Mundo
19/12/2008 - 12h50

Mascarados atacam centro francês em 14º dia de protestos na Grécia

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da Folha Online

Cerca de 20 pessoas mascaradas atacaram com bombas incendiárias o Instituto Francês de Atenas --instituição educacional e cultural dependente do Ministério de Relações Exteriores da França--, nesta sexta-feira. Um dos explosivos lançados chegou a atingir o interior do edifício, mas não explodiu. Os danos acabaram sendo pequenos, e ninguém ficou ferido. Este é o 14º dia em que estudantes e a esquerda da Grécia promovem protestos no país.

John Kolesidis/Reuters
Catherine Suard, chefe do Instituto Francês de Atenas em frente a uma janela quebrada
Catherine Suard, chefe do Instituto Francês de Atenas em frente a uma janela quebrada

O movimento começou no último dia 6, um sábado, quando Alexis Grigoropulos, 15, foi morto por um policial, na periferia de Atenas. De acordo com a polícia, Grigoropulos foi atingido por três disparos dados pelo policial Epaminondas Korkoneas, 37, quando, com outros 30 jovens, atirava pedras e outros objetos contra um carro da polícia.

Os criminosos que atacaram o Instituto Francês picharam, na fachada, os seguintes dizeres: "Faíscas em Atenas. Incêndio em Paris. Insurreição se aproxima." O embaixador da França Christophe Farnaud esteve no local do ataque e disse que instituições culturais francesas da Grécia ficarão fechadas temporariamente, por precaução.

Nesta sexta-feira, além do ataque ao centro francês, houve uma nova manifestação perante o Parlamento, desta vez por iniciativa de sindicalistas e professores universitários. O ato reuniu cerca de 1.500 pessoas, que lembraram Giorgos Paplomatas, 16, o adolescente militante que foi ferido nesta quarta-feira (17) por uma bala perdida.

No dia seguinte ao crime, cerca de 7.000 pessoas foram às ruas e houve confronto entre um grupo de 200 manifestantes e os policiais --os manifestantes jogaram vários objetos, incluindo pedaços de mármore, e os policiais responderam com bombas de gás lacrimogêneo. O clima de violência obrigou os cidadãos que faziam compras de Natal a irem para casa.

 

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