Rússia apóia Abbas em combate ao Hamas e quer sediar conferência
da Folha Online
O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, reuniu-se nesta segunda-feira, pela primeira vez, com o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas. Ele reforçou seu respaldo a Abbas na disputa contra o grupo islâmico palestino Hamas, que domina a faixa de Gaza desde junho de 2007.
Na reunião, Medvedev cumprimentou Abbas por ter sido designado "presidente do Estado da Palestina" em 23 de novembro último pela Organização de Libertação da Palestina (OLP). O chanceler russo, Serguei Lavrov, afirmara, mais cedo, que "as autoridades russas apóiam o presidente Abbas, o presidente legítimo de todo o povo palestino".
| AP |
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| Dmitri Medvedev (dir.) aperta as mãos do líder palestino Mahmoud Abbas, que foi ao Kremlin |
"Quero confirmar que eu continuo comprometido com a tarefa de obter a unidade palestina, e também respaldo os esforços empreendidos pelo Egito, apesar dos erros cometidos pelo Hamas [nos ataques recentes a Israel]", disse Abbas em entrevista, ao lado de Lavrov.
Em relação às eleições palestinas, Abbas voltou a dizer que as presidenciais e as legislativas ocorrerão simultaneamente e serão convocadas "na primeira ocasião favorável".
Na Cisjordânia, o mandato de Abbas como presidente da ANP expira em 9 de janeiro que vem, porém a legislação palestina permite que ele continue no poder até o início de 2010, apesar da rejeição do Hamas. Abbas quer permanecer no poder enquanto não ocorrerem eleições legislativas.
Conferência
Conforme fontes do Kremlin, em nova reunião, ainda nesta segunda-feira, Abbas e Medvedev irão falar sobre a necessidade de retomar os debates internacionais sobre o Oriente Médio, a exemplo da conferência internacional de Annapolis, em novembro de 2007. O Kremlin deseja que a conferência aconteça em Moscou, ainda no próximo semestre.
"O número de problemas [no Oriente Médio] não diminui, mas devemos avançar", disse Medvedev a Abbas no começo da reunião no Kremlin.
O Kremlin propõe que, ao contrário da reunião de Annapolis, a de Moscou não aborde só o conflito palestino-israelense, mas também os outros problemas que afetam a região, como o conflito Síria-Líbano. A iniciativa russa conta há meses com a aprovação da ANP e também do presidente egípcio, Hosni Mubarak, e de outros líderes regionais, mas nem Israel nem os Estados Unidos respaldaram a idéia.
A Rússia é o único integrante do Quarteto para o Oriente Médio --formado ainda pela União Européia, EUA e ONU (Organização das Nações Unidas)-- que não considera o Hamas uma organização terrorista.
Com Efe e France Presse
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