Paquistão diz querer paz, mas ameaça guerra com a Índia em caso de ataque
da Efe
O porta-voz do Ministério de Exteriores paquistanês, Mohammad Sadiq, disse nesta segunda-feira que o "Paquistão deseja a paz" com a Índia, mas reiterou que "as Forças Armadas estão preparadas para defender o país caso a guerra seja imposta".
| Jayanta Shaw/Reuters |
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| Ataques no centro financeiro de Mumbai provocam tensão entre a Índia e Paquistão |
A declaração de Sadiq foi considerada uma resposta ao ministro de Exteriores indiano, Pranab Mukherjee, que advertiu hoje de que o país mantém "todas as opções abertas", incluindo a militar, se o governo do Paquistão não responder às suas exigências após o atentado de Mumbai.
O primeiro-ministro paquistanês, Yousaf Raza Gillani, tinha dito hoje na cidade de Karachi, sul, antes das declarações de Mukherjee, que tanto "os partidos políticos do país como o Exército estão unidos na defesa do país".
Sadiq ressaltou que "a via diplomática é a melhor solução para resolver a situação atual", e assegurou que o "Paquistão está em contato" diariamente com as autoridades indianas.
"Nós acreditamos nesta via. Se está falhando, isso seria preciso perguntar à Índia", afirmou o porta-voz paquistanês, que ainda disse que o "Paquistão ainda não recebeu nenhuma prova" por parte da Índia sobre os atentados.
"Estamos pedindo constantemente, mas, por enquanto, não nos apresentam [as provas]", afirmou Sadiq. A Índia acusou o grupo Lashkar-e-Toiba, que luta pela anexação da Caxemira ao Paquistão, de organizar a série de ataques que deixaram pelo menos 172 mortos na capital financeira indiana, e pediu ao Paquistão que desmantele sua infra-estrutura no país.
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