Israel diz temer legitimar Hamas se aceitar trégua
colaboração para a Folha Online
A ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, reiterou em encontro nesta quinta-feira com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, a rejeição do governo de seu país à proposta da União Europeia para um cessar-fogo após os seis dias de combates na faixa de Gaza.
Segundo o jornal israelense "Haaretz", Livni disse ao ministro das Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, que não se deve conceder ao grupo fundamentalista Hamas a oportunidade de ganhar qualquer tipo de legitimidade com a renovação de uma trégua. Ela acrescentou que, sob a atual ofensiva, o Hamas entende que os israelenses não irão tolerar ataques de foguetes sem responder.
Livni também disse que não há necessidade de trégua porque "não há crise humanitária na faixa [de Gaza]". Ela afirma que Israel tem fornecido ampla ajuda humanitária à região.
| Charles Platiau/Reuters |
![]() |
| Tzipi Livni se encontra com o chanceler francês, Bernard Kouchner |
Desde sábado (27), Israel comanda uma operação militar na faixa de Gaza. Segundo Israel, a ofensiva é uma resposta à violação do grupo radical islâmico Hamas da trégua de seis meses assinada com Israel e que acabou oficialmente no último dia 19, quando iniciaram ataques com foguetes ao território israelense. Trata-se da pior ofensiva realizada por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Entenda a disputa pela terra entre palestinos e israelenses
Comente a violência em Gaza
Leia a cobertura completa dos ataques à faixa de Gaza
A proposta da UE foi feita após uma reunião dos ministros de Relações Exteriores dos países do bloco, em Paris, na terça-feira (30). O grupo pediu, em comunicado, que Israel e Hamas aceitassem a trégua como "uma ação humanitária imediata", destinada a preservar a população de Gaza e a reabertura das passagens entre o território, Egito e Israel.
Diante da grande pressão da comunidade internacional por um cessar-fogo, o primeiro-ministro Ehud Olmert amenizou o tom nesta quinta-feira e afirmou que Israel não tem interesse em uma guerra prolongada na faixa de Gaza. Há apenas dois dias, o primeiro-ministro afirmou que a ofensiva estava apenas na primeira fase.
Nesta quinta-feira, as Forças de Defesa israelenses propuseram ao governo uma ampla, mas breve, ofensiva terrestre na faixa de Gaza. O Exército lançou nesta quinta-feira novos bombardeios contra alvos do movimento islâmico radical Hamas na região, o sexto dia consecutivo da grande ofensiva militar israelense que deixou 400 mortos e 1.700 feridos.
Leia mais
- Israel mata importante líder do Hamas em campo de refugiados
- Chanceler israelense vai a Paris para tentar explicar rejeição à trégua em Gaza
- Hamas aceita trégua proposta pela UE, mas impõe condições
Leia mais
- Análise: Busca por trégua em Gaza desafia diplomacia
- Saiba mais sobre a faixa de Gaza
- Saiba mais sobre Israel
Livraria
- Livros explicam ISRAEL, a PALESTINA, o Oriente Médio e o papel dos EUA na região
- Historiador judeu CRITICA POLÍTICA ISRAELENSE e a estratégia do sionismo em livro
- Livro narra SAGA DO POVO PALESTINO através da extraordinária história do combatente Yunes
- Entenda a DISPUTA PELA TERRA entre palestinos e israelenses
- Conheça a origem do nome ISRAEL


