Justiça condena garoto de 12 anos por morte da mãe nos EUA
da Folha Online
A Justiça americana considerou culpado de crime premeditado um garoto de 12 anos, que atirou contra sua mãe após uma discussão sobre suas tarefas domésticas. O menino não foi identificado por ser menor de idade.
O juiz James Colongue, do tribunal do Condado de Cochise (no estado americano do Arizona), considerou haver provas suficientes de que o garoto agiu intencionalmente e com premeditação quando atirou por oito vezes contra Sara Madrid, 34, no dia 1º de agosto.
Madrid havia saído de casa após a briga com o filho quando o garoto pegou uma pistola calibre 22, guardada em seu quarto, e esperou pelo retorno da mãe e repetidamente atirou nela, de acordo com testemunhas ouvidas no tribunal.
O filho de Madrid de dez anos, Alfonso Munoz, testemunhou a tragédia e disse que o garoto deu a ele um projétil vazio após os tiros. Segundo Munoz, o garoto condenado aprendeu quando criança a usar uma arma, para situações de emergência e auto-defesa.
O advogado do garoto, Sanford Edleman, argumentou que não tinha intenção de matar a mãe, mas apenas se vingar contra abusos sofridos. A polícia afirmou que a mãe frequentemente gritava com ele e o espancava.
A irmã de Madri, Ernestine Huitron, testemunhou que a mãe não queria que o menino vivesse com ela, e que realmente gritava com o filho. Especialistas avaliaram que o garoto sofreu abusos físicos e verbais de sua mãe e que tem condições de ser reabilitado no sistema de justiça reservado para menores de idade. De acordo com as leis do Arizona, o menino somente pode ser detido até os 18 anos.
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