Mundo
27/12/2008 - 11h16

Ataque israelense em Gaza deixa mais de 150 mortos; Hamas revida

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colaboração para a Folha Online

Atualizado às 13h44.

Mais de 150 pessoas podem ter morrido no ataque israelense na faixa de Gaza, neste sábado. Segundo autoridades palestinas, o número pode ser ainda maior devido ao grande número de feridos, que ultrapassa 200. O ataque já é visto pelo grupo radical Hamas como o pior dos últimos 20 anos.

O ataque aéreo tinha por objetivo destruir bases do grupo radical Hamas. De acordo com fontes palestinas, a ação israelenses provocou graves danos a estruturas em muitas áreas e deixou dezenas de pessoas soterradas. A Defesa de Israel emitiu comunicado dizendo que o alvo dos ataques aéreos era a "infra-estrutura terrorista" e que as ações "vão continuar, serão expandidas e ainda mais duras, caso isso seja necessário".

A Força Aérea de Israel informou que 60 aviões de guerra atuaram no bombardeio a 50 alvos, cerca de cem bombas foram lançadas e que 95% dos objetivos foram atingidos. Os militares israelenses disseram ainda que maioria das vítimas são membros do Hamas.

Suhaib Salem/Reuters
Perna de policial do Hamas aparece sob escombros na cidade de Gaza, após ataque
Perna de policial do Hamas aparece sob escombros na cidade de Gaza, após ataque

O porta-voz da polícia do Hamas, Islam Shahwan, disse que um dos locais atingidos pelo bombardeio de Israel foi a sede da polícia na cidade de Gaza, onde ocorria uma cerimônia de graduação de novas equipes. Mohamed Odeh, encarregado para a América Latina do Fatah --facção ligada a Mahmud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP)--, disse que entre os mortos está o responsável da polícia do Hamas na faixa de Gaza, Taufiq Jaber.

Em resposta, o Hamas disse ter lançado dezenas de foguetes Qassam [de fabricação caseira] contra o sul de Israel. Um deles acertou uma casa e matou uma mulher. Outros dois foguetes caíram na cidade de Ashkelon sem provocar vítimas, segundo a polícia de Israel.

A ação deste sábado é mais séria e destruidora desde o fim da trégua entre Israel e Hamas, no último dia 19, e a com maior número de mortos dos últimos anos. Vários avisos na imprensa israelense sinalizavam uma ação por terra e ar de Israel para responder aos ataques do Hamas. Desde o fim da trégua, ao menos 200 foguetes lançados pelo Hamas conseguiram alcançar solo israelense, mas sem deixar vítimas. Um erro do Hamas ainda causou a morte de duas meninas palestinas, que foram atingidas por estilhaços de um foguete que explodiu antes de ser lançado, em Gaza.

A Liga Árabe anunciou um encontro de seus ministros das Relações Exteriores para elaborar uma opinião comum sobre a ação israelense. A Rússia se manifestou pedindo que tanto Israel como Hamas encerrem seus ataques. O alto representante para Política Externa e Segurança Comum da União Européia (UE), Javier Solana, pediu neste sábado um cessar-fogo imediato entre israelenses e palestinos na faixa de Gaza e reivindicou das duas partes a máxima contenção.

Hatem Omar/AP
Palestinos procuram por sobreviventes nos escombros de prédios do Hamas atacados nesta manhã por mísseis israelenses
Palestinos procuram por sobreviventes nos escombros de prédios do Hamas atacados nesta manhã por mísseis israelenses

Militares israelenses disseram ter avisado a população da faixa de Gaza sobre o ataque aéreo que fariam e que o Hamas "é o único responsável" pela ação. O presidente da Autoridade Nacional Palestina disse hoje ter iniciado contatos urgentes com vários países para deter os bombardeios israelenses que deixaram dezenas de mortos na região.

O Egito abriu hoje a passagem de Rafah, na fronteira com a faixa de Gaza, para permitir a entrada de ajuda humanitária e a retirada de feridos do bombardeio em massa israelense de hoje contra este território palestino. Ainda não foi informado até quando a passagem permanecerá aberta.

Emissoras de TV locais ligadas ao Hamas transmitiram as imagens na manhã deste sábado mostrando prédios totalmente destruídos e pessoas correndo pelas ruas, além de uma gigantesca coluna de fumaça que cobriu a região logo após o bombardeio israelense.

Yannis Behrakis/Reuters

Com agências internacionais e imprensa israelense

Comentários dos leitores
Marcello Sokal (93) 01/12/2009 16h49
Marcello Sokal (93) 01/12/2009 16h49
Vamos ver o que vai acontecer agora, mais uma vez fazem propostas para ganhar tempo,sabendo que não as poderão - e nem tem intenção - de cumprir. Esse congelamento não passa de outra farsa,para tentar enganar os incautos e mostar que são "bonzinhos", como se não fossem eles que tomam terras de outras pessoas na base dos tratores,tanques de 60 toneladas e soldados fortemente armados - normalmente no meio da noite,pois assim fica mais fácil de expulsar as pessoas e tornar seus atos menos visiveis - assim como agem os criminosos comuns,sorrateiros,no meio da madrugada....lamentável,mas instrutivo para que as pessoas saibam dos reais fatos... sem opinião
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samuel kosminsky (84) 29/11/2009 17h29
samuel kosminsky (84) 29/11/2009 17h29
gostaria de corrigir opiniao anterior, dizendo que, nao sao 2 naçoes e sim 3 (Ira, Coreia, Cuba) onde, quem pensa diferente e anti social, sendo encaminhado a hospital psiquiatrico
adoro aqueles que adoram governantes desses paises
sem opinião
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mauro guanandi (50) 28/11/2009 10h40
mauro guanandi (50) 28/11/2009 10h40
Senhor Eduardo, porque colocas tantos "rs" após cada colocação ?
O senhor acha graça nas coisas que escreve?
O senhor escreve falÇo com cedilha.
Eu não acho engraçado isto. Eu acho triste. Isto se aprende no pré-primário; aos seis anos. Porque o senhor não entra nos foruns de portugues?
O senhor acha graça nos discursos de Lula? encontra sabedoria no que ele fala?
Eu fico triste cada vez que vejo o presidente de meu país - GRAÇAS A DEUS ESTÁ ACABANDO O GOVERNO DESTA TURMA - falar alguma asneira do tipo...a ligação das torres de "energias" estão ligadas pois estão interligadas.
Isto não é engraçado nem um pouco.
Relaxa e goza quando tem apagão em aeroporto também não é nada engraçado. também não vejo graça no ministro LOBÂO falar que o assunto está encerrado; não vejo graça na peruca feia dele; Não vejo graça em ver o Sarney e o lula abraçados com o Collor.
Outro dia vi o programa "A praça é nossa". popularesco, simplório. MAS MUITO ENGRAÇADO E INOFENSIVO. Não acrescenta cultura nenhuma, MAS ELES NÃO USAM NOSSOS IMPOSTOS PARA FALAR OU FAZER ASNEIRAS.
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