Mundo
29/12/2008 - 08h51

Em protesto a bombardeios, Turquia e Síria congelam contatos com Israel

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da Folha de S. Paulo

A Síria anunciou neste domingo (28) a suspensão das negociações indiretas de paz com Israel, mediadas pela Turquia, em reação aos ataques à faixa de Gaza. Horas antes, o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, se retirara do processo, afirmando que os bombardeios são também um "desrespeito à Turquia" --um dos poucos países de maioria islâmica com contato com Israel.

"Bombardear esse povo indefeso e dizer abertamente que esta será uma operação de longa duração é, para mim, um sério crime contra a humanidade", criticou Erdogan, em discurso no encontro do seu partido, de raízes islâmicas. Premiê da secular, mas majoritariamente islâmica, Turquia, ele tem sido um dos principais elos diplomáticos entre Israel e seus adversários árabes.

A medida foi uma resposta à grande ofensiva militar que Israel lançou contra a faixa de Gaza no sábado (27) e que já matou mais de 270 pessoas. Os ataques visam responder ao grupo radical islâmico Hamas, que se recusou a renovar a trégua de seis meses assinada com Israel e que acabou no último dia 19.

Damasco, que abriga líderes exilados do Hamas, no governo em Gaza, negociava com o governo israelense a devolução das colinas de Golã, tomadas por Israel na guerra de 1967.

Há uma semana, o ditador sírio, Bashar Assad, endossara a possibilidade de um diálogo direto com Israel. As atuais rodadas de negociações, iniciadas em maio deste ano, eram realizadas por intermédio de Ancara.

Cresce a pressão interna e externa sobre os governos dos países árabes vistos como mais próximos a Israel. A reação da Turquia, que não é árabe e manteve historicamente boas relações com o país, apenas acirra a cobrança por uma reação mais enérgica.

A Jordânia e, principalmente, o Egito --únicos que firmaram acordos de paz com o país-- são os principais alvos. O Cairo, que se opõe ao Hamas, se vê agora obrigado a sair em defesa dos palestinos da área controlada pelo grupo radical.

A Liga Árabe convocou para a próxima sexta-feira uma cúpula extraordinária, que discutirá, em Doha, a situação da faixa de Gaza. Na quarta-feira (24), os ministros das Relações Exteriores dos países do grupo devem se reunir no Egito.

Segundo o Conselho de Cooperação do Golfo, que reúne países produtores de petróleo próximos à Casa Branca, os ataques israelenses estarão na pauta do encontro econômico da aliança, realizado nesta segunda-feira.

É pouco, criticou o ditador líbio, Muammar Gadafi, atacando as reações "covardes e derrotistas" dos colegas árabes. "Quantas cúpulas extraordinárias sobre a Palestina já foram feitas?", questionou ele, neste domingo (28).

ONU

O Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade resolução em que exorta os envolvidos a cessar toda a atividade militar e respeitar "as sérias necessidades humanitárias e econômicas em Gaza". A reunião fechada, que durou quatro horas, foi convocada pela Líbia, única nação árabe no órgão.

Nota semelhante, com cobranças mais explícitas a Israel, foi divulgada horas mais tarde pelo Reino Unido. O chanceler francês Bernard Kouchner pediu que a Europa "use todo o seu peso para impedir o conflito" em Gaza, em entrevista publicada neste domingo (28).

O Mercosul repudiou os bombardeios e exortou os envolvidos a retomarem o diálogo, em nota divulgada ontem pela Chancelaria do Paraguai, que ocupa a presidência temporária do bloco.

No Irã, que não reconhece Israel, a reação aos bombardeios foi incendiária. Decreto religioso do aiatolá Ali Khamenei, líder máximo do país xiita, ordena que os muçulmanos defendam os palestinos "de qualquer maneira possível". Deputados iranianos entoaram neste domingo (28) o refrão "morte a Israel".

Comentários dos leitores
Marcello Sokal (93) 01/12/2009 16h49
Marcello Sokal (93) 01/12/2009 16h49
Vamos ver o que vai acontecer agora, mais uma vez fazem propostas para ganhar tempo,sabendo que não as poderão - e nem tem intenção - de cumprir. Esse congelamento não passa de outra farsa,para tentar enganar os incautos e mostar que são "bonzinhos", como se não fossem eles que tomam terras de outras pessoas na base dos tratores,tanques de 60 toneladas e soldados fortemente armados - normalmente no meio da noite,pois assim fica mais fácil de expulsar as pessoas e tornar seus atos menos visiveis - assim como agem os criminosos comuns,sorrateiros,no meio da madrugada....lamentável,mas instrutivo para que as pessoas saibam dos reais fatos... sem opinião
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samuel kosminsky (84) 29/11/2009 17h29
samuel kosminsky (84) 29/11/2009 17h29
gostaria de corrigir opiniao anterior, dizendo que, nao sao 2 naçoes e sim 3 (Ira, Coreia, Cuba) onde, quem pensa diferente e anti social, sendo encaminhado a hospital psiquiatrico
adoro aqueles que adoram governantes desses paises
sem opinião
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mauro guanandi (50) 28/11/2009 10h40
mauro guanandi (50) 28/11/2009 10h40
Senhor Eduardo, porque colocas tantos "rs" após cada colocação ?
O senhor acha graça nas coisas que escreve?
O senhor escreve falÇo com cedilha.
Eu não acho engraçado isto. Eu acho triste. Isto se aprende no pré-primário; aos seis anos. Porque o senhor não entra nos foruns de portugues?
O senhor acha graça nos discursos de Lula? encontra sabedoria no que ele fala?
Eu fico triste cada vez que vejo o presidente de meu país - GRAÇAS A DEUS ESTÁ ACABANDO O GOVERNO DESTA TURMA - falar alguma asneira do tipo...a ligação das torres de "energias" estão ligadas pois estão interligadas.
Isto não é engraçado nem um pouco.
Relaxa e goza quando tem apagão em aeroporto também não é nada engraçado. também não vejo graça no ministro LOBÂO falar que o assunto está encerrado; não vejo graça na peruca feia dele; Não vejo graça em ver o Sarney e o lula abraçados com o Collor.
Outro dia vi o programa "A praça é nossa". popularesco, simplório. MAS MUITO ENGRAÇADO E INOFENSIVO. Não acrescenta cultura nenhuma, MAS ELES NÃO USAM NOSSOS IMPOSTOS PARA FALAR OU FAZER ASNEIRAS.
2 opiniões
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