Mundo
25/12/2008 - 19h57

Família de judeus mortos em Mumbai faz homenagem no Hanukah

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da Folha Online

Familiares e amigos do rabino Gavriel Holtzberg, 29, e da mulher dele, Rivka, 28, que foram mantidos reféns e assassinados por terroristas no final de novembro passado em um ataque ao centro Chabad Lubavitch, na cidade indiana de Mumbai, reuniram-se nesta quinta-feira, na quinta noite do Hanukah, para acender um menorá (candelabro de sete braços) pedindo que o local volte a funcionar.

"Essa casa era aberta a todos, e suas atividades irão continuar", assegurou o rabino Moshe Kotlarsky, vice-presidente do braço educacional do centro judaico. "Nós celebramos a vitória do certo sobre o errado e estamos compromissados em manter o legado de Gavriel e Rivka. Não daremos nem um passo para trás. Não deixaremos Mumbai."

Punit Paranjpe/Reuters
Rabino do movimento Chabad ora dentro do centro atacado por terroristas em Mumbai
Rabino do movimento Chabad ora dentro do centro atacado por terroristas em Mumbai

Os parentes do casal puderam entrar no prédio, que ficou muito danificado. O filho dos dois, de 2 anos, que foi salvo do ataque graças à babá, está com avós em Israel, mas irá voltar a Mumbai, conforme Kotlarsky.

Os ataques terroristas ocorreram entre os dias 26 e 29 de novembro passado e atingiram as regiões mais nobres de Mumbai, incluindo dois hotéis de luxo, uma movimentada estação de trem, um cinema, delegacias, um hospital e o popular Café Leopold, freqüentado por turistas e gente de Bollywood, a indústria cinematográfica indiana.

No centro judaico, o cerco foi do dia 26 ao dia 28. Quando as forças de segurança indiana invadiram o local, o casal e mais quatro reféns estavam mortos. No total, 172 morreram.

Os ataques foram assumidos por um grupo terrorista desconhecido, os Mujahedin de Deccan (Deccan é um planalto no sul da Índia), que, segundo investigadores indianos, foram treinados pelo Lashkar-e-Taiba, grupo separatista com sede no Paquistão.

 

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