Mundo
29/12/2008 - 14h40

Governo italiano diz que ofensiva israelense é "direito de defesa"

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da Ansa, em Roma

O chanceler italiano, Franco Frattini, afirmou em conversa telefônica com a chanceler israelense, Tzipi Livni, que a Itália reconhece o "direito de defesa" exercido por Tel Aviv em sua ofensiva militar na faixa de Gaza. Os ataques aéreos israelenses, contra o movimento islâmico radical Hamas, começaram no sábado (27) e já deixaram ao menos 313 mortos.

"O governo italiano reitera a mais firme e decidida rejeição ao lançamento de mísseis Qassam por parte do Hamas, que rompeu unilateralmente a trégua", declarou neste domingo (28) o chanceler italiano em diálogo com Livni.

Israel realiza desde sábado (27) uma grande ofensiva militar contra o Hamas em locais importantes para o grupo, como a Universidade Islâmica em Gaza, considerada um reduto do Hamas, um palácio de hóspedes usado pelo governo do do movimento e uma casa próxima à do seu do líder em Gaza, Ismail Haniyeh, em um campo de refugiados.

A ofensiva, segundo Israel, é uma resposta ao lançamento de foguetes por parte do Hamas e à violação da trégua na região, que acabou oficialmente no último dia 19.

"Entendendo as motivações inerentes ao exercício do direito à defesa, a chancelaria italiana convida Israel a fazer tudo o que estiver a seu alcance para evitar posteriores trágicas perdas de vidas humanas entre a população civil inocente, que nada tem a ver com as operações e instalações terroristas do Hamas", acrescentou Frattini.

Livni respondeu que Israel "persegue objetivos mirados e circunscritos" e busca "limitar o máximo possível qualquer sofrimento para a população de Gaza".

O ministro das Relações Exteriores italiano se disse "em constante contato" com o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, com o qual analisa a postura da diplomacia italiana no conflito do Oriente Médio.

A respeito da ação italiana sobre o conflito, no papel de presidente temporário do G8 a partir de janeiro, Frattini declarou que discutirá a questão com Hillary Clinton tão logo ela assuma seu posto de secretária de Estado dos EUA, no governo do presidente eleito Barack Obama.

"Estou convencido de que o presidente Obama dará uma confirmação importante ao ocupar-se o mais breve possível da paz no Oriente Médio", acrescentou.

Amplo apoio

Outros líderes políticos ligados ao governo italiano manifestaram nesta segunda-feira seu apoio às iniciativas militares israelenses em curso contra a faixa de Gaza.

"Acredito que seria bom recordar a justa e corajosa frase pronunciada por Obama quando visitou Israel, em particular Sderot, cidade tristemente conhecida por ser freqüente alvo dos ataques terroristas do Hamas. Foi ali que Obama disse que se alguém tivesse atacado ou atacasse a casa onde dormem suas filhas, ele teria feito e faria todo o possível para impedi-lo", declarou Daniele Capezzone, porta-voz do partido Forza Italia, chefiado por Berlusconi.

No mesmo sentido se pronunciou Maurizio Gasparri, líder da coalizão governista Povo da Liberdade (PDL) no Senado. "O Hamas tem em sua constituição o objetivo de destruir Israel. Por isso segue lançando mísseis desde Gaza e, diante dessa agressão contínua dos terroristas palestinos, Israel tem o direito de defender sua vida e sua existência", declarou.

Gasparri também convidou a comunidade internacional a "não ser hipócrita defendendo os terroristas do Hamas, do Hezbollah, do Irã, que desejam o extermínio de Israel".

"Israel tem plena razão. A luta contra o terrorismo e sua derrota são a única premissa para uma paz verdadeira", acrescentou o político italiano.

Para o presidente do PDL na Câmara dos Deputados, Ítalo Bocchino, "é uma pena que para defender seu direito de existência Israel tenha que recorrer às armas, mas é evidente para qualquer um que se trata de autodefesa".

Comentários dos leitores
mauro guanandi (6) 03/07/2009 09h28
mauro guanandi (6) 03/07/2009 09h28
o SR SAID FALA IGUALZINHO A HILER. ele dizia que os judeus da alemanha faziam lobbie e destruiram aeconomia (nao foi a primeira guerra, e sim os judeus).
Falta agora dizer que os 6 milhoes de judeus mortos foram parte do LOBBY judaico para criar israel. Matar um terço da propria população. ah. hitler tambem foi parte do lobby judaico.
Os judeus queimados em forno estavam fazendo lobby. é isto. LOBISTAS!
QUE truquezinho baixo, quase que enganam....enganaram a quase todos, menos ao sr said. ele não se deixa enganar.
Fomos descobertos.
sem opinião
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Said Abou Ghaouche Netto (18) 01/07/2009 03h42
Said Abou Ghaouche Netto (18) 01/07/2009 03h42
Muitas pessoas tem uma visão jornalística do problema entre árabes e judeus em prejuizo de uma visão histórica. Quem pesquisar, do surgimento do sionismo moderno até a queda do mandato britânico saberá que os judeus usaram todas as armas. Lobbies, corrupção, chantagem, traição e terrorismo. Criaram lobbies para pressionar governos ocidentais, entre eles a Alemanha e o império Otomano (atual Turquia). Quando estes perderam a primeira guerra e o império desmoronou, a França e a Grã Bretanha tomaram e dividiram o terreno. Durante a 1ª guerra, os árabes lutavam contra os turcos e com a orientação de um certo militar inglês acabaram derrubando o último sultão. Assim a Alemanha perdeu importante aliado e também a guerra. Onde estavam os judeus? Fazendo lobbie, agora junto aos britânicos. Depois houve todo tipo de corrupção e chantagem para permitir o contrabando de armas, a compra de terras sem a devida quitação, o cerceamento às autoridades britânicas locais, o uso de terrorismo contra a população e oficiais britânicos (mataram o enviado da ONU, Conde Folke Bernadotte) e por último a traição à declaração balfour, que dizia que nada seria feito em prejuizo da população local. Mas de todos os pecados o maior foi a mentira de que existia uma terra sem povo para um povo sem terra. Eu não digo isso para condená-los, pois tenho pena das futuras gerações que herdarão a conta. O tempo e a demografia favorece os árabes e as coisas vão acabar como na África do Sul, numa hipótese otimista. 23 opiniões
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Cristiano Garcia (254) 25/06/2009 23h45
Cristiano Garcia (254) 25/06/2009 23h45
O fanatismo religioso é a maior desgraça que o século XXI herdou do passado. O obscurantismo imposto pelas religiões, apenas semeia intolerancia, ódio, dor e destruição.
Somente o humanismo pode tornar o mundo um lugar menos ruim, menos injusto.
As religiões são extremamentes perversas e egoístas em suas essencias e já estão com seu prazo de validade vencidos.
Em relação à questão palestina, a extrema direita que governa Israel, provocou um genocidio na faixa de Gaza, e anteriormente, em Beirute, que chegaram à invocar uma semelhança com o nazismo, e patrocinados com dinheiro do contribuinte americano, durante o governo Bush.
E o mundo se calou. Felizmente esse governo sanguinário foi substituido pelos democratas. Acredito que Barack Obama tem inteligencia e visão politica, e conseguirá impor à Israel, a aceitação de um estado Palestino pleno, sem restrições. Para isso basta condicionar à ajuda de bilhoes de dolares anuais do contribuinte americano, à aceitação do estado Palestino que por sua vez, deverá respeitar o direito à existencia do estado de Israel.
Acredito que a maioria dos judeus, israelitas, palestinos, arabes, muçulmanos, o senso comum da humanidade, é favoravel à paz, ao respeito e ao entendimento mútuos. Apenas uma minoria de pessoas com interesses escusos, é favorável à manutenção do caos. Não apenas os senhores da guerra, mas também os que se julgam chamados por seus deuses.
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