Família de judeus mortos em Mumbai faz homenagem no Hanukah
da Folha Online
Familiares e amigos do rabino Gavriel Holtzberg, 29, e da mulher dele, Rivka, 28, que foram mantidos reféns e assassinados por terroristas no final de novembro passado em um ataque ao centro Chabad Lubavitch, na cidade indiana de Mumbai, reuniram-se nesta quinta-feira, na quinta noite do Hanukah, para acender um menorá (candelabro de sete braços) pedindo que o local volte a funcionar.
"Essa casa era aberta a todos, e suas atividades irão continuar", assegurou o rabino Moshe Kotlarsky, vice-presidente do braço educacional do centro judaico. "Nós celebramos a vitória do certo sobre o errado e estamos compromissados em manter o legado de Gavriel e Rivka. Não daremos nem um passo para trás. Não deixaremos Mumbai."
| Punit Paranjpe/Reuters |
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| Rabino do movimento Chabad ora dentro do centro atacado por terroristas em Mumbai |
Os parentes do casal puderam entrar no prédio, que ficou muito danificado. O filho dos dois, de 2 anos, que foi salvo do ataque graças à babá, está com avós em Israel, mas irá voltar a Mumbai, conforme Kotlarsky.
Os ataques terroristas ocorreram entre os dias 26 e 29 de novembro passado e atingiram as regiões mais nobres de Mumbai, incluindo dois hotéis de luxo, uma movimentada estação de trem, um cinema, delegacias, um hospital e o popular Café Leopold, freqüentado por turistas e gente de Bollywood, a indústria cinematográfica indiana.
No centro judaico, o cerco foi do dia 26 ao dia 28. Quando as forças de segurança indiana invadiram o local, o casal e mais quatro reféns estavam mortos. No total, 172 morreram.
Os ataques foram assumidos por um grupo terrorista desconhecido, os Mujahedin de Deccan (Deccan é um planalto no sul da Índia), que, segundo investigadores indianos, foram treinados pelo Lashkar-e-Taiba, grupo separatista com sede no Paquistão.
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