Em meio a conflitos, vencedora de eleição em Bangladesh diz querer cooperar com oposição
da Efe, em Daca
A grande vencedora das eleições de segunda-feira (29) em Bangladesh, Sheikh Hasina, transmitiu nesta terça-feira à ONU e a outras missões de observadores sua intenção de cooperar com a opositora Khaleda Zia pelo fortalecimento da democracia no país, informou um porta-voz.
Hasina, cujo partido obteve uma vitória histórica que lhe dará mais de dois terços de cadeiras no Parlamento, recebeu nesta terça-feira em sua residência o painel da ONU liderado por Francesc Vendrell e observadores de outras missões como a da Commonwealth, a comunidade de ex-colônias britânicas.
Segundo H.T. Imame, co-presidente do comitê eleitoral da Liga Awami de Hasina, os chefes das missões ficaram em comunicar as "boas intenções" da vencedora à oposição, informou a agência "UNB".
Hasina não compareceu nesta terça-feira em público após a vitória eleitoral, como também não fez a derrotada Khaleda Zia, líder do Partido Nacionalista de Bangladesh (BNP).
A vencedora tinha previsto falar com a imprensa às 13h locais (5h de Brasília), mas a reunião foi cancelada por motivos de segurança devido à enorme afluência de repórteres e militantes ao local da entrevista, o Clube de Imprensa de Daca.
O partido anunciou que a primeira aparição pública de Hasina será na quarta-feira.
Zia também não apareceu em público, após uma derrota que deixa a seu bloco praticamente encurralado no Parlamento, onde obteve somente 30 cadeiras contra 261 da aliança liderada por Hasina.
As missões diplomáticas e de observação do pleito anunciaram sua inquietação de que a perdedora não aceite os resultados ou a vencedora os tome como a revanche, suscitando novos surtos de violência nas ruas, como já aconteceu no passado entre seguidores da Awami e o BNP.
Segundo a "UNB", três pessoas --dois seguidores do BNP e um da Awami-- morreram nesta terça-feira e 34 ficaram feridas em episódios de violência pós-eleitoral em diferentes partes do país.
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