Mundo
29/12/2008 - 12h58

Rússia confia em política "mais realista" de Obama no Oriente Médio

Publicidade

Colaboração para a Folha Online

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, se disse hoje confiante de que "com Obama, a política americana, não só em relação ao Oriente Médio, mas no mundo em geral, seja mais realista", em entrevista ao canal de notícias russo "Vesti-24".

A declaração se segue à grande ofensiva aérea lançada por Israel contra a faixa de Gaza no sábado (27) como resposta à suposta violação --e lançamento de foguetes-- do Hamas da trégua de seis meses assinada com Israel e que acabou oficialmente no último dia 19.

De acordo com a agência de notícias Reuters, o número de mortos já chega a 298 e, segundo a agência France Presse, passa de 300. Trata-se da pior ofensiva realizada por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

O ministro russo afirmou que Washington "deve fazer um uso mais insistente e eficiente de seus recursos na região para convencer as partes a entrarem em acordo", e lembrou que o lema sob o qual Obama recebeu o apoio da maioria de eleitores durante as eleições se fundava na necessidade de mudanças.

"Ainda não sabemos quem se encarregará do Oriente Médio na nova administração. Mas, segundo algumas declarações, serão profissionais que já se ocuparam deste assunto durante a administração de Clinton", disse.

Lavrov insistiu em que "não há alternativa ao diálogo entre israelenses e palestinos" para alcançar a paz na região e negou que esteja "moribundo" o processo aberto na conferência internacional de Annapolis [a conferência sobre o Oriente Médio organizada no fim de 2007 nos EUA].

Quarteto para o Oriente Médio

O Quarteto para o Oriente Médio, composto por Estados Unidos, União Européia, Rússia e Nações Unidas, já vinha pedindo desde setembro que israelenses e palestinos fizessem todos os esforços necessários para que um acordo fosse fechado antes do fim deste ano.

Moscou, o único membro do quarteto de mediadores que não considera o Hamas uma organização terrorista, acredita que será muito importante a realização em Moscou na primeira metade de 2009 de uma conferência internacional sobre o Oriente Médio. Os seis pontos-chave das negociações de paz são a definição das fronteiras do futuro Estado palestino, o direito de retorno dos refugiados, o futuro de Jerusalém, os assentamentos dos colonos judeus na Cisjordânia, a segurança e a água.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
alexandre bakunin (113) 25/11/2009 12h07
alexandre bakunin (113) 25/11/2009 12h07
Santos Júnior (303) 24/11/2009 23h25
Caro Santos Júnior,
Primeiro gostar dizer que aprecio muito suas pautas.
Quando a Wikipédia, em que pese as imperfeições, sou fã dela.
Cite umazinha só fonte de informação que seja despolarizada. Nem digo "imparcial" por que é um conceito relativo, assim como é o conceito de "honestinade". Ninguém pode ser absolutamente honesto com relação a alguém ao algum Estado.
sem opinião
avalie fechar
" Parabéns à diplomacia brasileira, sempre em sintonia com a vontade da maioria..."
Que maioria ?!
Acorda ! Lula só está querendo parecer bem na foto, mas nem sabe aonde está se metendo.
Vaidade pessoal, só isso, nada mais !
193 empresários iranianos na comitiva de seu presidente, por ventura houve tempo para assinar algum acordo comercial ?!
Duvido !
Os políticos de brasília se deixaram influenciar por interesses nas próximas eleições, mas gostei do Exmo. Gov. de S.Paulo José Serra pela sua posição sensata publicada na Folha.
Já tem meu voto !
O que vem do berço, ninguém tira, parabens Exmo.Gov. José Serra !
sem opinião
avalie fechar
Uma pequena correção ao nosso colega Santos Junior:
Os Iranianos não árabes, apenas fazem parte da OPEP e aliás alguns países árabes nem gostam deles por serem xiitas.
sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4026)
Termos e condições
Comentários dos leitores
O Pacificador (199) 25/11/2009 17h16
O Pacificador (199) 25/11/2009 17h16
A CARTA DE OBAMA
ao lula...
Alguém acredita de verdade, que "a carta" do Obama, foi algum tipo de "sinal de amizade"?
Que o presidente americano, de alguma forma queria justificar algo ao "amigo"?
Acham?
Deve ser a turma que acredita em Papai-Noel...
Obama na verdade mandou um singelo aviso:
Não estamos gostando do que vocês estão fazendo!!!
Principalmente no caso do apoio ao ditador nuclear iraniano, nem na forçada de barra que foi dada ao esconder o Zelaia n embaixada brasileira em Honduras, quase provocando uma guerra civil.
Parabéns lula e bando de incompetentes!!!
Finalmente mostraram ao mundo quem são de verdade.
E agora receberam o 1º aviso, do tipo:
Estamos de olho em vocês...
sem opinião
avalie fechar
O apoio de Obama para a iniciativa brasileira de dialogar com o Irã é um tapa na cara da imprensa conservadora q tanto criticou a visita. sem opinião
avalie fechar
Hernani Rodrigues (30) 25/11/2009 12h33
Hernani Rodrigues (30) 25/11/2009 12h33
Acho que críticar quem quer que seja pelo que os outros dizem é no mínimo insensato. Sabemos que EUA e Israel tem interesses comum e não reconhecem, muitas vezes, seus próprios erros. Foi uma ótima iniciativa do governo brasileiro conversar com todos os lados e tirar uma decisão soberana, independentemente do que os EUA achem. Mais um ponto na brilhante política internacional do governo brasileiro. 8 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (1615)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca