Chega a 13 número de bebês mortos por desnutrição na Argentina
da France Presse, em Buenos AiresA fome matou mais dois bebês em Tucumán, elevando para 13 os casos de morte por desnutrição nesta província do norte da Argentina, revelaram hoje fontes médicas.
O diretor do hospital de Crianças de Tucumán, Lorenzo Marcos, disse que a morte da pequena Cecilia Dulce, que apresentava sério quadro de infecção generalizada e deficiências respiratórias, aconteceu hoje numa clínica particular.
Jennifer Díaz morreu ontem por causa de um quadro de desidratação grave, complicado por desnutrição de grau dois.
O escândalo das mortes por desnutrição motivou o governo argentino a lançar uma "Operação Resgate" para aliviar a fome, que teve início em Tucumán e foi liderado pela primeira-dama Hilda "Chiche".
Depois de passar 36 horas em Tucumán, a mulher do presidente Eduardo Duhalde foi substituída pela ministra do Desenvolvimento Social, Nélida Doga, para continuar a operação, que pretende rastrear os casos de desnutrição em todo o território.
Embora não haja números oficiais sobre a desnutrição infantil, a ONG (organização não-governamental) Rede Solidária calcula em 162 mil as vítimas do mal que afeta todas as províncias do norte e nordeste do país.
Na Argentina, morrem por dia 27 crianças menores de cinco anos por desnutrição, segundo pesquisa de várias ONGs, entre elas a Sociedade de Pediatria, o Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS) e a Comissão Pró-Cátedra de Saúde e Direitos Humanos da Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires.
Segundo dados oficiais de 2001, a mortalidade infantil era de 16,3 a cada mil nascimentos. O índice cresceu no ano passado em relação a 2000 em nove dos 24 distritos argentinos. Formosa foi o mais atingido, passando de 23 a cada mil nascimentos para 28.
Tucumán passou de 22,4 a cada mil em 2000 para 24,5 no ano passado.


