Mundo
05/01/2009 - 08h30

Policial fica gravemente ferido em atentado em Atenas

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da Efe, em Atenas

Um policial ficou gravemente ferido nesta segunda-feira em um atentado cometido por pelo menos três homens armados contra um ônibus da polícia em Exarhia, o bairro de Atenas que foi cenário de intensos protestos em dezembro passado pela morte de um adolescente, baleado por um policial.

Segundo a polícia, Adamantios Mantzunis, 21, estava de guarda do lado de fora do Ministério de Cultura quando, por volta das 3h (23 deste domingo (4), no horário de Brasília), três homens armados atacaram um ônibus de uma unidade antidistúrbios estacionado nas proximidades.

Petros Giannakouris/AP
Policiais prendem civil no local de atentado que deixou um policial ferido, em Atenas
Policiais prendem civil no local de atentado que deixou um policial ferido, em Atenas

Mantzunis levou um tiro no peito e outro na coxa, e, segundo fontes do hospital para onde foi levado, teve que ser submetido a uma cirurgia.

No local do atentado, os peritos da polícia encontraram 31 cápsulas de balas, 27 de fuzil e quatro de revólver, informou o canal estatal NET.

O bairro foi isolado e 72 pessoas foram detidas para serem interrogadas, informaram a emissora Skai e NET.

Após visitar o policial ferido no hospital, o ministro do Interior grego, Prokopis Pavlopulos, disse: "os responsáveis do ato compreenderão em breve que não permitiremos que sejam prejudicadas a democracia e a paz social".

Exarhia é um bairro do centro de Atenas, ponto de encontro de grupos de radicais e onde o adolescente Alexandros Grigoropulos, 15, morreu, em 6 de dezembro passado, devido aos disparos de um agente.

De acordo com a polícia, Grigoropulos foi atingido por três tiros dados pelo policial Epaminondas Korkoneas, 37, quando, com outros 30 jovens, atirava pedras e outros objetos contra um carro da polícia. O advogado de defesa argumenta, citando relatório da perícia, que o tiro que matou o jovem não foi mirado diretamente contra ele.

A morte de Grigoropoulos desencadeou uma onda de distúrbios em todo o país, com confrontos entre a polícia e radicais. Os estudantes e jovens protestavam contra a violência policial e, em meio a distúrbios e destruição, causaram danos estimados em 200 milhões de euros.

Desde o início dos distúrbios, em dezembro, a polícia foi alvo de outros dois ataques com armas contra veículos de transporte de pessoal, sem o registro de feridos.

 

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