Mundo
28/12/2008 - 16h48

Palestinos fazem buracos em muro e fogem para o Egito

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da Folha Online

Centenas de palestinos, estimados em cerca de 500 pela agência Efe, conseguiram fugir para o Egito por meio de buracos no muro que divide o país da região da faixa de Gaza. A agência France Presse relatou que apenas dez pessoas conseguiram passar a fronteira e a Associated Press informou que reforços egípcios estão a caminho do local.

Os moradores da área palestina sofrem com os bombardeios israelenses iniciados neste sábado contra alvos do grupo radical islâmico Hamas. Em um hospital em Gaza, um correspondente da BBC enviou o relato dos feridos e mortos em decorrência da ação militar.

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Suhaib Salem/Reuters
Homem carrega palestino ferido neste domingo, marcado pelo segundo dia seguido de bombardeios israelenses na faixa de Gaza
Homem carrega palestino ferido neste domingo, marcado pelo segundo dia seguido de bombardeios israelenses na faixa de Gaza

Hoje, no segundo dia de bombardeios à região, Israel convocou reservistas, aumentando as expectativas de que ocorra em breve uma incursão militar terrestre. O número de mortos pela ofensiva israelense diverge, a Associated Press afirma que é acima de 280, enquanto a Reuters estima em 290.

A polícia egípcia teve de atirar para o alto para tentar dispersar palestinos que tentavam cruzar a fronteira entre a faixa de Gaza e o Egito ao norte da passagem de Rafah. Dez palestinos teriam conseguido furar a barreira e passar para o país vizinho à região.

Reforços egípcios, que a Associated Press colocou em cerca de 300 homens, foram enviados à região. Alguns palestinos relataram que pessoas chegaram a ser feridas pelos tiros.

Livni

05.out.2008/Ronen Zvulun-5.out.2008/AP
Ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, justificou bombardeios na faixa de Gaza e responsabilizou o grupo Hamas
Ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, justificou bombardeios na faixa de Gaza e responsabilizou o grupo Hamas

A ministra das Relações Exteriores, Tzipi Livni, defendeu neste domingo o ataque à faixa de Gaza, afirmando que o grupo radical islâmico Hamas, e não Israel "é quem deve ser condenado pela comunidade internacional", segundo o jornal nova-iorquino "The New York Times".

O Hamas, alvo dos ataques israelenses contra Gaza, controla a região desde o meio de 2007, quando, em um conflito entre palestinos, ele tomou o poder na região. A Autoridade Palestina Nacional (ANP), que foi retirada do poder pelo Hamas, acabou realocando seu pessoal na Cisjordânia.

Livni ainda afirmou que o ataque era necessário para levar paz aos cidadãos do sul de Israel. As declarações da ministra surgem em um momento no qual Israel enfrenta uma onda de protestos pelo mundo contra os ataques. Hoje, protestos no Reino Unido, Espanha, Chile e diversos países do Oriente Médio, expressaram rejeição popular em relação à medida militar.

Juan Medina/Reuters
Protesto em Madri contra os ataques israelenses em Gaza; veja imagens de mais manifestações sobre o assunto pelo mundo
Protesto em Madri contra os ataques israelenses em Gaza; veja imagens de mais manifestações sobre o assunto pelo mundo

Diversos países, como o Brasil, criticaram a proporção da resposta israelense.

O presidente da ANP, Mahmoud Abbas, também afirmou hoje que a responsabilidade da situação atual vivida em Gaza é do grupo radical Hamas. "Nós conversamos com ele e pedimos: por favor, não comecem com os ataques, nós queremos a continuidade da trégua. Nós poderíamos ter evitado isso se eles tivessem aceitado", disse Abbas.

O grupo radical acusa Israel de ter violado o acordo de cessar-fogo estipulado em junho deste ano e que expirou no dia 19 de dezembro.

Túneis

A Força Aérea de Israel informou que executou hoje uma série de ataques contra túneis de contrabando no setor de Rafah, na fronteira entre a faixa de Gaza e Egito.

27.dez.2008/Amir Cohen/Reuters
Fumaça pode ser vista após bombardeio em Beit Lahiya, no norte da faixa de Gaza; Força Aérea de Israel atacou região neste sábado
Fumaça pode ser vista após bombardeio em Beit Lahiya, no norte da faixa de Gaza; Força Aérea de Israel atacou região neste sábado

Os aviões israelenses abriram fogo ao longo da fronteira com o Egito, de onde era possível observar espessas nuvens de fumaça.

O grupo radical palestino Hamas e os contrabandistas utilizam uma rede de túneis sob a fronteira palestino-egípcia em Rafah para introduzir armas e mercadorias na faixa de Gaza submetida a um bloqueio israelense desde que o grupo radical tomou o poder na região.

O governo de Israel começou na tarde de hoje a concentrar tanques e tropas para a fronteira. No lado norte, perto da passagem de Erez, estavam estacionados pelo menos 16 tanques, enquanto outros se aproximavam, transportados sobre caminhões militares. Vários veículos de transporte de tropas também estavam estacionados na área.

Mais ao sul, a 50 km de distância, eram descarregados 10 tanques. Além disso, foram instaladas barracas do Exército israelense na região, à qual chegavam soldados com equipamentos de combate.

O ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, disse que o Exército "aprofundará e ampliará sua operação conforme necessário, pois o objetivo da operação é mudar completamente as regras do jogo".

Hamas

Khaled Meshaal, líder do grupo radical islâmico Hamas, convocou os seguidores para realizar uma nova Intifada (revolta popular palestina contra a ocupação israelense, ocorrida entre 1987 e 1993 e no final de 2000) contra Israel em resposta aos bombardeios.

De acordo com o jornal israelense "Haaretz", três oficiais sêniores do Hamas foram mortos nos ataques. "Tawfik Jabber, comandante da força policial em Gaza, o seu ajudante, comandante da Defesa e Segurança, Ismail al Ja'abri, e o governantes da central do Hamas, em Gaza, Abu Ahmad Ashur", informa o jornal.

Hoje, os palestinos prometeram começar a retaliação. "Os ocupantes israelenses devem saber que serão recebidos a fogo pelas nossas organizações militares", disse Iz al Din, Brigadas de Ezzedin al Qassam, braço armado do Hamas.

Associated Press, Efe, France Presse, Reuters, "Haaretz" e "The New York Times"

Comentários dos leitores
Marcello Sokal (93) 01/12/2009 16h49
Marcello Sokal (93) 01/12/2009 16h49
Vamos ver o que vai acontecer agora, mais uma vez fazem propostas para ganhar tempo,sabendo que não as poderão - e nem tem intenção - de cumprir. Esse congelamento não passa de outra farsa,para tentar enganar os incautos e mostar que são "bonzinhos", como se não fossem eles que tomam terras de outras pessoas na base dos tratores,tanques de 60 toneladas e soldados fortemente armados - normalmente no meio da noite,pois assim fica mais fácil de expulsar as pessoas e tornar seus atos menos visiveis - assim como agem os criminosos comuns,sorrateiros,no meio da madrugada....lamentável,mas instrutivo para que as pessoas saibam dos reais fatos... sem opinião
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samuel kosminsky (84) 29/11/2009 17h29
samuel kosminsky (84) 29/11/2009 17h29
gostaria de corrigir opiniao anterior, dizendo que, nao sao 2 naçoes e sim 3 (Ira, Coreia, Cuba) onde, quem pensa diferente e anti social, sendo encaminhado a hospital psiquiatrico
adoro aqueles que adoram governantes desses paises
sem opinião
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mauro guanandi (46) 28/11/2009 10h40
mauro guanandi (46) 28/11/2009 10h40
Senhor Eduardo, porque colocas tantos "rs" após cada colocação ?
O senhor acha graça nas coisas que escreve?
O senhor escreve falÇo com cedilha.
Eu não acho engraçado isto. Eu acho triste. Isto se aprende no pré-primário; aos seis anos. Porque o senhor não entra nos foruns de portugues?
O senhor acha graça nos discursos de Lula? encontra sabedoria no que ele fala?
Eu fico triste cada vez que vejo o presidente de meu país - GRAÇAS A DEUS ESTÁ ACABANDO O GOVERNO DESTA TURMA - falar alguma asneira do tipo...a ligação das torres de "energias" estão ligadas pois estão interligadas.
Isto não é engraçado nem um pouco.
Relaxa e goza quando tem apagão em aeroporto também não é nada engraçado. também não vejo graça no ministro LOBÂO falar que o assunto está encerrado; não vejo graça na peruca feia dele; Não vejo graça em ver o Sarney e o lula abraçados com o Collor.
Outro dia vi o programa "A praça é nossa". popularesco, simplório. MAS MUITO ENGRAÇADO E INOFENSIVO. Não acrescenta cultura nenhuma, MAS ELES NÃO USAM NOSSOS IMPOSTOS PARA FALAR OU FAZER ASNEIRAS.
2 opiniões
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