Mundo
04/01/2009 - 20h22

Brasileira descreve insegurança durante ataque do Hamas; ouça

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colaboração para a Folha Online

Em entrevista à Folha Online, a brasileira Nilda Souza, 38, que vive na cidade de Ashdod, em Israel, descreveu a situação de insegurança no bairro onde mora durante ataques do grupo radical islâmico Hamas. Ela diz que várias construções da localidade não são devidamente protegidas contra mísseis.

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Há nove dias, em resposta ao lançamento de foguetes por militantes palestinos desde a faixa de Gaza contra cidades de Israel, o Exército deu início a ataques aéreos que já deixaram mais de 500 mortos e 2.450 feridos no território. A ofensiva ocorre logo depois do fim de uma trégua entre o governo israelense e o Hamas firmado em junho.

No último dia 27 de dezembro, Ashdod (a 37 km ao norte da Cidade de Gaza e fora da faixa), foi atingida por foguetes do Hamas. Segundo os jornais "Haaretz" e "Jerusalem Post", dois israelenses ficaram levemente feridos no ataque. Nilda conta que no momento do ataque a sensação geral era de pânico e, desde então, as pessoas permanecem com medo.

"Foi realmente um pânico geral, porque nós não estávamos aguardando, nós de Ashdod nunca tínhamos ouvido o toque da sirene, que é uma sirene que amedronta, que dá medo, e nós corremos para o bunker, que é um quarto de segurança que tem aqui no nosso prédio", afirmou.

Ela diz, no entanto, que nem todos os prédios de Ashdod, especialmente os antigos, são equipados com o quarto de segurança. "O povo de Ashdod ficou meio bravo e se mobilizou pedindo para a prefeitura para que desse um jeito para que os bunkers fossem abertos, melhorados, tivesse condição de as pessoas entrarem".

Desde o início dos ataques, ela disse que apenas seu marido sai de casa para trabalhar. Ela tem ficado em casa para cuidar do filho de nove anos de idade. Nilda diz que no dia em que sua cidade foi atacada pela primeira vez, quis voltar ao Brasil. "Eu sabia que aquilo não era para mim", disse pensar após o toque da primeira sirene.

Nilda, que também tem nacionalidade israelense, tem um casal de filhos que serve nas forças de Israel. Apesar de se sentir preocupada com a decisão de seus dois filhos continuarem combatendo na guerra, ela disse que apoia a vontade deles.

 

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