Mundo
19/12/2008 - 17h22

Justiça condena mãe que degolou os cinco filhos na Bélgica

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da Efe, em Bruxelas

O júri do Tribunal de Nivelles, sul de Bruxelas, declarou nesta sexta-feira que Geneviève Lhermitte é culpada por ter matado os cinco filhos a facadas, antes de tentar se suicidar na Bélgica.

A Promotoria considerou que o crime foi premeditado e a pena pode chegar a 30 anos de prisão, segundo a agência Belga.

No dia 28 de fevereiro 2007, Geneviève matou os cinco filhos --Yasmine, Nora, Myriam, Mina e Medhi-- em casa. Após degolar as crianças com uma faca, Lhermitte tentou, sem sucesso, se matar. Em seguida, ligou para os serviços de emergência e deixou duas notas manuscritas na porta de casa com a mensagem "chamar a polícia".

O caso comoveu a opinião pública belga, que acompanhou pontualmente através da imprensa o desenvolvimento da investigação e o processo.

Geneviève Lhermitte e seu marido, o marroquino Bouchaib Mokadem, não aparentavam ter uma relação problemática, embora, segundo depoimentos recolhidos pela Promotoria, a mulher afirmava se sentir isolada socialmente.

Mokadem, empregado no setor farmacêutico, estava em viagem de negócios no momento do crime. Até o dia do julgamento, os psiquiatras que examinaram Lhermitte a consideraram que responsável por seus atos, apesar de se encontrar em um estado de ansiedade aguda e de depressão quando assassinou os filhos.

Prova

No entanto, durante o julgamento, foi divulgada uma carta escrita por Lhermitte ao psicólogo, onde revelava os planos de matar os filhos e se suicidar. O documento foi escrito um dia antes do crime.

Uma segunda análise realizada após essa revelação indicou que Lhermitte não podia ser considerada responsável por seus atos e recomendou interná-la em uma clínica psiquiátrica.

O júri, no entanto, decidiu hoje ignorar as recomendações e julgou Lhermitte culpada de assassinato premeditado. A Promotoria pede uma pena de 30 anos de prisão, segundo anunciou hoje a agência Belga.

 

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