Palestinos dão trégua de 24 horas a Israel para que ajuda chegue a Gaza
da Folha Online
O Hamas e os demais grupos armados palestinos da faixa de Gaza concordaram, a pedido do Egito, em dar uma trégua de 24 horas, nesta segunda-feira, nos ataques realizados contra Israel. O objetivo é permitir o envio de ajuda humanitária, a partir do Egito, para a região. Foi o Egito que agiu como mediador do cessar-fogo de seis meses firmado entre Hamas e Israel que terminou na última sexta-feira (19).
O envio de ajuda humanitária é necessário porque Israel reforçou, em novembro passado, o bloqueio a Gaza que mantém desde junho de 2007. Em Gaza vivem 1,5 milhão de palestinos em condições miseráveis. Com a trégua desta segunda-feira, chegarão a Gaza 80 caminhões com comida.
| Amir Cohen/Reuters |
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| Tanques do Exército israelense percorrem fronteira da faixa de Gaza durante trégua de 24 horas que viabilizou entrega de ajuda |
Neste sábado (20), as Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, braço armado do Fatah --o grupo secular rival do Hamas ao qual pertence Mahmoud Abbas, o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina)-- admitiram terem lançado "seis obuses de morteiro na direção de Israel" --conforme a organização, aquele era o primeiro ataque após o fim da trégua.
No mesmo dia, mais tarde, Israel realizou um bombardeio aéreo que matou um palestino e feriu mais três. Todos eram das Brigadas dos Mártires de Al Aqsa. No dia seguinte, ataque palestino a Israel feriu um imigrante tailandês.
O líder do Hamas, Ayman Taha, já afirmou que a milícia irá retomar os atentados suicidas em Israel se o Estado lançar operações de larga escala em Gaza.
Resposta israelense
Também no domingo, o governo israelense debateu uma resposta aos ataques palestinos, e algumas autoridades pediram mais rigor. "Deveríamos responder com força, no segundo em que Israel for atacado, para reduzir as capacidades dos militantes palestinos", afirmou o ministro do Comércio e da Indústria, Eli Yishaï.
Em reação às declarações, o primeiro-ministro Ehud Olmert, que deixará o cargo em 10 de fevereiro próximo, se comprometeu a atuar com moderação. Moderação também foi pedida pelo ministro da Defesa, Ehud Barak. "Eu dei instrução ao Exército e serviços de segurança de se prepararem, mas as vozes que incitam à guerra são nocivas e inúteis."
O Hamas não renovou a trégua de seis meses justamente porque Israel descumpriu a promessa de levantar o bloqueio imposto a Gaza.
Com Efe e France Presse
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