Israel declara fronteira com Gaza "zona militar fechada"; mortos ultrapassam 270
da Folha Online
O setor de fronteira de Israel com a faixa de Gaza foi declarado "zona militar fechada" pelo Exército israelense nesta segunda-feira, anunciou um porta-voz militar, no mesmo dia em que a Força Aérea israelense lançou novos bombardeios contra a região que mataram sete pessoas, quase todos menores ou mulheres.
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O porta-voz militar informou que as estradas da região estão fechadas aos civis que não têm autorizações militares. A circulação será permitida apenas aos habitantes israelenses da área afetada. A medida pode ser considerada a fase prévia de uma operação terrestre.
| Fady Adwan/Efe |
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| Prisioneiros palestinos passam por cima de escombros de quartel atacado por Israel |
A medida é último episódio da grande ofensiva que Israel lançou contra a faixa de Gaza no sábado (27) e que já matou mais de 270 pessoas. Os ataques visam responder ao grupo radical islâmico Hamas, que se recusou a renovar a trégua de seis meses assinada com Israel e que acabou no último dia 19.
De acordo com a agência de notícias Reuters, o número de mortos já chega a 298 e, segundo a agência France Presse, passa de 300. Trata-se da pior ofensiva realizada por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Nesta madrugada, um ataque a um prédio do campo de refugiados de Jabalya, no norte da faixa de Gaza, deixou um homem, duas mulheres e um bebê de um ano de idade mortos, segundo fontes médicas palestinas.
Outro bombardeio, desta vez contra a cidade de Rafah, no sul de Gaza, deixou dois adolescentes e uma criança da mesma família mortos.
O escritório do chefe de governo do Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh, também foi bombardeado nesta madrugada, informou o Exército israelense em comunicado que lista, nas últimas 12 horas, ataques contra "dúzias de alvos vinculados ao Hamas, como centros de armazenamento e fabricação de armas, túneis, lugares de lançamento de foguetes e armazéns".
Haniyeh não estava no escritório, já que todos os líderes do Hamas se escondem desde que começou a onda de ataques.
Símbolo
| Baz Ratner/Reuters |
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| Tanques israelenses passam próximo à fronteira de Gaza em meio a ofensiva militar aérea que já deixou mais de 270 mortos |
Por volta da 0h desta segunda-feira (20h deste domingo, no horário de Brasília), aviões de guerra israelenses bombardearam a Universidade Islâmica, que é considerada um reduto e símbolo cultural do grupo radical islâmico Hamas.
Os residentes no bairro de Remal ouviram quatro grandes explosões que causaram pânico na região e viram grandes colunas de fumaça brancas e negras sair do edifício.
Vários prédios do campus feminino com laboratórios químicos ficaram destruídos, enquanto imóveis próximos ficaram seriamente danificados, disseram as fontes.
O Exército israelense defende que se tratava de um "centro de desenvolvimento e pesquisa de armas usado como laboratório para desenvolver e manufaturar explosivos e parte inseparável da infra-estrutura de fabricação de foguetes Qassam".
Reação
As milícias palestinas ligadas ao Hamas continuaram lançando foguetes contra o sul de Israel, um dos quais matou um israelense e feriu outros sete na cidade de Ashkelon, informa a rádio pública do país.
Além disso, um ataque palestino feriu quatro israelenses --um deles gravemente-- ao apunhalá-los no assentamento de Kiryat Sefer, em território da Cisjordânia, informou a Polícia.
O agressor ficou gravemente ferido à bala no primeiro aparente ato de vingança fora de Gaza à operação israelense na faixa. Desde o começo da ofensiva, dois israelenses morreram.



