresos de ver os americanos atirando a esmo na multidão", acrescentou Al Saub. Os manifestantes redobraram, então, a força do protesto, forçando os marines a deixar o local.

O Exército americano confirmou que seus soldados foram recebidos a pedras e sapatos, mas negou que tenham reagido a tiros. Conforme o Exército, os militares deixavam a universidade quando ouviram um tiro, mas não viram o autor do disparo.

Zaidi

Nesta quarta-feira, Zaidi compareceu a um tribunal iraquiano a uma audiência judicial. Um dos irmãos do jornalista, Durgham, afirmou à agência de notícias France Presse que o magistrado considerou o réu "cooperativo". Conforme Durgham, embora ele e dois irmãos tenham ido ao local da audiência, ele não pode ver o irmão detido. De acordo com Durgham, na prisão, Zaidi foi espancado e sofreu fraturas.

Conforme o Código Penal do Iraque, Zaidi pode ser condenado a até sete anos de prisão por ofender um chefe de Estado estrangeiro.

Nesta terça-feira (16), em entrevista à rede de TV CNN, Bush disse que "as autoridades não deveriam exagerar no tratamento do ocorrido" e chamou o protesto de "bizarro". "Eu não tive muito tempo para refletir sobre qualquer coisa. Eu estava apenas me esquivando", afirmou.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Chris Maria (270) 16/12/2009 12h13
Chris Maria (270) 16/12/2009 12h13
Sr Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h11 e 15/12/2009 19h09
O Sr. está correto quando diz "voltando ao Irã, seu erro foi afirmar que lá elas são obrigadas a usar burca. Elas não são obrigadas, normalmente usam apenas um lenço sobre a cabeça e não por obrigação de lei governamental nenhuma, mas sim por costume". Além disso, me permita discursar sobre o erro grave e inconstitucional que ele cometeu em seu comentário marcio B. (73) 10/12/2009 12h34. Com o título "Mulheres do Brasil", ele se dirigiu a todas as mulheres brasileiras e terminou dizendo o seguinte "repetir mecanicamente o que outras pessoas falam". Tendo em vista que o termo "mecânico" se refere àquilo que depende do trabalho de mãos ou máquinas, ou seja, que age por impulso maquinal, ao empregar a expressão "repetir mecanicamente", ele subtraiu das mulheres brasileiras toda e qualquer faculdade de raciocinar, de conhecer, de pensar, de conceber, de comparar idéias, ou seja, de inteligência. Tal fato, além de mostrar certo tipo de índole, incorre em certo tipo de ideologia que transgride o que reza a Constituição do Brasil. Como cidadãos brasileiros que somos, homens e mulheres, em nome da cidadania, e em cumprimento da Lei Maior que rege nosso país, temos a obrigação de coibir esse tipo de coisa.
Um abraço e tenha um excelente dia.
sem opinião
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Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h11
Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h11
Parte 1
marcio B. tomei a liberdade de pegar emprestado uma parte do seu comentário no dia 10/12/2009 ("...recomendo uma pesquisa de menos de 1 hora na história da formação dos Estados Islâmicos, para entenderem qual é o papel da mulher na sociedade islâmica, e julguem, colocando-se na pele de um mulher iraniana obrigada a usar a burca!!! Outra coisa, quando a Russia invadiu o afeganistão, destruiu tudo , cortou as arvores, matou os homens de bem, e o abandonou o país... Com a ausência da Russia surgiu o Taliban."), para ilustrar o meu pensamento sobre todas essas discussões de qual é o governo do eixo do "bem"e do "mal". Então vamos começar pelas correções do trecho do seu comentário.
1. realmente as mulheres do "mundo islâmico" tem muito a conquistar em relação a direitos e liberdade. isso é fruto da grande fé que esse povo tem, pois a maioria segue os ensinamentos do seu livro sagrado ao pé da letra, e nele a pouco "espaço" para as mulheres. Se os "ocidentais" também seguissem ao pé da letra os ensinamentos da Bíblia, aqui não seria diferente e na verdade ainda não deixou de ser diferente por completo (portanto ou é falta de fé nossa ou a Biblia e o livro sagrados deles estao errados). Mas voltando ao Irã, seu erro foi afirmar que lá elas são obrigadas a usar burca. Elas não são obrigadas, normalmente usam apenas um lenço sobre a cabeça e não por obrigação de lei governamental nenhuma, mas sim por costume.
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Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h09
Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h09
Parte 2
2. Sobre seu comentário da guerra da Russia contra o Afeganistão, recomendo que veja o filme "Jogos do Poder" original "Charlie Wilson's War" de 2007, ele explica bem melhor o surgimento do Taleban. O Taleban surgiu depois que os EUA atraves da CIA treinou e armou os Mujahideen (que depois formaram o Taleban) para enfrentar os Russos, enchendo o Afeganistão de armas. E quando os russos foram embora nem a Russia nem os EUA ou qualquer outro os ajudou a recontruir seu pais devastado. Um pais com maioria jovem sem educação, saude ou qualquer infra estrutura e com montes de armas, só podia dar no que deu. E tudo isso pela guerra fria, o eixo do "bem" (captalistas) contra o eixo do "mal" (comunistas). E nesse ponto voçê vai entender a minha opinião. Não existe eixo do "bem" ou eixo do "mal", o que existe são pessoas poderosas que apenas defendem seus interesses e usam ideologias politicas, economicas, religiosas e nacionalistas para conseguir o que querem.
Só uma observação: O EUA é o pais dos sonhos, dos direitos, da liberdade, da fartura, só porque eles foram mais inteligentes e rapidos para perceber que se exportassem a sua pobreza para outros paises ficava mais facil controlar o seu povo e assim ter mais poder. Então se o Brasil quer ser que nem o EUA, temos que começar a pensar pra onde vamos exportar nossa pobreza, isso se sua consciencia nao se importar.
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