Mundo
31/12/2008 - 12h46

Israel diz que ofensiva continuará "até todos os objetivos serem alcançados"

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da Folha Online

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse nesta quarta-feira que a ofensiva militar na faixa de Gaza continuará "até que todos os objetivos sejam alcançados" e rejeitou novamente a pressão internacional por um cessar-fogo nos bombardeios que já deixaram 380 mortos e cerca de 1.700 feridos.

"Nós não começamos a operação em Gaza para encerrar com os foguetes ainda sendo lançados como antes. Israel se conteve por anos e deu muitas chances de trégua", disse Olmert, após reunião com funcionários da Defesa israelense.

Olmert disse ainda que sabia, antes de iniciar a ofensiva no sábado (27), o preço dos bombardeios às pessoas que vivem na região, "mas Hamas quebrou a calma".

A ofensiva militar israelense está no seu quinto dia consecutivo com ao menos 35 bombardeios somente nesta quarta-feira. Segundo Israel, a ofensiva é uma resposta à violação --e lançamento de foguetes-- do movimento islâmico radical Hamas da trégua de seis meses assinada com Israel e que acabou oficialmente no último dia 19. Trata-se da pior ofensiva realizada por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Segundo o gabinete de segurança, que incluiu além do primeiro-ministro, o ministro de Defesa, Ehud Barak, e a ministra de Relações Exteriores, Tzipi Livni, o plano da ofensiva seguirá seu curso estabelecido --que, segundo Olmert afirmou nesta terça-feira (30), está apenas na primeira de muitas fases.

Um assessor de Olmert afirmou nesta terça-feira (30) que não existe "cessar-fogo humanitário". "Gaza não está passando por uma crise humanitária. Nós estamos constantemente fornecendo comida e medicamentos e não há necessidade de cessar-fogo humanitário", disse.

Compensação

Embora tenha recusado a idéia de uma trégua --acordo que o Hamas diz que só aceitará se Israel derrubar o bloqueio à região--, o governo de Tel Aviv abriu um caminho, o Kerem Shalom, para a passagem de 106 caminhões de ajuda humanitária estrangeira à Gaza.

Cerca de cem caminhões trazendo alimentos e suprimentos médicos entraram em Gaza nesta terça-feira (30), um fluxo que a ONU (Organização das Nações Unidas) diz ser insuficiente para auxiliar os cerca de 1,5 milhões de palestinos que vivem na região.

Os donativos foram concedidos pela Turquia e Jordânia, além de organizações internacionais. Cinco ambulâncias também puderam entrar na região. Nesta quarta-feira, o Reino Unido afirmou que doará US$ 10 milhões aos palestinos em Gaza.

Israel prometeu à Cruz Vermelha e a ONU que vai ajudar na transferência de ajuda humanitária necessária, uma medida de compensação diante da pressão internacional por uma trégua nos bombardeios.

 

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