Mundo
28/12/2008 - 19h54

Ofensiva de Israel em Gaza afasta chances de Obama de obter paz

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da Folha Online

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, interrompeu as férias no Havaí, de acordo com seus assessores, para receber informações sobre a grande ofensiva que Israel iniciou na faixa de Gaza neste sábado (27) que já matou cerca de 270 pessoas. Por telefone, ele conversou durante oito minutos --segundo o jornal "New York Times"-- com a secretária de Estado, Condoleezza Rice.

Para o jornal "Washington Post", a provável escalada de violência pela qual passará o Oriente Médio sabota as esperanças de que, sob o governo Obama, fosse possível um acordo de paz entre israelenses e palestinos.

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O professor de Oriente Médio do Centro Internacional Acadêmico Woodrow Wilson afirmou ao "WP" que só a provável retaliação do Hamas, provocada pelo alto número de mortes, "já pega a pequena chance de uma rápida, efetiva e bem-sucedida ação de Obama e a diminui para zero". "Isso não é um acordo de dois ou três dias no qual, ao final, o gênio volta para dentro da sua garrafa."

No verão passado, em visita a Israel, Obama demonstrou simpatia com a situação de Israel e, em entrevista concedida em Sderot, uma cidade do sul do Estado que é alvo constante de ataques a mísseis do Hamas, afirmou acreditar que "nenhum país consideraria aceitável ter mísseis caindo sobre as cabeças de seus cidadãos".

"Se alguém lançasse foguetes contra a casa onde minhas duas filhas dormem à noite, eu faria o que estivesse ao meu alcance para impedir", afirmou Obama, à época.

De acordo com Israel, a operação é uma resposta aos supostamente freqüentes ataques de foguetes e morteiros feitos pelo grupo radical islâmico Hamas contra aquele Estado desde o fim, no último dia 19, de uma trégua de seis meses entre ambas as partes. Naquela ocasião, o Hamas se recusou a renovar a trégua com Israel devido à manutenção do bloqueio a Gaza.

Neste sábado, a equipe de transição de Obama foi mais cautelosa e afirmou apenas que o presidente eleito foi informado da situação e que há "um presidente de cada vez" --Obama tomará posse apenas em 20 de janeiro próximo.

"Se a situação piorar, será mais uma crise a ser entregue para Obama, que já irá herdar as guerras no Iraque e no Afeganistão e a instável relação com o Paquistão", observa o "WP".

"Eu acho que o governo Obama terá de lidar com essa situação por dois anos ou mais antes de pensar em qualquer movimento pela paz", disse o analista militar Anthony H. Cordesman, do Centro de Estudos Internacionais Estratégicos. "Toda vez que a violência explode, fica um pouco mais difícil avançar. Há um clima maior de hostilidade e de ódio."

Comentários dos leitores
Marlene Pinheiro (1) 19/12/2009 14h14
Marlene Pinheiro (1) 19/12/2009 14h14
Depois de analisar a briga e empurra empurra que foi feito na COP15, para ver quem pagaria 100 bilhoes de dolares, essa matéria parece estupida! Para isso o maior poluente do mundo tem dinheiro, aliás, 6x mais dinheiro do que foi tentado acordar!!!! Que vergonha. sem opinião
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fabio siqueira ferreira (259) 19/12/2009 09h12
fabio siqueira ferreira (259) 19/12/2009 09h12
Determinados tolos imaginam que os Estados Unidos temem o poder nuclear do Irã. E a estultice vai mais longe quando alguns aplaudem a possibilidade de o Irã ter a sua bomba atômica.
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O ponto não é se os Estados Unidos possuem o monopólio da tecnologia atômica, mas nas mãos de quem o poder destrutivo vai estar. Sob o domínio do ditador iraniano é que não pode ficar.
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O poder bélico está no domínio da tecnologia e da informação. A capacidade de antecipar-se a ações do inimigo é que fazem a diferença no campo de batalha. Os alvos são milimetricamente destruídos. Exemplo disso são os aviões pilotados à distância e a superbomba antibunker.
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A bomba com a maior quantidade de megatons é a econômica. O Irã e o seu petróleo são convenientes para os Estados Unidos. É tão verdadeira a afirmação que o ditador iraniano não tem coragem de suspender as vendas do seu petróleo para os americanos e europeus.
2 opiniões
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J. R. (1198) 18/12/2009 07h16
J. R. (1198) 18/12/2009 07h16
O Caso James Bain, que ficou preso 35 anos na Flórida - U-S-A por 35 anos e teve recusado exame de DNA diversas vezes até o que o inocentou, só mostra o quanto as lideranças daquele país são racistas e corruptas, de fato são os maiores terroristas do mundo, e não as "tribos árabes" do Oriente Médio como querem fazer parecer. James Bain foi condenado por ser negro e provavelmente no lugar de alguma figura protegida. 34 opiniões
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