Mundo
22/12/2008 - 09h02

Obama promete divulgar relatório sobre corrupção nesta semana

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da Efe, em Washington

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, que já está em férias a partir desta segunda-feira no Havaí, prometeu a divulgação do relatório de investigação sobre o governador de Illinois, Rod Blagojevich, nesta semana. Segundo os assessores do democrata, a publicação poderá ser hoje ou terça-feira.

Gerald Herbert/20.dez.2008/AP
Obama chega a aeroporto de Honolulu, onde passa o fim ddo ano
Obama chega a aeroporto de Honolulu, onde passa o fim ddo ano

Embora o relatório interno possa estar bem longe de ser a palavra final, que corresponderá ao promotor Patrick Fitzgerald, encarregado da investigação federal do caso, sua apresentação gerou muitas expectativas. Blagojevich, que não pensa em renunciar, é acusado de tentar "vender" a cadeira de Obama deixada no Senado.

Na semana passada, o presidente eleito, que afirma que nem ele nem ninguém de seu entorno manteve contatos indevidos com Blagojevich, assegurou que o relatório demonstra que não houve conversas inapropriadas entre os dois escritórios.

Apesar de o relatório ter sido finalizado na semana passada, a equipe de transição de Obama afirma que adiou sua publicação até a semana de 22 de dezembro a pedido de Fitzgerald, para evitar interferir na investigação oficial.

A lei de Illinois concede ao governador o poder de nomear um sucessor se um dos dois senadores do estado abandonar a cadeira antes do fim de seu mandato.

O escândalo afetou o chefe de Gabinete de Obama, Rahm Emanuel, sobre quem a imprensa dos Estados Unidos diz que o FBI (Polícia federal americana) gravou uma conversa entre ele e Blagojevich em torno de possíveis ocupantes da cadeira.

Rahm Emanuel

O apresentador de televisão George Stephanopoulos, que foi porta-voz do presidente Bill Clinton e mantém excelentes relações com os democratas, assegurou hoje em seu programa "This Week", da rede de TV ABC, que recebeu uma informação sobre o conteúdo do relatório e que o documento isenta Emanuel de culpa.

Segundo o apresentador, "Emanuel só manteve uma conversa telefônica com o governador Blagojevich, e sequer foi realmente sobre a cadeira".

Em seu blog, Stephanopoulos explica que "a maior parte da conversa foi sobre o assento de Emanuel no Congresso e só houve uma referência superficialmente à vaga no Senado, de acordo com as fontes. Não foi falado de nenhum trato sobre o assento".

No entanto, Emanuel conversou em quatro ocasiões com John Harris, o chefe de Gabinete de Blagojevich, também acusado no escândalo, e nesses contatos foi abordada a questão da cadeira no Senado, segundo Stephanopoulos.

O chefe de Gabinete de Obama lembrou a Harris que Blagojevich devia se concentrar na mensagem que a seleção enviaria sobre o governador.

Em um dos casos, segundo o apresentador, mencionou a assessora de Obama, Valerie Jarrett, como uma possível candidata, e Harris disse que, nesse caso, "tudo o que recebemos (em troca) é agradecimento, verdade?" "Verdade", respondeu Emanuel.

A divulgação do relatório se apresenta, inicialmente, como a única interrupção das férias de Obama, que, no entanto, seguirá preparando a transição, segundo sua equipe.

O presidente eleito manterá no Havaí as sessões informativas dos serviços de inteligência que recebe diariamente e dedicará também parte do tempo a preparar o discurso que pronunciará em sua posse, em 20 de janeiro.

Em sua estadia na ilha, prevista até 1º de janeiro, não estão agendados comparecimentos públicos.Obama participará de uma missa em memória de sua avó Madelyn Dunham, que morreu no Havaí dois dias antes das eleições presidenciais.

Após sua estadia no Havaí, o presidente eleito deve retornar a Chicago brevemente antes de se mudar para Washington a tempo de que suas filhas, Malia, 10, e Sasha, 7, possam começar o trimestre em sua nova escola, a Sidwell Friends.

Comentários dos leitores
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
E lula responde á Carta do Obama...
Deve ter começado mais ou menos assim:
"Pô Obama, você não disse que eu era "o cara"? Então, eu acreditei, achei que era pra valer..."
A cumparenhada finalmente começa a acordar para a realidade, para o que eles são na verdade, ou seja nada, um zerão redondão á esquerda (que por coincidência, é o lado favorito deles...).
Lula agora, o ator enganador, se tornou o personagem principal daquele filme:
"O Rato que Ruge..."
Responder para Obama? Ele?
Só se for...
Sim senhor!
sem opinião
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Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Até quando os americanos podem matar e não serem responsáveis pelos crimes que cometem contra civilizações iraquiana, afegãs, entre outras.? 3 opiniões
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Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Os EUA influencia, ainda que sutilmente, decisões internacionais. Lula, no meu ponto de vista, fez certo em receber Ahmadinejad a fim de estabelecer, além de esclarecer sua posição em relação ao enriquecimento de urânio do Irã. Afirmando que apoia desde que seja para fins pacíficos, em outras palavras; desde que voces nao façam uma bomba atómica. O que prova ser contraditório, pois uma região como o Irã com tantos conflitos e uma notável instabilidade, pode intencionalmente criar armas nucleares a fim de se "precaverem". Lula reafirmou sua posiçao de nem lá nem cá. Concorda com o Irã, mas sem entrar em divergencia com os EUA. sem opinião
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