Mundo
04/01/2009 - 10h37

Obama viverá em hotel "mal-assombrado" até Bush deixar a Casa Branca

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CÉSAR MUÑOZ ACEBES
da Efe, em Washington

Barack Obama se mudará neste fim de semana a Washington com sua família, mas só verá a Casa Branca pela janela de seu hotel, no qual aparentemente terá que conviver com um fantasma do século 19.

Obama chegará à capital antes de outros presidentes porque suas filhas, Sasha, de 10 anos, e Malia, de 7, começam na escola na segunda -feira, como todas as crianças de Washington.

Elas estudarão no Sidwell Friends, um colégio privado que custa em torno de US$ 30 mil por ano e onde, em janeiro de 1993, também entrou pela primeira vez uma menina de 13 anos chamada Chelsea Clinton - filha de Bill Clinton, ex-presidente dos Estados Unidos e Hillary Clinton, esposa deste e adversária de Obama pela nomeação do candidato democrata para a presidência.

O lar temporário da futura família presidencial será o Hay-Adams Hotel, um edifício de luxo de estilo renascentista onde os quartos chegam a custar US$ 6 mil por noite, em troca de banheiros de mármore e lençóis italianos.

A família Obama pediu à administração de George W. Bush que lhe deixasse ocupar a Casa Blair, uma residência oficial de convidados situada do outro lado da rua da Casa Branca. A resposta, no entanto, foi que só a poderiam usá-la a partir de 15 de janeiro, pois até então ela está reservada para "recepções e reuniões" de despedida dos membros do atual Governo.

O estabelecimento, construído em 1928, leva os nomes de John Hay, assistente privado do presidente Abraham Lincoln e secretário de Estado, e de Henry Adams, um escritor e professor da Universidade de Harvard que era descendente dos presidentes John Adams e John Quincy Adams. Ambos tinham casas no lugar onde depois se ergueu o Hay-Adams.

Do lar de Henry Adams, o hotel herdou mais que o nome, segundo a lenda. Sua mulher, Marian Hooper Adams, uma dama da alta sociedade que era conhecida como "Trevo" pelos íntimos, entrou em depressão e se suicidou em dezembro de 1885, ingerindo cianureto de potássio.

Seu fantasma continua na casa, segundo contam, onde abre portas, sussurra com entonação gélida o nome dos empregados e os abraça com braços invisíveis. Também já contaram terem ouvido a assombração perguntar, entre prantos, "que deseja?".

Para sorte dos Obama, as aparições costumam ocorrer no início de dezembro, em torno do aniversário da morte da mulher, e assim o presidente eleito provavelmente só precisará se inquietar pelos problemas terrenos que enfrentará na Casa Branca.

A mudança para Washington porá fim a seu relativo isolamento, pois o presidente eleito montou seu gabinete em Chicago após ganhar as eleições no início de novembro e acaba de regressar das férias do Natal, que passou em uma casa de aluguel de US$ 9 milhões no Havaí, Estado onde nasceu.

Na semana que vem recomeçam as sessões do Congresso, com audiências sobre o programa de estímulo econômico da nova administração. Obama também terá que pensar a respeito do que fará como presidente sobre a violência em Gaza, sobre a qual manteve silêncio até agora.

Na quarta-feira, sim, entrará na Casa Branca, a convite de Bush, que oferecerá um almoço para ele e os ex-presidentes Bill Clinton e Jimmy Carter.

Comentários dos leitores
Tiago Garcia (39) 06/12/2009 10h58
Tiago Garcia (39) 06/12/2009 10h58
A chantagem racial continua clarassima. Você não pode ser um repúblicano que discorde de um presidente democrata que é Barack Obama que você é um racista... Esses pesquisadores e cientistas estão cada vez mais canalhas e mentirosos... sem opinião
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J. R. (1186) 06/12/2009 10h32
J. R. (1186) 06/12/2009 10h32
O cinismo democrata americano volta à tona com Obama cancelando a participação no meio da - Conferência de Copenhagem - , reservando os instantes finais para uma hipotética participação. Daí se vê que os USA tentam MELAR mais um acordo mundial visando a conservação do meio ambiente global, global sem visar unicamente e apenas dinheiro. Talvez tenham informações privilegiadas que o degelo do Ártico é apenas uma grande mentira, ou que pouco importa que Manhantan desapareça sob o mar. sem opinião
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eduardo de souza (518) 05/12/2009 17h46
eduardo de souza (518) 05/12/2009 17h46
Edivaldo Cardoso, muito difícil esses países armados enterrarem suas ogivas, se marcar, jogam na gente, principalmente os Eua que tem pratica no assunto.
Acho que um conflito mundial é o mais provável de acontecer, infelizmente... O melhor seria nos prepararmos para o pior.
A maioria das grandes potências são "grandes" somente no armamento e pequenas na humanidade. Não sei como realmente, separado das emoções, você observa o andamento das ações e medidas, financiadas por essas "potências". E olha que tem mais na panela... É por isso que outros países cansados da exploração e da ameaça, estão se preparando para enfrentarem inimigos. Inimigos das coisas boas que a vida pode trazer, inimigos das amizades, das trocas de cultura e ciência, da BOA VONTADE. Inimigos travestidos de "salvadores", que por dentro tem por único objetivo a destruição. Seres que por um capricho da natureza, odeia a NATUREZA e as pessoas que não são iguais a eles. Essa é a única explicação que cabe para esses Srs. das Guerras, que por trás de uma mesa, comandam covardemente pessoas para a morte.
"Vejam que uniforme lindo fizemos prá vocês... O senhor das guerras não gosta de crianças..." (Música de um autor brasileiro.)
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