Tropas e tanques israelenses iniciam ofensiva terrestre em Gaza
da Folha Online
Tanques israelenses e a infantaria entraram na faixa da Gaza na noite deste sábado, na primeira ofensiva terrestre. Poucas horas antes, unidades de artilharia de Israel já haviam atacado pela primeira vez hoje alvos em Gaza, sinalizando uma nova fase do conflito contra o grupo radical islâmico Hamas, iniciado há oito dias apenas com ataques aéreos.
A porta-voz do exército israelense, Avital Leibovitch, já confirmou oficialmente a movimentação militar e afirmou que "o objetivo é destruir a infraestrutura terrorista do Hamas na área de operações".
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As redes de TV locais reportaram imagens noturnas de tropas marchando para a região de Gaza. Ainda não há números exatos sobre o contingente militar já mobilizado nesta primeira etapa da ofensiva terrestre, mas funcionários da Defesa afirmavam nos últimos dias que 10 mil soldados estavam situados no fronteira. Também ainda não há informações precisas sobre quão longe os tanques e a infantaria israelenses devem avançar no território de Gaza.
| Sebastian Scheiner/AP |
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| Artilharia israelense dispara contra alvos em Gaza, horas antes da ofensiva terrestre |
Testemunhas palestinas ainda informaram a entrada de soldados israelenses e de uma "pequena coluna" de veículos militares.
"Eu espero que os resultados dessa operação tragam alguma paz por um longo tempo. No momento em que eles dispararem, nós responderemos com muita força", afirmou a ministra de relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni a um canal de TV israelense, acrescentando que seriam necessárias "várias operações".
Os ataques da artilharia israelense atingiram uma mesquita na cidade de Beit Lahiya neste sábado. Fontes palestinas afirmam que 11 civis, incluindo crianças, morreram no ataque, sendo outros 50 ficaram feridos. Israel afirma que também ataca mesquitas dizendo que o Hamas costuma usar esses edifícios como postos de comando e base para armamentos.
| Baz Ratner/Reuters |
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| Soldado israelense prepara artilharia; 40 alvos do Hamas foram atacados neste sábado |
O ataque por terra é considerado um passo adiante na grande ofensiva militar de Israel na região, que, em oito dias consecutivos de bombardeios, deixou mais de 420 mortos e cerca de 2.200 feridos. Os ataques de artilharia são menos precisos do que os realizados via aérea, que usam mísseis teleguiados. Por terra, aumenta a probabilidade de mortes de civis.
Bombardeios
Simultaneamente ao ataque terrestre, os aviões da Força Aérea Israelense (IAF, na sigla em inglês) ampliaram os bombardeios a alvos do norte da faixa de Gaza. A IAF bombardeou mais de 40 alvos ao longo de todo este sábado, matando o terceiro chefe do Hamas desde o início da ofensiva militar, no último dia 27.
Abu Zakaria al-Jamal, comandante do braço armado do Hamas, morreu de ferimentos causados por um bombardeio aéreo na madrugada.
Há oito dias consecutivos, Israel comanda uma operação militar na faixa de Gaza com bombardeios que atingiram diversos pontos vinculados ao Hamas, como ministérios, casas de ativistas, delegacias, mesquitas, a sede de uma ONG e edifícios da Universidade Islâmica e que já matou três importantes líderes do grupo.
Segundo Israel, a ofensiva é uma resposta à violação --e lançamento de foguetes-- do Hamas da trégua de seis meses assinada com Israel e que acabou oficialmente no último dia 19. Trata-se da pior ofensiva realizada por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Com Associated Press, France Presse e Reuters
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