Mundo
04/01/2009 - 10h54

Apesar do avanço das tropas, Israel nega querer reocupar Gaza

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da Folha Online

Atualizado às 11h20.

O governo israelense afirmou neste domingo que não tem a intenção de reocupar a faixa de Gaza, apesar do avanço da ofensiva terrestre iniciada neste sábado (3) e que está na fronteira com a Cidade de Gaza.

"Israel não tem nenhuma intenção de voltar a ocupar a faixa de Gaza", afirmou o secretário de governo, Ovid Yehezkel, após uma reunião do gabinete de segurança.

O Exército israelense opera neste domingo na entrada da Cidade de Gaza, a dezenas de quilômetros da fronteira com Israel, informaram testemunhas. No nono dia consecutivo dos bombardeios israelenses contra alvos do movimento islâmico radical Hamas na região, as Forças de Defesa ampliam a ofensiva terrestre, considerada o segundo passo da grande ofensiva militar que deixou ao menos 460 mortos e cerca de 2.350 feridos.

"A operação tem como único objetivo atingir os objetivos estabelecidos pelo gabinete", acrescentou. "A operação pode perdurar por um longo tempo. Ainda podemos enfrentar dias difíceis".

O premiê israelense, Ehud Olmert, afirmou após a reunião que a invasão terrestre das Forças de Defesa israelense na faixa de Gaza, iniciada na tarde deste sábado, era inevitável. A ofensiva terrestre era vista como iminente há dias e sua concretização afasta ainda mais a possibilidade de um cessar-fogo entre Tel Aviv e o movimento islâmico radical Hamas.

"Por meses nós temos dado uma chance de cessar-fogo, na esperança de que nós seríamos capazes de evitar uma operação militar de grande escala, mas nossas esperanças foram destruídas", disse Olmert, em reunião com seus ministros.

No nono dia consecutivo da grande ofensiva militar israelense, as Forças de Defesa mantiveram ataques aéreos e ampliaram a ofensiva terrestre, considerada o segundo passo da grande ofensiva militar que deixou ao menos 460 mortos e cerca de 2.350 feridos.

O ministro da Defesa, Ehud Barak, também presente na reunião, afirmou que, embora difícil, a ofensiva militar israelense na faixa de Gaza "será estendida e intensificada se necessário".

"Guerra está cheia de surpresas e desafios difíceis, mas nossos melhores soldados estão comandando a operação", disse Barak.

Na reunião do gabinete de segurança, o premiê ouviu resumos diplomáticos e de segurança sobre a ofensiva militar, um dia depois que a ofensiva terrestre reduziu as chances de uma saída diplomática para o confronto.

Saldo

Os bombardeios destruíram diversos pontos vinculados ao Hamas, como ministérios, casas de ativistas, delegacias, mesquitas, a sede de uma ONG e edifícios da Universidade Islâmica e já mataram três importantes líderes do grupo.

Os bombardeios também destruíram diversas casas e boa parte da infraestrutura da faixa de Gaza, agravando a crise humanitária na região, alerta a ONU (Organização das Nações Unidas)

Segundo Israel, a ofensiva é uma resposta à violação --e lançamento de foguetes-- do Hamas da trégua de seis meses assinada com Israel e que acabou oficialmente no último dia 19. Desde o início dos bombardeios israelenses, o Hamas intensificou o lançamento de foguetes sobre o sul de Israel, em ataques que mataram quatro pessoas.

 

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