China envia destróier para combater piratas somalis
da Efe
Três navios da Marinha chinesa partiram nesta sexta-feira da ilha de Hainan, no sudeste do país, em direção ao Chifre da África para se unir aos navios de guerra de outros países no combate à pirataria na Somália, na primeira missão chinesa de patrulha naval fora das águas do país.
| AP |
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| China envia tropas para inibir seqüestros de navios por piratas somalis na costa da África |
O contra-almirante chinês Du Jingcheng, chefe da expedição, disse à imprensa chinesa a partir de um dos navios da missão --um destróier-- que a tripulação de 800 pessoas, 70 deles soldados de forças especiais, tem plena confiança em seu trabalho de combate à pirataria no golfo de Áden.
Um outro destróier e um navio de provisões integram uma missão que alguns meios de comunicação chineses qualificaram como sendo o primeiro desdobramento naval chinês em águas internacionais desde o século 15,
Segundo o contra-almirante, o principal objetivo dos navios é garantir a segurança dos navios que passam pelo golfo de Áden, principalmente petroleiros chineses e com outros materiais estratégicos, como matérias-primas.
| 23.dez.08/Joseph Okanga/Reuters |
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| Piratas somalis dizem ter apoio de rede internacional para seqüestrar navios |
O embaixador da Somália na China, Mohammed Ahmed Awill, manifestou à rede de televisão CFTV o agradecimento de seu país por este envio e prometeu a cooperação com os navios do gigante asiático.
"A China é membro do Conselho de Segurança da ONU e está fazendo um esforço coletivo para combater a pirataria, pois não é mais um problema da Somália, mas internacional", disse o embaixador somali.
O principal órgão da ONU adotou por unanimidade, na semana passada, uma resolução do Conselho de Segurança pedindo que a comunidade internacional adote um papel ativo na luta contra o problema no litoral somali, o que motivou a presença de navios de guerra da França, Itália, Grécia, Reino Unido e Alemanha, entre outros países.
A presença da China em águas somalis colocará esse país como potência marítima em uma zona na qual negociava há seis séculos pérolas, especiarias e seda.
Depois que, no século 15, a frota chinesa explorou a Ásia e a África sob o comando do marinheiro Zheng Eis, os navios de guerra do país raramente voltaram a sair fora de suas águas, e, em tempos modernos, concentraram suas operações em suas águas ou no Pacífico próximo, com algumas exceções e visitas de amizade a portos estrangeiros.
Os navios chineses que partiram para o golfo de Áden estão equipados com mísseis, canhões e armas leves, segundo a agência Xinhua. O ataque a vários cargueiros chineses na zona de influência dos piratas somalis motivou, no entanto, esta incomum operação dos navios de guerra chineses.
Seqüestros
Liu Jianchao, porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, reconheceu que 20% dos 1.265 navios chineses que atravessaram o local sofreram ataques de piratas em 2008.
O último cargueiro chinês atacado por piratas no golfo de Áden foi o Zhenhua 4, libertado em 17 de dezembro graças à intervenção de navios de outros países.
No local, piratas somalis retêm atualmente o petroleiro saudita Sirius Star, que tem uma carga de petróleo no valor de US$ 100 milhões, à espera de um resgate, em uma das muitas operações de roubo e seqüestro que realizaram.
Segundo o Escritório Marítimo Internacional, os piratas atacaram 110 navios no Chifre da África em 2008, e em 42 dos casos obtiveram sucesso. Segundo a revista estratégica especializada "Jane's", a demonstração do potencial marítimo da China será observada com temor por seus rivais, embora ainda faltem ao país até três décadas para construir uma Marinha como as ocidentais.
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