Mundo
05/01/2009 - 13h09

Estados Unidos inauguram megaembaixada na Zona Verde de Bagdá

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da France Presse, em Bagdá

Os Estados Unidos inauguraram nesta segunda-feira sua nova embaixada em Bagdá, um enorme complexo situado na chamada Zona Verde, o setor ultraprotegido da capital, que custou mais de US$ 700 milhões.

"É o início de uma nova era para o Iraque e o início de uma nova era nas relações entre os Estados Unidos e o Iraque", declarou o embaixador dos Estados Unidos em Bagdá, Ryan Crocker, em um discurso pronunciado na presença do presidente iraquiano Jalal Talabani e do número dois do Departamento de Estado, John Negroponte.

Erik de Castro/Reuters
O presidente iraquiano Jalal Talabani discursa na inauguração da megaembaixada americana
O presidente iraquiano Jalal Talabani discursa na inauguração da megaembaixada americana

Os diplomatas já haviam se transferido para a nova sede há várias semanas, mas a bandeira americana só foi hasteada nesta segunda, quatro dias depois de os americanos devolverem ao Iraque o Palácio republicano, a ex-residência do ditador iraquiano Saddam Hussein, onde estavam instalados desde a invasão do país em 2003.

Segundo o jornal americano "Washington Post", o Departamento de Estado pagou US$ 736 milhões pela construção do complexo de 21 prédios, o que o transforma na representação diplomática americana mais importante do mundo. O elevado custo obrigará os EUA a alugar uma parte do complexo.

Palácio

A antiga embaixada, situada a alguns metros de distância, deve virar a residência oficial do presidente Jalal Talabani. O palácio republicano foi construído no início dos ano 50 pelo último rei do Iraque, Faisal 2º. O ditador Saddam Hussein (1979-2003) o ampliou nos anos 90 e o adotou como residência até a invasão americana em 2003.

Ele foi a sede da Autoridade Provisória da Coalizão (CPA), que dirigiu o país até junho de 2004. Depois da dissolução da CPA, o Departamento de Estado americano instalou sua embaixada no edifício.

O palácio se tornou o epicentro da Zona Verde, o setor superprotegido no centro de Bagdá onde ficam as sedes das administrações iraquianas, a repartição da ONU (Organização das Nações Unidas) e as principais embaixadas ocidentais. O Iraque assumiu na quinta-feira (1º) o controle da Zona Verde, símbolo da ocupação americana, poucas horas depois da expiração do mandato da ONU sobre a presença dos soldados da coalizão.

"Temos o direito de considerar este dia como o do retorno da soberania e do início de um processo para recuperar cada parte de nosso território", declarou na ocasião o primeiro-ministro, Nuri al Maliki, diante de dirigentes civis e militares iraquianos. "Este palácio é o símbolo da soberania iraquiana, e é uma mensagem dirigida a todos os iraquianos: recuperamos nossa soberania", acrescentou Maliki, anunciando que o dia 1º de janeiro será, a partir de agora, um "feriado nacional".

Com o fim do mandato da ONU e a entrada em vigor de acordos bilaterais de segurança assinados entre Bagdá, Londres e Washington, as autoridades terão um controle maior sobre sua segurança, mesmo se as tropas estrangeiras, e principalmente os 146 mil soldados americanos, permanecerão no Iraque.

 

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