Hotéis de luxo atacados por terroristas em Mumbai reabrem
da Folha Online
Os dois hotéis de luxo que foram alvo da série de ataques terroristas promovida na cidade indiana de Mumbai no fim de novembro na qual 172 pessoas foram mortas, reabriram suas portas neste domingo, ao menos parcialmente.
O Grupo Oberoi reabriu cem quartos do hotel Trident pela manhã, ainda em meio a obras de restauração que irão durar meses e custarão entre 4 milhões e 5 milhões de rúpias (de R$ 202 mil a R$ 252 mil), segundo informou o presidente da empresa que administra o estabelecimento, Rattan Keswani.
| Punit Paranjpe/Reuters |
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| Fachada do Taj Mahal completamente iluminada pela primeira vez desde os atentados terroristas de novembro que mataram 172 |
De acordo com a agência de notícias France Presse, quase todos os cem quartos reabertos já estão ocupados, e os quatro restaurantes do estabelecimento estão em funcionamento. O Trident, ainda conforme Keswani, reabre em meio a novas as medidas de segurança, como revista de bagagens, veículos e documentos dos visitantes. Haverá ainda vigilantes armados.
"É uma mensagem aos terroristas: os negócios não param, os hotéis não fecham. Não tenho mais medo, tenho esperança", afirmou Rick McElrea, um canadense que mora em Mumbai com a mulher e os filhos e foi ao Trident tomar café.
Em entrevista televisionada pela imprensa indiana, Keswani disse que a reabertura do Oberoi, estabelecimento também atacado e situado no mesmo complexo do Trident, levará ao menos seis meses e que os custos superarão 400 milhões de rúpias (R$ 20,2 milhões).
O segundo hotel que reabriu é o Taj Mahal Palace, que tem 105 anos. Só a ala da torre, mais moderna, construída em 1970, porém, está disponível --as demais continuam em obras. Lá, a segurança também foi reforçada e, agora, há detectores de metal em todas as entradas.
Uma festa marcará a reabertura, à tarde. À noite, 268 quartos e sete restaurantes devem voltar a funcionar.
No total, o conserto do Taj sairá cerca de US$ 100 milhões (R$ 238 milhões). O Taj pertence ao conglomerado Tata cujo presidente Ratan Tata se comprometeu a "reconstruir e restaurar cada centímetro para que ele reencontre sua glória passada".
Terror
Os ataques terroristas ocorreram entre os dias 26 e 28 de novembro passado e atingiram as áreas mais nobres de Mumbai. Além dos três hotéis, houve explosões também na estação de trem Chhatrapati Shivaji, uma das mais movimentadas da Índia, um cinema, delegacias, um hospital que atendia feridos nos ataques e o popular Café Leopold, muito freqüentado por turistas e gente de Bollywood, a indústria cinematográfica indiana.
Os ataques foram assumidos por um grupo terrorista desconhecido, os Mujahedin de Deccan (Deccan é um planalto no sul da Índia), que, segundo investigadores indianos, foram treinados pelo Lashkar-e-Taiba, grupo separatista com sede no Paquistão.
Com Efe e France Presse
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