Mundo
18/12/2008 - 08h00

Obama quer fechar prisão de Guantánamo em dois anos

Publicidade

da Folha Online

Atualizado às 08h11.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, estabeleceu como meta de seu governo fechar a prisão americana em Guantánamo, Cuba, antes das eleições legislativas de novembro de 2010 o e o fim do uso da tortura, segundo a revista "Time".

Questionado pela revista sobre como poderá medir o êxito de sua administração dentro de dois anos, Obama indicou que poderia ser comprovada "com o fechamento de Guantánamo de uma maneira responsável, pondo um fim inequívoco à tortura e restaurando o equilíbrio entre as exigências da segurança e da Constituição dos EUA".

Guantánamo é um dos temas mais polêmicos do governo do atual presidente americano, George W. Bush. A prisão, que conta com cerca de 250 detentos, é o destino dos suspeitos de terrorismo capturados pelos EUA.

Brian Kersey-09nov.08/Efe
Barack Obama afirmou em entrevista à revista "Time" que quer fechar a prisão de Guantánamo, em Cuba, em dois anos
Barack Obama afirmou em entrevista à revista "Time" que quer fechar a prisão de Guantánamo, em Cuba, em dois anos

O vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, defendeu recentemente a existência de Guantánamo até que a luta contra o terrorismo acabe. Ele defendeu também o uso da técnica de "waterboarding" (simulação de asfixia) nos interrogatórios em Guantánamo, considerado tortura e violação dos direitos humanos por organizações internacionais.

Sob o governo Obama, os ativistas de direitos humanos esperam uma mudança na política de Washington em relação à Guantánamo. Em um encontro internacional realizado em Atlanta, no começo do mês, eles elaboraram uma lista de recomendações para Obama, incluindo a formação de uma comissão bipartidária para analisar métodos de interrogação e práticas usadas contra presos. Os ativistas pedem também o fim da tortura em Guantánamo.

Até mesmo os militares pedem mudança na política de Bush para a área. Em um encontro com o presidente-eleito, no começo do mês, um grupo de militares aposentados pediu que o democrata coloque um fim às orientações da administração Bush sobre interrogatórios, prisões e rendição, além do fechamento de Guantánamo.

A principal reivindicação é o fim da autonomia concedida pela Casa Branca ao serviço nacional de inteligência americano para usar técnicas de interrogatório que extrapolam os limites aprovados pelo militares. Entre elas, impedir os detentos de dormir e afogamentos simulados, métodos que haviam sido banidos em 2003 e voltaram a ser usados sob o consentimento da Casa Branca.

Guerra

O democrata Obama, que assume a Casa Branca em 20 de janeiro de 2009, afirmou ainda que o sucesso de sua administração poderá ser medido com "a redução das tropas no Iraque e o fortalecimento do planejamento para o Afeganistão, não só no plano militar, mas também no diplomático, além do desenvolvimento econômico".

O fim da Guerra do Iraque e o maior investimento militar no Afeganistão --onde estão "os verdadeiros terroristas responsáveis por 11 de Setembro"-- foi uma das principais plataformas da campanha do presidente eleito.

Segundo Obama, para os dois primeiros anos de seu governo, será uma prioridade conseguir "reavivar as instituições internacionais para enfrentar os perigos mundiais --como a mudança climática-- que não podem ser solucionados apenas pelos EUA".

Comentários dos leitores
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
E lula responde á Carta do Obama...
Deve ter começado mais ou menos assim:
"Pô Obama, você não disse que eu era "o cara"? Então, eu acreditei, achei que era pra valer..."
A cumparenhada finalmente começa a acordar para a realidade, para o que eles são na verdade, ou seja nada, um zerão redondão á esquerda (que por coincidência, é o lado favorito deles...).
Lula agora, o ator enganador, se tornou o personagem principal daquele filme:
"O Rato que Ruge..."
Responder para Obama? Ele?
Só se for...
Sim senhor!
sem opinião
avalie fechar
Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Até quando os americanos podem matar e não serem responsáveis pelos crimes que cometem contra civilizações iraquiana, afegãs, entre outras.? 3 opiniões
avalie fechar
Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Os EUA influencia, ainda que sutilmente, decisões internacionais. Lula, no meu ponto de vista, fez certo em receber Ahmadinejad a fim de estabelecer, além de esclarecer sua posição em relação ao enriquecimento de urânio do Irã. Afirmando que apoia desde que seja para fins pacíficos, em outras palavras; desde que voces nao façam uma bomba atómica. O que prova ser contraditório, pois uma região como o Irã com tantos conflitos e uma notável instabilidade, pode intencionalmente criar armas nucleares a fim de se "precaverem". Lula reafirmou sua posiçao de nem lá nem cá. Concorda com o Irã, mas sem entrar em divergencia com os EUA. sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (1618)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca