Mundo
30/12/2008 - 18h59

Governador escolhe sucessor de Obama no Senado, mas indicação pode não ser aceita

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da Folha Online

O governador de Illinois, Rod Blagojevich, acusado de tentar vender a cadeira no Senado do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, indicou nesta terça-feira Roland Burris, ex-procurador-geral do Estado, para a vaga.

"Nomeio Roland Burris o próximo senador dos Estados Unidos por Illinois", disse Blagojevich em entrevista coletiva.

O governador descreveu Burris como um homem de "integridade inquestionável e de longa experiência".

"Não deixem que as acusações contra mim manchem este homem bom e honesto", disse Blagojevich na entrevista. O governador foi preso no último dia 9 de dezembro pelo FBI (a polícia federal americana) sob acusação de pedir dinheiro e indicações para cargos públicos para ele e sua mulher em troca da indicação para o Senado. Ele alega inocência e diz que não irá deixar o cargo, apesar da pressão por sua renúncia e de um processo de impeachment aberto contra ele.

Burris, de 71 anos, foi o primeiro afro-americano a ser eleito para um cargo público em Illinois. Isso aconteceu em 1979, quando foi escolhido para ser tesoureiro do Estado, posto que ocupou até 1991.

Ao falar com a imprensa, Burris, que foi procurador-geral de Illinois entre 1991 e 1995, prometeu defender "a integridade" da cadeira de senador.

Além disso, declarou que não tem "qualquer relação" com o caso de corrupção no qual Blagojevich está envolvido.

O anúncio como Burris como senador pode ser um gesto vazio. O secretário de Estado de Illinois, Jesse White, de quem depende a ratificação da nomeação feita por Blagojevich, disse que não irá referendar a escolha. Líderes do Senado também reiteraram que não aceitam alguém nomeado por Blagojevich.

Em uma declaração feita na terça-feira, Senadores democratas disseram que o governador não deveria fazer a indicação, porque seria injusto com Burris, injusto com o povo de Illinois e, em última instância, não seria aceita.

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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