Mundo
19/12/2008 - 11h33

Secretário de Defesa dos EUA estabelecerá data para fim de Guantánamo

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da Folha Online

Depois de o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama ter estabelecido o fim da prisão da base naval americana de Guantánamo, em Cuba, como meta de sua gestão, nesta quinta-feira (18), o atual secretário de Defesa, Robert Gates, que permanecerá no cargo no próximo governo, pediu à equipe uma proposta atualizada para o fechamento da prisão.

Gates quer uma proposta que estabeleça "especificamente o fim e a mudança dos detidos na prisão ao mesmo tempo que garanta a proteção dos americanos", informou nesta sexta-feira o porta-voz do Pentágono, Geoff Morrell.

Charles Dharapak/AP/1.dez.08
Robert Gates, que permanecerá como Secretário de Defesa
Robert Gates, que permanecerá como Secretário de Defesa

Atualmente há 250 detidos em Guantánamo, reclusos por suspeita de terrorismo, de forma indefinida e sem acusações. Existe hoje um impasse sobre o que fazer com o presos. Se forem transferidos a seus países de origem, correm risco de tortura; se forem levados a território americano teme-se que possam constituir perigo para a população caso sejam absolvidos ou condenados a poucos anos.

Dois anos

Questionado nesta quinta-feira pela revista "Time" sobre como poderá medir o êxito de sua administração dentro de dois anos, Obama indicou que poderia ser comprovada "com o fechamento de Guantánamo de uma maneira responsável, pondo um fim inequívoco à tortura e restaurando o equilíbrio entre as exigências da segurança e da Constituição dos EUA".

O vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, defendeu recentemente a existência de Guantánamo até que a luta contra o terrorismo acabe. Ele defendeu também o uso da técnica de "waterboarding" (simulação de asfixia) nos interrogatórios em Guantánamo, considerado tortura e violação dos direitos humanos por organizações internacionais.

Com Efe e Associated Press

Comentários dos leitores
marcio B. (65) 11/12/2009 19h35
marcio B. (65) 11/12/2009 19h35
Não é de se surpreender que pessoas como a Sra, não se dêem conta do quanto é desproporcional as suas análise dos fatos, não percebendo sequer o tamanho das bobagens que falam,
Um bom exemplo disso , é a sua infame tentativa de comparar custo da liberdade e os direitos que uma mulher tem nos EUA e a liberdade e os direitos de uma mulher no mundo islâmico. Não há contraponto, não há parâmetro para comparar, pelo simples fato de que no mundo islâmico, as mulheres não tem direito algum... Fico abismado que a Sra. se ofenda com um simples comentário, e não se ofenda com a maneira com que o estado islâmico trata as mulheres. Quando eu falei para fazer uma breve pesquisa sobre a formação do estado islâmico, eu não disse que essa breve pesquisa a faria uma especialista no assunto, sugeri a breve pesquisa porque isso já seria suficiente para qualquer pessoa entender como a sociedade islâmica oprime e aterroriza a mulher. Defender o Estado Islâmico é aceitar todas humilhações e violências contra as mulheres uma vez que o próprio estado islâmico incentiva a opressão e jamais disse que iria deixar de incentivar, mesmo com a saída dos EUA da região. Quanto mais poder se dá para o Estado Islâmico, mais eles odiarão o ocidente, mais eles odiarão as mulheres, mais eles tentarão expandir seus domínios, pois em sua essência, ou seja, um dos fundamentos do Estado Islâmico é não aceitar nada que não seja o islamismo.
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marcio B. (65) 11/12/2009 18h07
marcio B. (65) 11/12/2009 18h07
Sr. eduardo de souza,
Entendi o comentário, e nunca disse que o Joel Saraiva, afirmou que o melhor seria jogar "bombas atômicas" , muito menos pedi sua orientação.
sem opinião
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eduardo de souza (529) 11/12/2009 15h19
eduardo de souza (529) 11/12/2009 15h19
marcio B, releia o comentário de Joel Saraiva, verá que ele colocou entrelinhas em alguns itens, dando a noção dupla na interpretação do texto. Não afirma ele que o melhor seria jogar "bombas atômicas", na realidade, satiriza a queda das torres gêmeas. Hehe, alguns comentarista daqui estão de parabéns pela inteligência que colocam as palavras. 8 opiniões
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