Mundo
03/01/2009 - 12h52

Obama divulga plano econômico; principal meta é criar 3 mi de empregos

Publicidade

colaboração para a Folha Online

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, revelou neste sábado um amplo programa para incentivar a criação de empregos e impulsionar a estagnada economia americana, prioridade máxima para o próximo governo, que assume no dia 20 de janeiro.

Com sombrias perspectivas de uma taxa de desemprego superior a 10% e uma recessão cada vez maior em 2009, Obama declara que "o objetivo número um" de seu plano é a criação de três milhões de empregos, 80% deles no setor privado.

Para alcançar esse objetivo e ajudar a reduzir a dependência americana do petróleo estrangeiro, o presidente eleito disse que duplicará "a produção de energias renováveis" e reformará edifícios públicos para torná-los "energeticamente mais eficientes".

Obama não quer apenas criar empregos a curto prazo, mas estimular o crescimento e a competitividade econômica a longo prazo. Entre as medidas de estímulo figuram a realização de obras de infraestrutura, a modernização do sistema de saúde e a construção de instituições de ensino "do século 21", assim como "um desconto fiscal direto para 95% dos trabalhadores americanos".

De acordo com a imprensa americana, a conta apresentada aos congressistas pela nova administração pode chegar a impressionantes 850 bilhões de dólares, enquanto alguns analistas chegam a especular cifras na casa do trilhão.

Apesar das elevadas despesas previstas no plano, Obama diz não querer simplesmente "recair no velho hábito de Washington de jogar dinheiro no problema", e anunciou que fará "investimentos estratégicos", com "vigorosa supervisão, rígida contabilidade e responsabilidade fiscal" na aplicação de seu projeto.

Debate bipartidário e público

Na segunda-feira, Obama se reunirá com líderes do Congresso para finalizar seu multibilionário plano de estímulo econômico --que os democratas esperam ser aprovado no parlamento americano pouco depois da posse do novo presidente.

Apesar de os democratas terem aumentado sua maioria no Senado Federal nas eleições de novembro, eles ainda precisam do apoio republicano para aprovar o plano e terão que enfrentar a resistência do partido adversário quanto ao tamanho dos gastos.

A reunião agendada entre Obama, o vice Joe Biden e sua equipe econômica com membros do Congresso incluirá, além dos principais líderes democratas, o líder republicano na Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados), John Boehner and o líder da minoria no Senado, Mitch McConnell, informaram assessores do presidente eleito.

"Estou preocupado com as notícias da imprensa que sugerem que a proposta pode custar até US$ 1 trilhão aos contribuintes americanos", disse o líder republicano Boehner nesta sexta-feira (2) à agência internacional de notícias Reuters, acrescentando ser essencial o debate da legislação de "forma justa, aberta e honesta".

"Esperamos que os democratas no Congresso não tentem deixar os contribuintes americanos fora do processo, procurando passar uma lei que não tenha sido objeto de revisão bipartidária e que não tenha sido colocada em disponibilidade para avaliação pública", disse McConnell em uma declaração feita nesta sexta-feira (2).

Ao menos cinco governadores democratas disseram que US$ 1 trilhão será necessário. Os cinco, de Nova York, Nova Jérsei, Massachusetts, Ohio e Wisconsin, discutiram por telefone que gostariam que o pacote incluísse US$ 250 bilhões em recursos para a educação, US$ 250 bilhões para serviços sociais como o programa de seguro médico Medcaid, e US$ 500 milhões para infraestrutura.

Um assessor republicano, que pediu para não ser identificado, disse que o democratas poderiam conseguir um apoio bipartidário mais forte com um plano de estímulo que custe menos --em torno de US$ 500 bilhões. Os membros do partido no Senado dizem que não irão apenas "carimbar" mais uma "enorme despesa".

Com Associated Press

Comentários dos leitores
André Nader (7) 14/12/2009 12h51
André Nader (7) 14/12/2009 12h51
Essa medida da china em segurar a especulação imobiliária seria uma boa ideia para ser utilizada aqui em Brasília, onde a TERRACAP, empresa responsável por licitar os imóveis, ajuda os especuladores colocando os valores dos terrenos a preço de ouro o que ajuda a explicar porque o metro quadrado de Brasília está se tornando rapidamente o mais caro do BRASIL.
Isso se deve a distribuição de "PANETONES" a filiados politicos que "LAVAM" esse dinheiro comprando propriedades em nomes de terceiros ou justificando que um imóvel comprado a um ano por R$1.000,00 possa ser vendido no ano seguinte por R$3.000,00.
VERDADEIRA VERGONHA NACIONAL.
sem opinião
avalie fechar
Eduardo Giorgini (447) 14/12/2009 10h36
Eduardo Giorgini (447) 14/12/2009 10h36
Esses políticos brasileiros são vaidosos e ingenuos.
Isso significa que são facilmente compráveis por multinacionais e países ricos.
Brasil e a America Latina não é para crescer mas ser como sempre estivemos: Frágeis países em desenvolvimento que vive de espectativas, sem produção de valor agregado.
Somos meros mercados de empresas Norte-Americanas, Européias e Asiáticas.
Quem estudar nas melhores universidades do país verá que a mentalidade é formar mão de obra para os grandes, e não formar empreendedores.
Uma pena, pois o sofrido povo paga por isso, sem retorno.
E o nosso presidente tem um lado bom: Criar esperança e espectativa para os humildes, porém, sem resultados concretos.
Se o povo esta feliz, isso que importa.
[]s
Eduardo.
sem opinião
avalie fechar
Polycarpo Quaresma (43) 14/12/2009 09h09
Polycarpo Quaresma (43) 14/12/2009 09h09
Um projeto megalomanico dentro de um sistema interncional decadente com vários episodios de falência. Vão acabar vendendo as construções sor 20% do valor sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4434)
Termos e condições
Comentários dos leitores
Caio César (1) 15/12/2009 17h38
Caio César (1) 15/12/2009 17h38
Antes Fidel, a que Obama. Sinceramente, achei também que haveria alguma mudança com a entrada de Obama no poder mais pelo que vi, a única mudança que houve foi partidária, continua da mesma forma de quando o "Belzebush" estava no poder, com as mesmas guerras, nada pelo planeta e só economia, economia, economia. E o pior de tudo, é que passou da hora do mundo começar a boicotar esse modelo estadunidense mais que infelizmente, quando o assunto é dinheiro, a força é maior. Fidel pode até ser conhecido pelo seu governo ditatorial, mais foi um governo capaz de "peitar" os interesses estadunidenses após presenciar o governo anterior, de Fulgêncio Batista, como a ilha estava entregue ao império, confirmação disso é a Ementa Platt. Mais enfim, Fidel fez coisas boas pela sua ilha e merece respeito agora Obama simplismente caiu no meu conceito. sem opinião
avalie fechar
Gabriel Ramos (94) 15/12/2009 15h10
Gabriel Ramos (94) 15/12/2009 15h10
O que o prêmio nobel da paz está fazendo pela paz? O que está fazendo pelo clima? O que está fazendo pelo meio ambiente?
Pelo menos sabemos o que ele fez para os grandes bancos!!! Sabemos que está enviando mais soldados para o Afeganistão...
Sabemos também que recebeu US$ 1.000.000,00 devido ao prêmio nobel. Não é algo estranho? Não parece houve uma cooptação?
4 opiniões
avalie fechar
JOSE MOTTA (73) 15/12/2009 12h18
JOSE MOTTA (73) 15/12/2009 12h18
NAO CONFIEM EM PO OBAMA. CONFIAR NELE (FIDEL), HUGO CHAVES, PODE. 11 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (1677)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca