Chanceler israelense vai a Paris para tentar explicar rejeição à trégua em Gaza
da France Presse
A chanceler israelense, Tzipi Livni, chegou nesta quinta-feira em Paris, França, onde se reunirá com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, no sexto dia consecutivo da grande ofensiva militar israelense contra o movimento islâmico radical Hamas, na faixa de Gaza, que já deixou 400 mortos e 1.700 feridos.
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Livni falará com o presidente francês no Palácio do Elysées às 16h (13h, no horário de Brasília). Ela tinha previsto almoçar primeiro com o chanceler francês, Bernard Kouchner, segundo a embaixada israelense.
| Charles Platiau/Reuters |
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| Tzipi Livni se encontra com o chanceler francês, Kouchner |
Na reunião, ela tentará explicar porque Israel recusou a proposta da União Europeia (UE) por um cessar-fogo, nesta quarta-feira.
A proposta da UE foi feita após uma reunião dos ministros de Relações Exteriores dos países do bloco, em Paris, na terça-feira (30). O grupo pediu, em comunicado, que Israel e Hamas aceitassem a trégua como "uma ação humanitária imediata", destinada a preservar a população de Gaza e a reabertura das passagens entre o território, Egito e Israel.
Tel Aviv argumenta que só encerrará a ofensiva se a trégua incluir garantias de que o Hamas encerrará o lançamento de foguetes contra seu território.
Um porta-voz do Hamas anunciou nesta quinta-feira que aceita a trégua, desde que ela inclua a derrubada do bloqueio israelense à região, medida tomada pelo governo na tentativa de enfraquecer o controle do movimento em Gaza.
O porta-voz do Hamas afirmou ainda que o terminal de Rafah, entre a faixa de Gaza e o Egito, deve funcionar "sem voltar ao acordo de 2005", que estabelece como exigência a presença de observadores europeus, representantes da Autoridade Nacional Palestina (ANP), presidida por Mamhoud Abbas, e uma vigilância por câmeras de Israel.
Desde sábado (27), Israel comanda uma operação militar na faixa de Gaza com bombardeios que atingiram diversos pontos vinculados ao Hamas, como ministérios, casas de ativistas, delegacias, mesquitas, a sede de uma ONG e edifícios da Universidade Islâmica.
Segundo Israel, a ofensiva é uma resposta à violação --e lançamento de foguetes-- do Hamas da trégua de seis meses assinada com Israel e que acabou oficialmente no último dia 19. Trata-se da pior ofensiva realizada por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.
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