Mundo
05/01/2009 - 14h11

Hizbollah não quer guerra com Israel, diz ministro libanês

Publicidade

da Folha Online

Depois do alerta do diretor do serviço de inteligência militar israelense para a possibilidade de um ataque do grupo xiita libanês Hizbollah, o ministro libanês da Informação, Tarek Mitri, afirmou que o Líbano não quer uma nova guerra com Israel e que Hizbollah está de acordo com esta posição.

"O Hizbollah está de acordo com esta posição Não ouvimos seu ministro dizer o contrário", disse o ministro, afirmando que a estabilidade no país é prioridade.

Até o momento, o Hizbollah, que, como o Hamas, promove a luta contra Israel e é considerado por Washington uma organização terrorista, multiplicou seus discursos de apoio ao movimento palestino desde o início da ofensiva militar israelense na faixa de Gaza, que deixou mais de 500 mortos e cerca de 2.500 feridos. Contudo, o grupo não mencionou apoio militar.

Em meados de 2006, Israel travou uma guerra contra o Hizbollah após a captura de dois de seus soldados pela milícia xiita. Este conflito deixou mais de 1.200 mortos no Líbano, na maioria civis, e 160 vítimas israelenses, na maioria soldados.

No sábado (3), o líder do Hizbollah, Hassan Nasrallah, afirmou que o Hamas e as outras facções de "resistência" palestinas têm que infligir o maior número possível de perdas ao Exército israelense, que comanda hoje o terceiro dia consecutivo da ofensiva terrestre com um cerco à Cidade de Gaza.

Diante da declaração de Nasrallah, o diretor do serviço de inteligência militar israelense, Amos Yadlin, advertiu para a possibilidade de um ataque do Hizbollah na fronteira entre Israel e Líbano.

De acordo com Yadlin, citado por uma rádio local, a milícia xiita libanesa poderia utilizar como pretexto a ofensiva militar israelense iniciada em 27 de dezembro passado contra o Hamas na faixa de Gaza para abrir "uma segunda frente". A ofensiva israelense já deixou mais de 500 mortos e cerca de 2.500 feridos.

Assim, Israel está preparado para destinar parte dos dezenas de milhares de reservistas convocados para a defesa da fronteira norte do país no caso de ataque do Hizbollah.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca