Rússia confia em política "mais realista" de Obama no Oriente Médio
Colaboração para a Folha Online
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, se disse hoje confiante de que "com Obama, a política americana, não só em relação ao Oriente Médio, mas no mundo em geral, seja mais realista", em entrevista ao canal de notícias russo "Vesti-24".
A declaração se segue à grande ofensiva aérea lançada por Israel contra a faixa de Gaza no sábado (27) como resposta à suposta violação --e lançamento de foguetes-- do Hamas da trégua de seis meses assinada com Israel e que acabou oficialmente no último dia 19.
De acordo com a agência de notícias Reuters, o número de mortos já chega a 298 e, segundo a agência France Presse, passa de 300. Trata-se da pior ofensiva realizada por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.
O ministro russo afirmou que Washington "deve fazer um uso mais insistente e eficiente de seus recursos na região para convencer as partes a entrarem em acordo", e lembrou que o lema sob o qual Obama recebeu o apoio da maioria de eleitores durante as eleições se fundava na necessidade de mudanças.
"Ainda não sabemos quem se encarregará do Oriente Médio na nova administração. Mas, segundo algumas declarações, serão profissionais que já se ocuparam deste assunto durante a administração de Clinton", disse.
Lavrov insistiu em que "não há alternativa ao diálogo entre israelenses e palestinos" para alcançar a paz na região e negou que esteja "moribundo" o processo aberto na conferência internacional de Annapolis [a conferência sobre o Oriente Médio organizada no fim de 2007 nos EUA].
Quarteto para o Oriente Médio
O Quarteto para o Oriente Médio, composto por Estados Unidos, União Européia, Rússia e Nações Unidas, já vinha pedindo desde setembro que israelenses e palestinos fizessem todos os esforços necessários para que um acordo fosse fechado antes do fim deste ano.
Moscou, o único membro do quarteto de mediadores que não considera o Hamas uma organização terrorista, acredita que será muito importante a realização em Moscou na primeira metade de 2009 de uma conferência internacional sobre o Oriente Médio. Os seis pontos-chave das negociações de paz são a definição das fronteiras do futuro Estado palestino, o direito de retorno dos refugiados, o futuro de Jerusalém, os assentamentos dos colonos judeus na Cisjordânia, a segurança e a água.
Com agências internacionais
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Caro Santos Júnior,
Primeiro gostar dizer que aprecio muito suas pautas.
Quando a Wikipédia, em que pese as imperfeições, sou fã dela.
Cite umazinha só fonte de informação que seja despolarizada. Nem digo "imparcial" por que é um conceito relativo, assim como é o conceito de "honestinade". Ninguém pode ser absolutamente honesto com relação a alguém ao algum Estado.
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Que maioria ?!
Acorda ! Lula só está querendo parecer bem na foto, mas nem sabe aonde está se metendo.
Vaidade pessoal, só isso, nada mais !
193 empresários iranianos na comitiva de seu presidente, por ventura houve tempo para assinar algum acordo comercial ?!
Duvido !
Os políticos de brasília se deixaram influenciar por interesses nas próximas eleições, mas gostei do Exmo. Gov. de S.Paulo José Serra pela sua posição sensata publicada na Folha.
Já tem meu voto !
O que vem do berço, ninguém tira, parabens Exmo.Gov. José Serra !
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Os Iranianos não árabes, apenas fazem parte da OPEP e aliás alguns países árabes nem gostam deles por serem xiitas.
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