Ofensiva em Gaza está apenas na primeira fase, diz premiê israelense
da Folha Online
A grande ofensiva aérea israelense na faixa de Gaza, que já deixou ao menos 340 mortos, está apenas na primeira fase, entre várias já decididas, afirmou nesta terça-feira o premiê israelense, Ehud Olmert. A declaração amplia o temor de um iminente ataque terrestre das forças israelenses na região, em meio a novos bombardeios aéreos no quarto dia consecutivo da ofensiva.
"As operações aéreas e marítimas do Exército israelense constituem a primeira fase entre várias já aprovadas pelo gabinete de segurança", disse Olmert durante uma reunião com o presidente, Shimon Peres.
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| Ariel Schalit/AP |
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| Fumaça pode ser vista após novos bombardeios de Israel na faixa de Gaza; ofensiva entra hoje no seu quarto dia consecutivo |
A porta-voz militar israelense, Avital Leibovitz, já havia afirmado à imprensa que as forças terrestres estão prontas para atuar, embora não tenha definido uma data.
Já o vice-ministro da Defesa, Matan Vilnai, declarou que Israel está pronto "para semanas de combate".
Desde sábado (27), Israel lança bombardeios aéreos contra ao menos 16 pontos da faixa de Gaza em uma grande ofensiva contra o movimento radical islâmico Hamas. Os bombardeios já causaram mais de 340 mortes e deixaram ao menos 1.400 feridos.
Segundo Israel, a ofensiva é uma resposta à suposta violação --e lançamento de foguetes-- do Hamas da trégua de seis meses assinada com Israel e que acabou oficialmente no último dia 19. Trata-se da pior ofensiva realizada por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Quarto dia
| Tara Todras-Whitehill/AP |
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| Ehud Olmert diz que ofensiva está apenas na primeira fase |
Nas primeiras horas desta terça-feira, forças aéreas e navais israelenses atacaram vários alvos em Gaza, entre eles edifícios do governo da Faixa, um campo de treinamento do movimento Hamas, um veículo carregado de mísseis, plataformas de lançamento de foguetes e uma fábrica de armas, informou um porta-voz militar.
Os alvos incluem ainda uma base naval ao oeste da faixa, instalações das milícias armadas palestinas ao leste de Al-Zeitun, em Gaza, além da casa de um dos líderes das Brigadas Al-Qassam, segundo informa a imprensa palestina.
Na cidade de Gaza, aviões israelenses não cessaram bombardeios durante toda a noite e grande parte da população sofre cortes de eletricidade e escassez de alimentos.
Desde a noite desta segunda-feira (29), o Exército israelense atacou 30 alvos, indicou o porta-voz, que disse ainda que nesse período as milícias palestinas lançaram cerca de 80 foguetes e bombas que causaram duas mortos e deixaram vários civis e militares feridos.
Vítimas
| Ibraheem Abu Mustafa/Reuters |
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| Palestinos observam casas destruídas pelos bombardeios israelenses que estão no 4º dia |
No início da noite, uma mulher de 39 anos morreu ao ser atingida por um foguete Katyusha enquanto esperava o ônibus na localidade de Ashdod, situada a 37 quilômetros da faixa de Gaza.
Também nesta noite morreu um sargento israelense de 38 anos e outros cinco soldados ficaram feridos devido ao impacto de um foguete Qassam, lançado pelos militantes palestinos contra uma base militar próxima à faixa de Gaza.
Duas irmãs palestinas de 4 e 11 anos também morreram nesta terça-feira em um bombardeio israelense na região, informaram fontes médicas palestinas. Lama e Haya Hamdan morreram quando um carro puxado por uma mula foi atingido em um ataque em Beit Hanun, norte da faixa de Gaza.
Segundo a rede de televisão do Hamas, Al-Aqsa TV, vários civis foram mortos quando um míssil explodiu na casa do dirigente das Brigadas Al-Qassam, Aiman Siyam, no norte de Gaza.
Segundo o último relatório da ONU (Organização das Nações Unidas), ao menos 62 civis estão entre as vítimas da ofensiva. Nos hospitais de Gaza a situação é cada vez mais caótica e faltam remédios, camas, sangue para transfusões e locais próprios para conservar os corpos até que sejam levados por parentes.
Ataque terrestre
No quarto dia da ofensiva do país, o vice-ministro israelense da Defesa, Matan Vilnai, afirmou que Israel está disposto a lutar durante semanas contra o movimento radical palestino Hamas.
"Estamos preparados para um conflito prolongado e para semanas de combate", declarou à rádio pública israelense. "O Hamas ainda dispõe de centenas de foguetes, mas perde força a cada dia. Queremos fazer uma mudança radical na situação de segurança no sul de Israel", afirmou.
Os disparos de foguetes palestinos a partir da faixa de Gaza contra o sul de Israel mataram quatro israelenses desde sábado (27), início da ofensiva aérea de Israel contra o Hamas neste território palestino.
Com agências internacionais
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