Mundo
29/12/2008 - 15h08

Advogado de Blagojevich planeja submeter relatório de Obama à comissão parlamentar

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Colaboração para a Folha Online

O advogado encarregado da defesa do governador do Estado americano de Illinois, Rod Blagojevich, disse planejar submeter um relatório interno do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, ao comitê parlamentar que analisa o impeachment do político.

Entenda o escândalo de corrupção

Na semana passada, o presidente eleito, que afirma que nem ele nem ninguém de seu entorno manteve contatos indevidos com Blagojevich, assegurou que o relatório demonstra que não houve conversas inapropriadas entre os dois escritórios.

Jeff Haynes/Reuters
Rod Blagojevich, governador do Estado americano de Illinois, acusado de negociar a vaga que era de Obama no Senado
Rod Blagojevich, governador do Estado americano de Illinois, acusado de negociar a vaga que era de Obama no Senado

Segundo o advogado Ed Genson, o relatório irá apoiar as alegações do governador de que não fez nada errado em relação ao preenchimento da vaga que era de Obama no Senado.

A parlamentar Barbara Flynn Currie, presidente do comitê, disse neste domingo que o pedido de Genson para submeter o relatório será provavelmente aceito. Ela expressou ceticismo, no entanto, de que o documento prove a inocência do governador. A próxima reunião do comitê está agendada para esta segunda-feira.

Testemunhas não serão ouvidas

A estratégia de Genson vem após o comitê negar seu pedido para que o futuro chefe-de-gabinete de Obama, Rahm Emanuel, e Valerie Jarrett, que será assessora especial da Casa Branca, testemunhassem. Segundo o advogado, os depoimentos ajudariam a embasar as alegações de inocência de Blagojevich.

"Já que não posso chamar ninguém para testemunhar, essa é minha segunda melhor opção", disse Genson.

O painel rejeitou a convocação de testemunha a pedido do promotor americano Patrick Fitzgerald, que afirmou que os testemunhos interfeririam em suas investigações.

Blagojevich foi preso em 9 de dezembro acusado de negociar a vaga que era de Obama no Senado. Ele chegou a ser preso mas foi solto no mesmo dia mediante o pagamento de fiança. O governador declara-se inocente e diz que contestará as acusações.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
E lula responde á Carta do Obama...
Deve ter começado mais ou menos assim:
"Pô Obama, você não disse que eu era "o cara"? Então, eu acreditei, achei que era pra valer..."
A cumparenhada finalmente começa a acordar para a realidade, para o que eles são na verdade, ou seja nada, um zerão redondão á esquerda (que por coincidência, é o lado favorito deles...).
Lula agora, o ator enganador, se tornou o personagem principal daquele filme:
"O Rato que Ruge..."
Responder para Obama? Ele?
Só se for...
Sim senhor!
sem opinião
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Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Até quando os americanos podem matar e não serem responsáveis pelos crimes que cometem contra civilizações iraquiana, afegãs, entre outras.? 3 opiniões
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Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Os EUA influencia, ainda que sutilmente, decisões internacionais. Lula, no meu ponto de vista, fez certo em receber Ahmadinejad a fim de estabelecer, além de esclarecer sua posição em relação ao enriquecimento de urânio do Irã. Afirmando que apoia desde que seja para fins pacíficos, em outras palavras; desde que voces nao façam uma bomba atómica. O que prova ser contraditório, pois uma região como o Irã com tantos conflitos e uma notável instabilidade, pode intencionalmente criar armas nucleares a fim de se "precaverem". Lula reafirmou sua posiçao de nem lá nem cá. Concorda com o Irã, mas sem entrar em divergencia com os EUA. sem opinião
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