Exército do Sri Lanka conquista a capital rebelde e sofre ataque suicida
colaboração para a Folha Online
O presidente do Sri Lanka, Mahinda Rajapaksa, anunciou nesta sexta-feira a conquista de Kilinochi, considerada capital da guerrilha tâmil, após várias semanas de confronto entre as tropas governamentais e os rebeldes.
Pouco depois, um suposto ataque suicida atingiu a base da Força Aérea do Sri Lanka na capital Colombo. Uma fonte do ministério da defesa do país informou à agência de notícias Efe que a explosão foi causada por um suicida que dirigia uma moto, deixando pelo menos dois mortos e 20 feridos. A fonte atribuiu o atentado à guerrilha dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE).
O site "TamilNet", que apoia a guerrilha, reconheceu que Kilinochi foi "ocupada", mas diz que o LTTE transferiu sua infraestrutura a outra área do noroeste da ilha. "O Exército do Sri Lanka invadiu uma cidade virtualmente fantasma", ressalta a "TamilNet", que admite que as tropas cingalesas tomaram o controle da cidade pela primeira vez em dez anos.
A queda da cidade representa um duro revés para a LTTE, que administrava a partir de Kilinochi seu próprio sistema administrativo, tribunais de justiça e polícia.
As tropas já haviam tomado nesta quinta-feira (1º) a estratégica cidade de Paranthan, limitando as provisões aos guerrilheiros do norte por uma importante estrada, segundo o porta-voz militar Udaya Nanayakkara.
20 anos de guerrilhas
O Exército do Sri Lanka vinha empreendendo uma dura ofensiva contra a guerrilha em seus redutos do norte do país, onde ganhou amplas parcelas de território que até agora estavam nas mãos dos rebeldes. Em três dias, 50 rebeldes tâmeis morreram.
Os LTTE lutam há mais de 20 anos contra o governo pedindo um Estado independente para as áreas de maioria tâmil, no norte e no leste do país, em um conflito que já custou a vida de mais de 100 mil pessoas.
O grupo rebelde iniciou sua batalha contra o governo em 1983 e diz defender o direito das minorias tâmeis diante da opressão de sucessivos governos da maioria cingalesa, desde que o Sri Lanka se tornou independente do Reino Unido, em 1948.
Com agências Efe e Reuters
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