Mundo
29/12/2008 - 23h11

Protestos contra ataques a Gaza tomam ruas na Europa, Argentina e Egito

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da Folha Online

Os ataques israelenses na faixa de Gaza levaram a manifestações em vários países nesta segunda-feira. Além de protestos no mundo árabe, manifestações contra os bombardeios israelenses que mataram ao menos 327 palestinos desde sábado (27) foram realizadas nas ruas de vários países europeus e na Argentina.

Yiorgos Karahalis/Reuters
Manifestantes queimam bandeira de Israel em frente à embaixada israelense, em Atenas
Manifestantes queimam bandeira de Israel em frente à embaixada israelense, em Atenas

Os ataques começaram após o fim de um acordo de cessar-fogo de seis meses entre Israel e o grupo radical Hamas, que domina Gaza. Um lado acusa o outro de não ter cumprido os termos da trégua e de inviabilizar um novo cessar-fogo.

Leia a cobertura completa dos ataques à faixa de Gaza
Entenda a disputa pela terra entre palestinos e israelenses

Aos gritos de "parem os massacres em Gaza" ou "Israel assassino, Sarkozy cúmplice", mais de 3.000 pessoas se manifestaram na França contra os ataques. Houve protestos em Paris, Montpellier (sul), Toulouse (sudoeste), Marselha (sudeste), Lyon (centro-leste) e Nancy (leste), respondendo a apelos de organizações pró-palestinas, de partidos de esquerda e de sindicatos.

Os participantes do "Coletivo nacional para uma Paz Justa e Durável entre Palestinos e Israelenses", também fizeram um apelo para manifestação terça-feira em Paris, em direção ao Quai d'Orsay, sede do ministério francês das Relações Exteriores.

Em Londres, 500 pessoas se reuniram perto da embaixada de Israel. Houve confrontos com a polícia, mas com menor intensidade que o da véspera, quando 10 pessoas haviam sido detidas no mesmo local.

Em Genebra, cerca de mil pessoas foram às ruas, segundo a polícia. "Somos todos palestinos", diziam os participantes, que levavam numerosas bandeiras palestinas e, alguns, as do Hezbollah.

Em Atenas, foram queimadas bandeiras israelenses e americanas durante um ato que reuniu 300 pessoas diante da embaixada de Israel.

A tropa de choque lançou granadas de gás lacrimogêneo para impedir a aproximação da embaixada. Alguns manifestantes atiraram sapatos em fotos do presidente americano George Bush. Mil pessoas se reuniram, também, diante do consulado dos Estados Unidos em Salônica, no norte do país.

Em Estocolmo, cerca de 500 pessoas, segundo a polícia, 1.000 segundo os organizadores, em maioria muçulmanos, desfilaram com cartazes e faixas até a embaixada israelense aos gritos de "Israel assassino", "Fechem a embaixada" e "Gaza, solidariedade".

Uma bandeira com as cores de Israel, na qual uma estrela de Davi foi substituída por uma suástica --o símbolo dos nazistas--, foi queimada.

Outras manifestações aconteceram em Göteborg, sudoeste da Suécia, e em várias cidades da Noruega e da Finlândia.

Em Helsinque, 150 pessoas foram para as ruas diante da embaixada israelense, o mesmo acontecendo em Varsóvia.

Um dos maiores protestos, no entanto, foi realizado na capital do Líbano, Beirute. A manifestação, organizada pelo grupo xiita Hezbollah, reuniu dezenas de milhares de pessoas.

O líder do Hezbollah libanês, Hassan Nasrallah, afirmou nesta segunda-feira que apóia o apelo feito por dirigentes do movimento islamita Hamas aos palestinos para uma terceira intifada (revolta) contra Israel.

"Somo minha voz à dos dirigentes palestinos que pedem uma terceira intifada", afirmou o líder xiita em discurso divulgado num telão para milhares de pessoas reunidas, atendendo a um apelo do Hezbollah, na periferia sul de Beirute, em apoio a Gaza.

Sábado, o líder do Hamas no exílio, Khaled Mechaal, havia pedido aos palestinos desencadear uma nova intifada --revolta popular--, assim como retomar os atentados suicidas.

Argentina

Grupos de esquerda e organizações de piqueteiros também repudiaram nesta segunda-feira a ofensiva militar que Israel lançou na faixa de Gaza durante uma manifestação frente à embaixada de Israel em Buenos Aires.

"(Na faixa de Gaza) a opressão cai sobre as casas de maneira arrasadora. Hoje está sendo bombardeada de maneira selvagem", advertiu um comunicado lido durante o protesto na capital argentina.

Os militantes de esquerda acusam Israel de ser "um regime racista e assassino", que classificam como responsável pela violência em Gaza.

Os manifestantes também acusaram "as grandes potências do mundo" por este "massacre étnico".

Eles não fizeram nenhuma condenação ao movimento islâmico Hamas que anteriormente quebrara o cessar-fogo, lançando dezenas de foguetes contra Israel, que retaliou.

"A morte e a miséria não terminam nunca nesta faixa litorânea. Suas famílias estão cercadas por um muro de exclusão", indicou o comunicado lido no protesto.

O cerco a Gaza acontece desde junho de 2007, quando o Hamas tomou à força a faixa da Autoridade Nacional Palestina (ANP), que tinha seu comando legal.

Egito

Cerca de 4 mil egípcios, em sua maioria membros do grupo ilegal Irmandade Muçulmana, manifestaram-se nesta segunda-feira na capital Cairo, em protesto pela operação israelense contra o Hamas na faixa de Gaza, disseram fontes policiais.

Os manifestantes se reuniram diante da sede do Sindicato de Jornalistas, no coração da capital, onde centenas de policiais se posicionaram ao seu redor.

Os participantes da manifestação pediram ao governo egípcio que expulse o embaixador israelense de seu território e que retire o egípcio de Tel Aviv.

Além disso, pediram que o Egito corte todo tipo de relações com Israel.

"Abre a porta para a Jihad (Guerra Santa)", "Vamos aos milhões a Gaza" e "Responda, responda Hamas" - embora o grupo islamita palestino tenha iniciado as agressões, lançando foguetes contra o sul de Israel -, eram alguns slogans que cantaram os manifestantes.

Algumas crianças e mulheres também participaram da manifestação, convocada pela Irmandade Muçulmana, principal força opositora no Egito.

Comentários dos leitores
J. R. (1269) 02/02/2010 14h02
J. R. (1269) 02/02/2010 14h02
Ricardo Perrone ( ) 31/01/2010 23h26 Vc tem razão, mas estão legalmente instalados no escritorio da CIA em São Paulo, com autorização da justiça paulista. A alguns anos um militar libanês de passagem por São Paulo foi seguido e assassinado num posto de gasolina, obviamente ninguém viu e nem sabia de nada. Se ele não fosse ligado à Siria (ainda estavam as tropas por lá) não se poderia dizer que foi a moçada. Esse negócio do governo brasileiro fazer vista grossa ao serviço militar para moleques servirem em Israel tem que acabar. Não dá para ficarem em cima do muro, ou vão para um lado ou vão para o outro. Incrível é que fazem como os batistas, alegando drama de consciência religiosa, para irem matar grávidas na Palestina (kill 2). Lamentável. sem opinião
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mauro halpern (120) 01/02/2010 22h36
mauro halpern (120) 01/02/2010 22h36
puxa, o sr Ricardo Perrone me descobriu.
Logo agora que eu estava tentando destruir, como fazemos todos os agentes do Mossad que querem dominar o mundo, toda a correspondencia eletronica favoravel aos palestinos!!
alem disso eu bombardeei o Zelaya com raios cósmicos de micro-ondas! vejam que ele saiu por livre vontade da embaixada, influenciado por potentes raios gama! e saiu sem chapéu!! agora que os hackers do mundo me descobriram, terei que mudar de computador!!!
Senhor Perrone, esta batalha voce venceu, mas eu voltarei. MAIS FORTE DO QUE NUNCA!
sem opinião
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hugo chavez (310) 01/02/2010 19h59
hugo chavez (310) 01/02/2010 19h59
O rabino Yitzhak Shapira, que foi detido para interrogatório pelo Shin Bet (agência sionista de segurança) por sua suposta implicação com o incêndio da mesquita em Yasuf, em Nablus, na Cisjordânia ocupada, é responsável pela escola Yeshiva "Od Yosef Chai" em Yitzhar, e é um discípulo do rabino Yitzhak Ginsberg .Gisnberg é considerado por acadêmicos do judaísmo moderno como um importante e original pensador da área do hassidut e da cabala e, além disso, ele é bem conhecido pelas suas visões extremadas diante das "diferenças fundamentais" entre judeus e não-judeus (goys), as quais tem um toque sensível de racismo. No prefácio do livro Torat Hamelech de autoria de Shapira e do rabino Yosef Elitzur, Ginsberg aponta para a necessidade de apontar as tais "diferenças fundamentais" entre judeus e goys "numa época onde nós somos obrigados a conquistar "a terra de israel", (a Palestina) de nossos inimigos, portanto, nós podemos agir "de acordo com as necessidades", dentro do espírito da Tora e então podemos fortalecer o espírito da nação e de nossos soldados." O livro menciona o assassinato de goys na guerra e inclui a seguinte passagem: - Há uma razão para matar bebês (do inimigo), mesmo se eles não violarem as 7 leis de Noé, por causa do futuro perigo que eles possam representar, quando eles irão crescer para tornar-se diabos como seus pais A hedionda e inimaginável atitude de pregar o assassinato de bebês de colo ou gestantes, só pode sair de mentes doentias, mas, já inspirou até camisetas para o exército sionista com a estampa de uma palestina grávida onde se lia "um tiro, duas mortes". Para que esta idéia de punição antecipada possa ser aplicada, é necessário preparar a grande massa, retirando-lhe qualquer vontade à resistência e para tal se conta com a lavagem cerebral diária da "grande mídia", de Holowood e outros que trabalham alinhados com a Nova Ordem Mundial Sionista e seu fundamentalismo religioso. 1 opinião
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