Tbilisi e Washington assinarão acordo de cooperação estratégica
da Efe, em Tbilisi
da Folha Online
A Geórgia anunciou neste sábado (20) a assinatura em breve com os Estados Unidos de um acordo de cooperação estratégica, crucial para o futuro deste país do Cáucaso após a derrota frente à Rússia no conflito pelo controle das separatistas Ossétia do Sul e Abkházia.
"Os documentos estarão preparados esta semana. O acordo marco inclui a cooperação em matéria de segurança, economia, democracia e assuntos humanitários", disse o ministro de Relações Exteriores georgiano, Grigori Vashadze, ao canal de TV Rustavi-2.
| Shakh Aivazov/AP |
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| O presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, corre para aprovar acordo com os EUA antes da chegada de Obama à Casa Branca |
Tbilisi confia que, com o acordo --similar ao assinado recentemente entre EUA e Ucrânia, outro aliados de Washington no quintal da Rússia-- será assinado antes do fim deste ano.
O presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, submetido nos últimos três meses a uma grande pressão por parte da Rússia e da oposição, insistiu na importância de fechar o acordo antes da mudança de administração na Casa Branca --o presidente eleito, Barack Obama, toma posse no próximo dia 20 de janeiro.
Segundo os analistas, Saakashvili teme que Obama dê às costas a ele para não irritar o Kremlin, que já começou a mobilizar tropas regulares na Ossétia do Sul e na Abkházia.
Forças Armadas
O presidente do Parlamento georgiano, David Bakradze, considera que o novo acordo de cooperação permitirá à Geórgia reconstruir suas Forças Armadas, em dificuldades após o confronto na Ossétia do Sul. O Exército georgiano sofreu 180 baixas, mais do dobro que do lado russo, enquanto cerca de 20 soldados ainda estão desaparecidos.
Instrutores militares americanos treinaram as tropas georgianas durante os últimos anos, mas o problema não está nos soldados, mas nos altos comandantes, pouco profissionais, segundo Washington.
Após o conflito, Saakashvili substituiu o chefe do Estado-Maior Unificado das Forças Armadas e o ministro da Defesa, e o secretário do Conselho de Segurança Nacional renunciou. Para a oposição, os dirigentes tenta, desviar atenção, acusando soldados de toda a responsabilidade pela derrota no conflito com a Rússia.
Oposição
A ex-presidente do Parlamento e nova líder opositora, Ninó Burdzhanadze, confirmou na véspera, em Washington, que ambas as partes "mantêm intensas consultas para a assinatura do acordo estratégico". "O acordo de cooperação permitirá aprofundar e ampliar a cooperação entre Geórgia e EUA, razão pela que apoiarei", disse.
Em uma demonstração de que Washington já procura alternativas a Saakashvili, o subsecretário de Estado americano, Matthew Bryza, reuniu-se esta semana em Tbilisi com os líderes da oposição georgiana, que lhe manifestaram a intenção de criar uma frente comum para substituir o presidente georgiano.
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