Chavistas reúnem 4,7 milhão de assinaturas em apoio a reeleição
colaboração para a Folha Online
Manifestantes pró-governo conseguiram reunir 4,7 milhão de assinaturas de apoio a reeleição do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Nesta quinta-feira, milhares de apoiadores ocuparam a região da sede do Parlamento em Caracas.
| Fernando Llano/AP |
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| Manifestantes pró-Chávez pedem reeleição imilitada de presidente venezuelano |
Os manifestantes, vestidos com camisetas do Partido Socialista Unido (PSUV), de Chávez, levaram à sede da Assembléia Nacional o documento com milhões de assinaturas de apoio a emenda para a reeleição ilimitada, enquanto telões exibiam o debate no Parlamento sobre o tema.
Segundo o prefeito Jorge Rodríguez, que lidera a campanha pela reeleição ilimitada de Chávez, o abaixo-assinado serve como um "apoio simbólico" à idéia, já que o PSUV decidiu promover o projeto no Parlamento e não como proposta popular. Após duas leituras na Câmara, o projeto será submetido a referendo popular, nos primeiros meses de 2009.
A manifestação reuniu vários governadores, prefeitos e quatro conhecidos jogadores das grandes ligas do beisebol. No Parlamento, dominado pelo chavismo, os deputados defenderam a reeleição presidencial ilimitada, citando os sucessos em matéria de saúde e educação do governo Chávez.
Discussão
Hoje, na primeira discussão da AN (Assembléia Nacional) a proposta de emenda constitucional foi apoiada amplamente.
A emenda foi introduzida em 9 de dezembro por 146 deputados, todos governistas, dos 167 que integram a AN, para modificar o artigo 230 da Constituição, que limita a possibilidade da reeleição presidencial a uma vez, logo após ter finalizado um primeiro mandato.
A segunda e última discussão do texto está programada para o próximo dia 5 de janeiro, depois da qual será enviada ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que terá 30 dias para organizar e convocar o referendo.
Nos discursos de hoje, os deputados governistas destacaram que a aprovação da emenda não representa a reeleição automática de Chávez para um novo mandato como, segundo eles, trataram de divulgar a imprensa vinculada à oposição.
Com Efe


