Protestos contra ataques a Gaza tomam ruas na Europa, Argentina e Egito
da Folha Online
Os ataques israelenses na faixa de Gaza levaram a manifestações em vários países nesta segunda-feira. Além de protestos no mundo árabe, manifestações contra os bombardeios israelenses que mataram ao menos 327 palestinos desde sábado (27) foram realizadas nas ruas de vários países europeus e na Argentina.
| Yiorgos Karahalis/Reuters |
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| Manifestantes queimam bandeira de Israel em frente à embaixada israelense, em Atenas |
Os ataques começaram após o fim de um acordo de cessar-fogo de seis meses entre Israel e o grupo radical Hamas, que domina Gaza. Um lado acusa o outro de não ter cumprido os termos da trégua e de inviabilizar um novo cessar-fogo.
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Aos gritos de "parem os massacres em Gaza" ou "Israel assassino, Sarkozy cúmplice", mais de 3.000 pessoas se manifestaram na França contra os ataques. Houve protestos em Paris, Montpellier (sul), Toulouse (sudoeste), Marselha (sudeste), Lyon (centro-leste) e Nancy (leste), respondendo a apelos de organizações pró-palestinas, de partidos de esquerda e de sindicatos.
Os participantes do "Coletivo nacional para uma Paz Justa e Durável entre Palestinos e Israelenses", também fizeram um apelo para manifestação terça-feira em Paris, em direção ao Quai d'Orsay, sede do ministério francês das Relações Exteriores.
Em Londres, 500 pessoas se reuniram perto da embaixada de Israel. Houve confrontos com a polícia, mas com menor intensidade que o da véspera, quando 10 pessoas haviam sido detidas no mesmo local.
Em Genebra, cerca de mil pessoas foram às ruas, segundo a polícia. "Somos todos palestinos", diziam os participantes, que levavam numerosas bandeiras palestinas e, alguns, as do Hezbollah.
Em Atenas, foram queimadas bandeiras israelenses e americanas durante um ato que reuniu 300 pessoas diante da embaixada de Israel.
A tropa de choque lançou granadas de gás lacrimogêneo para impedir a aproximação da embaixada. Alguns manifestantes atiraram sapatos em fotos do presidente americano George Bush. Mil pessoas se reuniram, também, diante do consulado dos Estados Unidos em Salônica, no norte do país.
Em Estocolmo, cerca de 500 pessoas, segundo a polícia, 1.000 segundo os organizadores, em maioria muçulmanos, desfilaram com cartazes e faixas até a embaixada israelense aos gritos de "Israel assassino", "Fechem a embaixada" e "Gaza, solidariedade".
Uma bandeira com as cores de Israel, na qual uma estrela de Davi foi substituída por uma suástica --o símbolo dos nazistas--, foi queimada.
Outras manifestações aconteceram em Göteborg, sudoeste da Suécia, e em várias cidades da Noruega e da Finlândia.
Em Helsinque, 150 pessoas foram para as ruas diante da embaixada israelense, o mesmo acontecendo em Varsóvia.
Um dos maiores protestos, no entanto, foi realizado na capital do Líbano, Beirute. A manifestação, organizada pelo grupo xiita Hezbollah, reuniu dezenas de milhares de pessoas.
O líder do Hezbollah libanês, Hassan Nasrallah, afirmou nesta segunda-feira que apóia o apelo feito por dirigentes do movimento islamita Hamas aos palestinos para uma terceira intifada (revolta) contra Israel.
"Somo minha voz à dos dirigentes palestinos que pedem uma terceira intifada", afirmou o líder xiita em discurso divulgado num telão para milhares de pessoas reunidas, atendendo a um apelo do Hezbollah, na periferia sul de Beirute, em apoio a Gaza.
Sábado, o líder do Hamas no exílio, Khaled Mechaal, havia pedido aos palestinos desencadear uma nova intifada --revolta popular--, assim como retomar os atentados suicidas.
Argentina
Grupos de esquerda e organizações de piqueteiros também repudiaram nesta segunda-feira a ofensiva militar que Israel lançou na faixa de Gaza durante uma manifestação frente à embaixada de Israel em Buenos Aires.
"(Na faixa de Gaza) a opressão cai sobre as casas de maneira arrasadora. Hoje está sendo bombardeada de maneira selvagem", advertiu um comunicado lido durante o protesto na capital argentina.
Os militantes de esquerda acusam Israel de ser "um regime racista e assassino", que classificam como responsável pela violência em Gaza.
Os manifestantes também acusaram "as grandes potências do mundo" por este "massacre étnico".
Eles não fizeram nenhuma condenação ao movimento islâmico Hamas que anteriormente quebrara o cessar-fogo, lançando dezenas de foguetes contra Israel, que retaliou.
"A morte e a miséria não terminam nunca nesta faixa litorânea. Suas famílias estão cercadas por um muro de exclusão", indicou o comunicado lido no protesto.
O cerco a Gaza acontece desde junho de 2007, quando o Hamas tomou à força a faixa da Autoridade Nacional Palestina (ANP), que tinha seu comando legal.
Egito
Cerca de 4 mil egípcios, em sua maioria membros do grupo ilegal Irmandade Muçulmana, manifestaram-se nesta segunda-feira na capital Cairo, em protesto pela operação israelense contra o Hamas na faixa de Gaza, disseram fontes policiais.
Os manifestantes se reuniram diante da sede do Sindicato de Jornalistas, no coração da capital, onde centenas de policiais se posicionaram ao seu redor.
Os participantes da manifestação pediram ao governo egípcio que expulse o embaixador israelense de seu território e que retire o egípcio de Tel Aviv.
Além disso, pediram que o Egito corte todo tipo de relações com Israel.
"Abre a porta para a Jihad (Guerra Santa)", "Vamos aos milhões a Gaza" e "Responda, responda Hamas" - embora o grupo islamita palestino tenha iniciado as agressões, lançando foguetes contra o sul de Israel -, eram alguns slogans que cantaram os manifestantes.
Algumas crianças e mulheres também participaram da manifestação, convocada pela Irmandade Muçulmana, principal força opositora no Egito.




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Logo agora que eu estava tentando destruir, como fazemos todos os agentes do Mossad que querem dominar o mundo, toda a correspondencia eletronica favoravel aos palestinos!!
alem disso eu bombardeei o Zelaya com raios cósmicos de micro-ondas! vejam que ele saiu por livre vontade da embaixada, influenciado por potentes raios gama! e saiu sem chapéu!! agora que os hackers do mundo me descobriram, terei que mudar de computador!!!
Senhor Perrone, esta batalha voce venceu, mas eu voltarei. MAIS FORTE DO QUE NUNCA!
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